O doador de memórias - Lois Lowry

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Em O doador de memórias, a premiada autora Lois Lowry constrói um mundo aparentemente ideal onde não existem dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não há amor, desejo ou alegria genuína.
Os habitantes de uma pequena comunidade, satisfeitos com a vida ordenada, pacata e estável que levam, conhecem apenas o presente o passado e todas as lembranças do antigo mundo lhes foram apagados da mente. 
Um único indivíduo é encarregado de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. 
Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz ideia de que seu mundo nunca mais será o mesmo.
Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.

Jonas vive em uma sociedade programada.  As pessoas não são livres para expressar suas emoções. Elas vivem em uma vida cronometrada minuto a minuto, e a cada ano eles avançam uma etapa. As famílias são permitidas apenas um casal de filhos, e não são filhos próprios, mas sim gerados por Mães-biológicas. A vida de Jonas e seu núcleo familiar, assim como de tantos outros, eram programados para seguir um ritmo, sem música, sem cores, sem sentimentos. Seu pai era um Criador, pessoas designadas a criar as crianças nascidas das Mães-biológicas antes de serem destinadas a um núcleo familiar. As crianças a cada ano conquistava um novo direito: um ano vestir casacos virados para a frente, no outro, usar roupas com bolsos, no outro: andar de bicicleta... Até que aos doze anos era atribuído a cada um, uma profissão. A profissão era escolhida de acordo com a afinidade de cada um, observados durante o período de voluntariado. E aos doze anos Jonas recebe a difícil missão de ser um Guardador de memórias. Estas memórias lhe seriam passadas por um ancião responsável por esta missão, e Jonas descobriu que, muitas coisas eram roubadas dos cidadãos, dentre elas, o direito de guardar suas próprias lembranças.
Eu fiquei muito ansiosa quando saiu este livro e todos comentavam, principalmente quanto ao filme. Por isso, logo no amigo oculto da empresa, pedi os dois logo juntos, azar do Alexandre, pessoa econômica e equilibrado. O tempo passou e nada de ler o livro, até que uma chocólatra veio e me salvou: obrigada Alice! O livro realmente é empolgante, mas mais a partir do momento que ele recebe sua designação. E mais ainda após ele resolver que as coisas tinham que mudar...
- Mas porque todo mundo não pode ter as lembranças? Acho que seria um pouco mais fácil se as lembranças fossem partilhadas. O Senhor e eu não teríamos que suportar tanta coisa sozinhos se todas as outras pessoas assumissem uma parte disso. (Pág.117)

E aí você começa a roer as unhas até os cotovelos... e o livro acaba. Dando graças a Deus por ter o segundo livro, já fui emendando um no outro, e então...
Lowry, Lois. O doador de memórias. São Paulo, Arqueiro: 2014

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