Ligeiramente casados - Mary balogh

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse "Custe o que custar!". Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum. Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela... a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele o que acontecerá em quatro dias. Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar. Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados... Neste primeiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos apresenta à família que conhece o luxo e o poder tão bem quanto a paixão e a ousadia. São três irmãos e três irmãs que, em busca do amor, beiram o escândalo e seduzem a cada página.
Eve administra o solar Ringwood, o seu solar, com muito amor. Esta foi a única herança que seu rústico pai lhe deixou, após mais de um ano doente, dando muito trabalho para Eve, e jogando-lhe na cara a sua incapacidade de arrumar um casamento nobre. Mesmo sendo rico, seu pai não passava de um mineiro que trabalhou duro nas minas de carvão e deu a sorte de se casar com a filha do dono, e que trabalhou ainda mais para se tornar muito rico. Educou os seus dois filhos, Eve e Perci, nas escolas mais distintas para que não faltasse a oportunidade de um casamento nobre. Mas o sonho de Perci era ser um soldado e assim o fez, contrariando o pai e partindo para a guerra. E Eve, mesmo rica, não conquistou o seu casamento nobre, já que para os nobres, o sangue, o berço contava muito. Mas isso não a entristecia, seu coração muito puro, sempre ajudando a todos que chegavam necessitando de auxílio. Sua única expectativa era com relação a John, filho de um nobre e que foi o único a quem entregou o coração. Ele, mesmo contrariando a família, declarou o seu amor e prometeu voltar para se casar... E Eve esperava... Todos os dias. Mas quem chegou foi o coronel lorde Aidan Bedwyn. Um homem sério, carrancudo e de poucas palavras. Ele veio trazer para Eve a triste notícia do falecimento do seu irmão e se colocar à disposição, já que prometeu ao seu soldado, fazer de tudo para dar segurança à sua irmã, fosse qual fosse o sacrifício. Muito orgulhosa, Eve nada pediu. Apenas sofreu em silêncio a dor da sua perda e também as mudanças que estava sujeita agora. Mas Aidan ainda estava incomodado com o fervor que Percival fez o pedido de que protegesse Eve a qualquer custo e logo ele vai descobrir o motivo: se dentro de quatro dias, Eve não estivesse casada, ela perderia o solar e toda a fortuna deixada pelo pai. Então Aidan toma a decisão drástica de fazer valer o seu juramento no leito de morte de Perci e se casa com Eve com a certeza de que nunca mais a veria. Porém para seu dissabor, seu irmão, o duque de Bewcastle descobre o enlace e exige conhecer a sua nova cunhada. Esta vai ser mesmo uma prova de fogo para Aidan e Eve, que trará a tona várias consequências.
Parte da água que escorria pela face de Eve tornou-se morna. Ela secou o rosto e abaixou mais o capuz. Poderia, caso se permitisse tamanha indulgência, chorar e chorar até se sentir fraca e vazia. Pela perda de um homem honrado que jamais tornaria a ver, embora ele fosse para sempre seu marido. (Pág. 101)
Eu adoro estes romances de época, sempre tão divertidos e românticos. Este não foi tão assim, já que os personagens eram mais sóbrios, então não teve a mesma pegada de outros que já li. Eve e Aidan eram tão distantes, ele com sua arrogância natural da nobreza e também da vida militar e ela, uma samaritana de corpo e alma, que só pensava em salvar os seus desvalidos, a qualquer preço. A história é muito boa, mas ficou muito séria. Faltou uma pitada de humor. Mas gostei. Me disseram que os demais livros só vão se tornando melhor e estou contando com isso.

Balogh, Mary. Ligeiramente casados. São Paulo:  Arqueiro, 2014.



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