Os delírios de consumo de Becky Bloom - Sophie Kinsella

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Rebecca Bloom é uma jovem londrina com o péssimo hábito do consumismo compulsivo. Apesar de ser uma jornalista especializada em mercado financeiro, não consegue controlar as finanças pessoais. Endividada até a alma, vive fugindo do seu gerente de banco e procurando fórmulas mirabolantes para pagar a fatura do cartão de crédito. E ainda encontra tempo para se apaixonar. Um romance muito divertido que faz um retrato de muitas mulheres das grandes cidades.
Rebeca Bloom é uma jornalista que escreve matérias para uma revista especializada em economia. Por consequência de sua profissão, todos a tomavam por uma grande conhecedora em matéria de economia, mas o que ninguém sonhava era que Becky era uma tremenda consumista de mão cheia. A criatura não tem medidas, não tem freio. Quanto mais ela gasta, mais enrolada ela fica, os credores correndo atrás e ela se escondendo, e mais ela gastava por causa do estresse. Jura!!??? Ela gastava para curar o estresse que o hábito de gastar provocava, em virtude das cartas de cobrança que recebia. Veja se tem lógica!!!
Enfim. Ela vivia sua rotina de trabalhar para a revista de economia, com matérias específicas, que não exigia nenhum esforço cerebral, e vivia acomodada com sua vidinha fútil. Gastando mais do que ganhava, se aproveitando das oportunidades que lhe caiam no colo. Sim. Porque ela adorava participar de workshops de produtos financeiros, pois sempre serviam drinks sofisticados para se esbaldar. Nestes encontros, ela procurava se sentar aos fundos dos salões, e fazia tudo, menos prestar atenção no que era falado no evento. A Becky era um engodo completo, no sentido mais amplo da palavra. Mentia descaradamente, sem nem mudar de cor, sem piscar um olho de culpa ou remorso. Sua vida sentimental era um fiasco. Ela morava com uma amiga pagando uma ninharia de aluguel, já que a amiga era a dona do apartamento, e mesmo assim, não conseguia cumprir os compromissos de gastos domésticos e impostos de moradia. O coitado do gerente do banco não sabia mais o que fazer pra marcar um horário com ela e negociar a dívida de sua conta. Muito pelo contrário, ela continua soltando cheques como se não houvesse amanhã. Ela até almejava melhor condição financeira, mas não de uma forma muito elegante. E quando se imaginava sem preocupações com o dinheiro, ao invés de pensar em pagar as dívidas, ela só almejava comprar mais e mais. Definitivamente, ela não batia bem da cabeça. Até pra tentar curar sua compulsão, ela arranja desculpa pra comprar. Ela comprou um livro de autoajuda, que orientava a não comer na rua, pra levar as refeições de casa. Ela comprou uma garrafa de café. O livro sugere que faça um jantar em casa em um sábado à noite, e ela inventou um prato indiano que precisava de mil parafernálias para cozinhar, que se ela tivesse ido jantar em um restaurante, tinha ficado mais barato. Era sem solução mesmo.
Para falar a verdade, não consigo realmente me concentrar no trabalho. Acho que estou extasiada demais com a pureza do meu novo eu. Fico tentando imaginar quanto terei economizado até o fim do mês e o que poderei comprar na Jigsaw. (Pág.100)

As chocólatras têm razão. A Becky é uma doce doidivanas. Juro que no meio da leitura eu parei e fui somar minha próxima fatura do cartão de crédito. Gente! O que esta mulher tem na cabeça, na alma e no coração? Ela é louca de pedra. Confesso que eu adoro comprar, mas eu tenho limites. A Becky não. Ela não pensa!!! Ela simplesmente compra pelo mero prazer de estar adquirindo a coisa, ainda que não tenha utilidade. Ela chega ao absurdo de fazer compras de presentes de natal... Em março. Mas com certeza é Sophie Kinsella, é garantia de risadas, leitura deliciosa e divertida.

Kinsella, Sophie. Os delírios de consumo de Becky Bloom. 

2 Comentários:

Fernanda Assis 27 de janeiro de 2016 07:31  

Ei Márcia

hahaha adoro a Becky.
Muito amor por essa doida. Não lembrava de algumas cenas, foi ótimo ouvi falar sobre o livro de novo. Essa do Natal kkkkkkkk
bjs

Tainara Ferreira 27 de janeiro de 2016 23:05  

Terminei esse livro há pouco tempo mas não consegui gostar muito dele...
Talvez por ela ser tão doida, rs. Ela mente a maior parte do livro e consegue se dar "bem".
Mas não tem como negar a presença do humor ao longo das páginas.

Eu estou começando com o assunto livros no meu blog, se puder, dê uma passadinha.
http://complexandocomoslivros.blogspot.com.br/

bjs e sucesso sempre! :)

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