Zac & Mia - A.J.Betts

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A última pessoa que Zac esperava encontrar em seu quarto de hospital era uma garota como Mia - bonita, irritante, mal-humorada e com um gosto musical duvidoso. No mundo real, ele nunca poderia ser amigo de uma pessoa como ela. Mas no hospital as regras são diferentes. Uma batida na parede do seu quarto se transforma em uma amizade surpreendente. Será que Mia precisa de Zac? Será que Zac precisa de Mia? Será que eles precisam tanto um do outro? Contada sob a perspectiva de ambos, Zac e Mia é a história tocante de dois adolescentes comuns em circunstâncias extraordinárias.
Tudo no isolamento forçado de Zac o irrita: a constante atenção da mãe, que fica arrumando jogos e distrações para passar o tempo. Não que ele não reconheça sua dedicação e esforço, mas após tantos dias preso dentro do quarto, sem colocar o nariz para fora, nem no corredor, para nada, o está deixando louco, principalmente por ter sido criado livre, em contato constante com o ar livre, na fazenda de filhotes de sua família. Pra completar ele ganhou um novo vizinho de quarto. Após dez meses de tratamento, ele já conhece quase todos os quartos da ala oncológica, e mais do que ninguém, sabe o quanto as paredes são finas. Ele houve Nina, a atenciosa enfermeira, dar boas vindas ao novo paciente. Pelo calor da discussão e repertório musical, ele percebe que o novo hóspede, ou melhor, a nova paciente da ala, é uma garota que tem a idade equilibrando com a dele. E com um péssimo gosto musical, diga-se de passagem, já que para gostar de Lady Gaga e ainda por cima, tocar a mesma música dezoito vezes, só amando. Ele queria de todo o jeito pedir para que ela parasse, mas é claro que não poderia ser através de sua mãe, já conhecida como Comitê Extra Oficial de boas vindas da Ala, até mesmo porque sua mãe já expressou reprimenda pelo comportamento da paciente com a própria mãe. Em uma tentativa de algum contato, Zac passa a dar pequenas batidas na parede, com a intenção de que a nova paciente tivesse desconfiômetro e parasse com aquela zueira. Surpreendentemente, dá certo, mas passados alguns dias, o silêncio absoluto passou a incomodá-lo, já que não era mais possível sentir a presença dela no quarto ao lado. Ansioso, ele manda um recado pela enfermeira...
Põe Lady Gaga.
EU INSISTO!
(De verdade!) (Pág.31)
E para sua contrariedade, ela joga por baixo da porta um CD da Lady Gaga. Então um dia ele recebe um convite de amizade no facebook: Mia Phillips, a hóspede do quarto ao lado. Vencido pela curiosidade ele aceita o convite e se pega visitando o perfil de Mia e começam a conversar. Aos poucos ele vai percebendo que poucas coisas eles tem em comum, a forma de enfrentar a doença não é uma delas...
Se eu pudesse me levantar e ir até lá, eu iria. Pelo menos eu acho que iria.
Eu iria e me sentaria na cama de Mia. Esfregaria suas costas. Colocaria o braço em torno dela, acho, se ela quisesse isso, do jeito como minha mãe fazia comigo.
Mas estou preso neste quarto, preocupado com os sons tristes que mais ninguém pode ouvir. (Pág. 64)
Apesar de se tratar de mais uma história que envolve esta triste doença, esta é extremamente realista. Ela nos mostra como o sofrimento verdadeiramente se entranha na alma das pessoas, assim como a doença em seus organismos. A forma como cada pessoa reage com a convivência com a doença, como verdadeiramente negam, lutam, se cansam e sofrem. Como Zac persegue as histórias de outros doentes, estuda as estatísticas e avalia as chances de cada novo paciente dentro do hospital, espelha realmente as angústias de suas próprias chances. Os seus medos mais ocultos. E mesmo assim, ele ainda encontra forças para Mia, que nega e foge. Tocante, comovente e emocionante. Uma bela história.

Betts, A.J. Zac & Mia. Ribeirão Preto, São Paulo: Novo Conceito Editora, 2015.


Read more...

Para continuar - Felipe Colbert

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Envolver-se com a jovem Ayako é a oportunidade perfeita para Leonardo César esquecer a sua vida tediosa e perigosamente limitada, tudo por culpa do seu coração defeituoso. Enquanto isso, com a ajuda de seu avô, Ayako tem a difícil missão de manter inacessível um porão de dimensões que vão além da loja de luminárias que ela gerencia, repleto de milhares de lanternas orientais, cujo mistério envolve os habitantes do bairro da Liberdade. A partir dos crescentes encontros entre Leonardo e Ayako, uma nova lanterna surgirá para os dois. Eles terão que protegê-la com afinco, ou tudo que construíram juntos poderá desaparecer a qualquer momento. O que ninguém conseguiria prever é que Ho, um jovem chinês também apaixonado por Ayako, colocaria em risco o futuro desse objeto. E com ele, o sentimento mais importante que dois seres humanos já experimentaram.
Leonardo é um jovem que leva uma vida cheia de restrições e que o incomoda extremamente. Filho único, na adolescência descobriu uma cardiomiopatia que limita tudo o que ele faz, já que devido à doença, não pode se entregar a nenhum tipo de excesso, nem mesmo uma inocente atividade física. Leonardo sofre não só pela doença, mas também por se sentir um fardo para seus pais, que acabam o superprotegendo, impedindo que ele trabalhe ou faça qualquer atividade que não seja a faculdade de artes gráficas. Por odiar se sentir um coitado, somente seu melhor amigo Penken e sua ex-namorada Malu, é que conhecem sua condição de enfermo. Um dia, retornando da faculdade de metrô, ele visualiza uma garota com traços orientais e simplesmente se encanta por ela. Após este dia, ele se abstrai da realidade, pensando e sonhando com a garota, a ponto até de desenhá-la em seu tablet e passar horas admirando-a. O destino então lhe dá mais uma chance e novamente ele se depara com ela no metrô e em um arroubo, desce e começa a segui-la. Ao descobrir onde ela mora, Leonardo cria coragem e vai até a loja que ele a viu entrar e lá ele finalmente conhece Ayako, uma jovem que vive com o avô legítimo japonês e com Ho, um rapaz que ele logo percebe ter uma limitação mental, um ciúme doentio de Ayako e um primo muito perigoso. Ayako vive com seu avô desde que seus pais foram mortos em um acidente de trânsito, e junto com ele, tem a missão de zelar e guardar em segredo no porão do prédio onde está situada a loja de luminárias e a casa onde vivem, milhares de lanternas orientais. Todos os dias ela desce ao porão para conferir se houve o acréscimo de uma nova lanterna, com muita esperança no coração, sabendo que esta poderá fazer a diferença. E devido ao seu segredo e a outros fatores complicadores é que ela pede para que Leonardo não a procure mais, mesmo seu coração desejando o contrário.
É nesse instante que, em alguma lacuna do lugar, nossas visões se impactam. Do meu lado, se fosse um pouquinho mais forte, quebraria todas as lâmpadas, lustres, luminárias e plafons à nossa volta. E, se houvesse um momento para meu coração realmente parar, seria esse. (Pág. 67).
Este é o primeiro livro que leio do autor e já de cara me encantei pela capa. Eu gostei da escrita fluida que nos convida a continuar a leitura até o final. A história é leve, e os personagens transbordam simpatia, talvez o Leonardo nem tanto, já que por causa da doença ele se fecha para o mundo. Somente quando ele conhece Ayako é que desabrocha, podemos assim dizer. Ambos têm suas cicatrizes d’alma, passaram e ainda passam por situações de lutas e sofrimento. O encontro destas duas almas nos ensina que não podemos recuar diante das dificuldades e que enfrenta-las é a melhor solução. Eu gostei muito da leitura e recomendo.

Colbert, Felipe. Para continuar. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2015.




Read more...

O despertar do princípe - Colleen Houck

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Quando a jovem de dezessete anos, Lilliana Young, entra no Museu Metropolitano de Arte certa manhã, durante as férias de primavera, a última coisa que esperava encontrar é um príncipe egípcio ao vivo com poderes divinos, que teria despertado após mil anos de mumificação.E ela realmente não poderia imaginar ser escolhida para ajudá-lo em uma jornada épica que irá levá-los por todo globo para encontrar seus irmãos e completar uma grande cerimônia que salvará a humanidade.Mas o destino tem tomado conta de Lily, e ela, juntamente com seu príncipe sol, Amon, deverá viajar para o Vale dos Reis, despertar seus irmãos e impedir um mal em forma de um deus chamado Seth, de dominar o mundo.
Liliana é uma jovem que vive em um mundo privilegiado. Filha única de pais que trabalharam muito, e ainda trabalham, e conquistaram fortuna em suas carreiras. Ela mora na cobertura de um hotel de frente ao Central Park com todas as regalias sonhadas por uma adolescente, exceto ela. Ela tem tudo o que o dinheiro pode pagar, até mesmo uma carteira de sócia vitalícia do Metropolitan Museu de Nova Iorque, local este que é assiduamente frequentado por ela, desde que, ela se relacionasse com as pessoas certas, de acordo com a aprovação dos pais. De um jeito simples, ela concordava com este controle dos pais como forma de evitar discursões inúteis, mas ela todos os dias vinha pensando em como realizar os seus projetos, encaixando-os no meio dos projetos que seus pais têm para ela.  Em uma destas tarde, em que se abrigava em uma sala do Museu para desenvolver mais um destes projetos, ela é surpreendida por um homem muito atraente e vestido de forma extremamente em desacordo com o convencional. Um jovem príncipe egípcio acabara de despertar de um sono de mais de mil anos, e estava na sua frente, no meio de uma seção do Museu, em uma profusão de palavras estranhas. Liliana tem sérias dificuldades de acreditar na história de Amon, mas não demora pra se convencer que ele é mesmo uma múmia com poderes e que para cumprir a missão de que é encarregado a executar a cada mil anos, ele precisa encontrar seus outros dois irmãos, mas eles ainda dormem há muitos quilômetros de distancia dali, e será preciso que Liliana o siga até o Egito, já que ao despertar, Amon acabou se vinculando à Liliana através de um encanto para lhe garantir energia para executar a sua missão. Liliana, que sempre teve sua vida cronometrada, sem um fio de cabelo fora do lugar, sem uma dobra em suas roupas de grife, se vê de repente no olho do furacão, e para sua surpresa, ela bem que está gostando desta Lily que despertou junto com aquele príncipe de olhos amêndoa e extremamente encantador.
Ele balançou a cabeça, fechando os olhos ao cerrar os dentes. Depois de arquejar por alguns segundos, tornou a cravá-los em mim. Encarei aqueles olhos e senti um fascínio inexplicável. O barulho de Nova York desapareceu. O mundo além de nós deixou de existir. Por um instante, imaginei-me afundando nos lagos profundos dos seus olhos e me perdendo para sempre. (Pág.33)
Apostar na Colleen Houck é uma aposta pra se ganhar sempre. Para quem ousou conhecer a Saga do Tigre, sabe bem do que estou falando. E ler uma nova saga tendo como pano de fundo a mitologia egípcia... ai ai. Meodeus!!!!! Ressaca literária na certa. Ressaca daquelas que mesmo cinco dias após encerrar a leitura ainda fico pensando nas aventuras, nas cenas de humor e no romance, com o coração tremendo de desespero pelo próximo livro, assim, para a semana passada. O que é este Amon???? Eu quero!!!! Um verdadeiro príncipe, e tem muitas passagens cômicas que arrasam nosso coração. A Liliana é uma garota super centrada, muito devido a sua educação, pois os pais são bem distantes, e, não achei ela nada patricinha, apenas confortável com sua condição e com as exigências dos pais, e ela passa maus bocados com o nosso príncipe sedutor. É simplesmente mais uma série pra entrar para a prateleira dos favoritos, queridinhos e intocáveis. Se eu gostei??? Simplesmente amei!!!! 
Houck, Colleen. O despertar do príncipe. São Paulo: Arqueiro, 2015.



Read more...

Dez coisas que aprendi sobre o amor - Sarah Butler

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Por quase 30 anos, quando a brisa de Londres torna-se mais quente, Daniel caminha pelas margens do Tâmisa e senta-se em um banco. Entre as mãos, tem uma folha de papel e um envelope em que escreve apenas um nome, sempre o mesmo. Ele lista também algumas coisas: os desejos e o que gostaria de falar para sua filha, que ele nunca conheceu. Alice tem 30 anos e sente-se mais feliz longe de casa, sob um céu estrelado, rodeada pela imensidão do horizonte, em vez de segura entre quatro paredes. Londres está cheia de memórias de sua mãe que se fora muito cedo, deixando-a com uma família que ela não parece fazer parte. Agora, Alice está de volta porque seu pai está morrendo. Ela só pode dar-lhe um último adeus. Alice e Daniel parecem não ter nada em comum, exceto o amor pelas estrelas, cores e mirtilos. Mas, acima de tudo, o hábito de fazer listas de dez coisas que os tornam tristes ou felizes. O amor está em todas as partes desta história. Suas consequências também. Sejam boas ou más. Até que ponto uma mentira pode ser melhor do que a verdade?
Alice e Daniel... Duas pessoas que dividem a mesma sensação de deslocamento no mundo. Dois andarilhos que busca principalmente encontrar a si mesmo.
Alice é uma mulher que viveu toda a sua vida à deriva. Sua mãe morreu quando tinha quatro anos de idade enquanto estava a caminho para busca-la na aula de balé. Foi criada pelo pai e por suas duas irmãs mais velhas: Tilly e Cee. Enquanto a primeira se esforçava mais para que Alice se sentisse bem vinda em suas vidas, Cee era aquela que gostava de desfraldar a bandeira da razão e sensatez, é por isso que Kal, seu ex namorado, se referia a elas como “Termos e condições”.  Alice gostava mesmo de percorrer o mundo, mesmo sem saber o que buscava. Depois que seu relacionamento com Kal foi para o espaço, não restou nada além de cair no mundo, já que junto à família, ela nunca se sentiu em casa. Sempre carregou o fardo da culpa pela morte de sua mãe, mesmo sem compreender o que realmente aconteceu. Agora ela estava de volta... seu pai estava muito doente e com poucos dias de vida, então todas estavam reunidas para lhe dar este último conforto. E mesmo ali, em seu leito de morte, Alice se sentia excluída da família. Ela queria mesmo era que tudo aquilo acabasse para que ela pudesse partir para o mais longe possível. Chegar ao guichê do aeroporto e comprar a primeira passagem disponível para o destino mais distante.
Daniel era um homem que já teve suas lutas e nenhuma vitória. Jovem pintor talentoso, na sua mocidade se apaixonou e sofreu uma desilusão irreversível. Ao longo dos anos, esteve sempre envolvido em sua busca, remoendo a possibilidade de um encontro. Vivia de pequenos trabalhos, dormindo em abrigos, com a saúde cada vez mais comprometida. Duas almas perdidas em constantes buscas.
Não me lembro de quantas vezes eu fugi quando criança. Os retornos nunca eram divertidos: estranhos insistindo para que eu lhes desse meu endereço; policiais me olhando desconfiados enquanto falavam ao telefone – magra, baixa, ruiva, olhos verdes, sim, é ela. (Pág.64)
Imagina a pessoa que recebe um livro de surpresa, se encanta pela capa, se apaixona pelo título, cria um milhão de expectativas e no fim...
O livro conta a história de Daniel e Alice, sob o ponto de vista de cada um alternadamente, nos deixando a mercê das angústias de cada um. Eu concordo que a história é profunda, porém nenhum dos personagens me cativou. Talvez porque eles sejam extremamente realistas com seus dramas, eu não consegui que nenhum deles me tocasse. Achei confuso o revezamento entre as narrativas, pois muitas vezes me perdi por não identificar quem falava naquele momento. Somente após a metade do livro, quando os fatos ficaram mais claros, é que a leitura se desenrolou, mesmo assim, não consegui mesmo simpatizar. Achei que algumas passagens ficaram abertas e faltaram explicações. Acredito mesmo que muita gente irá se encantar com a história e gostaria que me contassem suas impressões.

Butler, Sarah. Dez coisas que aprendi sobre o amor. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2015.


Read more...

Ligeiramente casados - Mary balogh

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse "Custe o que custar!". Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum. Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela... a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele o que acontecerá em quatro dias. Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar. Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados... Neste primeiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos apresenta à família que conhece o luxo e o poder tão bem quanto a paixão e a ousadia. São três irmãos e três irmãs que, em busca do amor, beiram o escândalo e seduzem a cada página.
Eve administra o solar Ringwood, o seu solar, com muito amor. Esta foi a única herança que seu rústico pai lhe deixou, após mais de um ano doente, dando muito trabalho para Eve, e jogando-lhe na cara a sua incapacidade de arrumar um casamento nobre. Mesmo sendo rico, seu pai não passava de um mineiro que trabalhou duro nas minas de carvão e deu a sorte de se casar com a filha do dono, e que trabalhou ainda mais para se tornar muito rico. Educou os seus dois filhos, Eve e Perci, nas escolas mais distintas para que não faltasse a oportunidade de um casamento nobre. Mas o sonho de Perci era ser um soldado e assim o fez, contrariando o pai e partindo para a guerra. E Eve, mesmo rica, não conquistou o seu casamento nobre, já que para os nobres, o sangue, o berço contava muito. Mas isso não a entristecia, seu coração muito puro, sempre ajudando a todos que chegavam necessitando de auxílio. Sua única expectativa era com relação a John, filho de um nobre e que foi o único a quem entregou o coração. Ele, mesmo contrariando a família, declarou o seu amor e prometeu voltar para se casar... E Eve esperava... Todos os dias. Mas quem chegou foi o coronel lorde Aidan Bedwyn. Um homem sério, carrancudo e de poucas palavras. Ele veio trazer para Eve a triste notícia do falecimento do seu irmão e se colocar à disposição, já que prometeu ao seu soldado, fazer de tudo para dar segurança à sua irmã, fosse qual fosse o sacrifício. Muito orgulhosa, Eve nada pediu. Apenas sofreu em silêncio a dor da sua perda e também as mudanças que estava sujeita agora. Mas Aidan ainda estava incomodado com o fervor que Percival fez o pedido de que protegesse Eve a qualquer custo e logo ele vai descobrir o motivo: se dentro de quatro dias, Eve não estivesse casada, ela perderia o solar e toda a fortuna deixada pelo pai. Então Aidan toma a decisão drástica de fazer valer o seu juramento no leito de morte de Perci e se casa com Eve com a certeza de que nunca mais a veria. Porém para seu dissabor, seu irmão, o duque de Bewcastle descobre o enlace e exige conhecer a sua nova cunhada. Esta vai ser mesmo uma prova de fogo para Aidan e Eve, que trará a tona várias consequências.
Parte da água que escorria pela face de Eve tornou-se morna. Ela secou o rosto e abaixou mais o capuz. Poderia, caso se permitisse tamanha indulgência, chorar e chorar até se sentir fraca e vazia. Pela perda de um homem honrado que jamais tornaria a ver, embora ele fosse para sempre seu marido. (Pág. 101)
Eu adoro estes romances de época, sempre tão divertidos e românticos. Este não foi tão assim, já que os personagens eram mais sóbrios, então não teve a mesma pegada de outros que já li. Eve e Aidan eram tão distantes, ele com sua arrogância natural da nobreza e também da vida militar e ela, uma samaritana de corpo e alma, que só pensava em salvar os seus desvalidos, a qualquer preço. A história é muito boa, mas ficou muito séria. Faltou uma pitada de humor. Mas gostei. Me disseram que os demais livros só vão se tornando melhor e estou contando com isso.

Balogh, Mary. Ligeiramente casados. São Paulo:  Arqueiro, 2014.



Read more...

A aposta - Vanessa Bosso

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Uma viagem de formatura. Uma aposta perigosa. Lex, o galinha do colégio, terá apenas sete dias para derreter o congelado coração de Nina, a garota que odeia quem use cuecas. Nina enlouquece quando descobre sobre a grande aposta do ano. E agora ela quer sangue: o sangue de Lex. Em meio a chantagens, intrigas, vinganças, diálogos ácidos, aventuras, romance e momentos hilários, as páginas desse livro entrarão em combustão espontânea. Quem sairá vencedor? Façam suas apostas. O jogo de sedução está prestes a começar.
Nina é uma das garotas mais marrentas que já conheci. Ela não leva desaforos para casa e por causa de seu temperamento explosivo, já foi convidada e trocar de colégio. E mal chegou e já arrumou confusão, atraindo a ira e o ódio das patricinhas do colégio. Mas Nina é carne de pescoço e não se deixa intimidar, e se preciso for, ela chama no braço.  É. Eu sei! Ela parece uma mulher-macho que sai batendo em todo mundo que olha pra ela, mas não é bem assim. Ela é uma menina como as outras, mas que não gosta de chamar a atenção. Ela é linda, mas não gosta de se destacar pela beleza, sua principal arma de guerra é a inteligência e nesta área ela se sai muito bem. Ela tem apenas um irmão mais velho e é  muito protegida por ele e pelos irmãos, mas isso não foi o suficiente para que a livrasse de uma imensa decepção amorosa aos seus quinze anos de idade, e por esta decepção ela tomou a resolução de passar quilômetros de distância de qualquer garoto. Lex e sua turma são viciados em apostas. Principalmente aquelas em que o prêmio é uma garota, apenas pelo prazer de sair vitorioso e depois dispensar a garota. Como Lex precisa de grana para consertar a moto que se acidentou em um “acidente”, seu melhor amigo, Gancho, resolve lançar uma aposta a revelia de Lex, e claro que o resultado disso não podia ser outro senão os cinco dedos de Nina na cara de Lex. Lex ficou irado com Gancho por tê-lo colocado naquela enrascada, até mesmo porque ele já achava Nina um “cavalo selvagem” devido às suas atitudes hostis. Nina então, surpreendentemente, lança uma aposta de volta: durante a viagem de formatura, se Lex a fizesse se apaixonar por ele, ela daria a ele o dinheiro que precisava. Toda a galera do colégio vai a loucura com a aposta e até mesmo Lex fica desconcertado pela aposta inusitada e não queria aceitar de forma alguma. O detalhe, porém era que ele estava sendo chantageado por Bárbara, a patricinha que foi uma das primeiras vítimas de Nina, mas merecidamente, e Lex se viu enredado por uma armadilha que não teria como sair fora. Uma semana isolados em uma ilha, onde tudo pode acontecer... Tudo mesmo!
 Sim, meus caros, a brincadeira transformou-se numa guerra. Façam então as suas apostas, porque o jogo de sedução está prestes a começar. (Pág. 36)
Este é o segundo livro da Vanessa que leio, e o escolhi justamente porque havia gostado muito do primeiro: Um homem perfeito. E não me decepcionei. A escrita da autora não perdeu sua característica mais marcante: a de nos absorver com uma história sedutora e divertida, narrada com leveza e humor. Honestamente não me lembro, se no primeiro livro foi assim, mas neste ela nos conta a história como se estivesse assistindo a história, de dentro da história. Espero que tenha conseguido me fazer entender... rsrsrs. O livro é narrado em terceira pessoa, mas fica divertido com os comentários pessoais dados pela autora. Nina e Lex são dois opostos, mas quando estão juntos, são dois em pé de guerra. Ela enfrenta qualquer um que ouse mexer com ela e defende aquelas que são perseguidas, não leva desaforo para casa, de jeito nenhum, e Lex que só gosta de curtição, fica de cabelos em pé ao ser desafiado de forma tão audaciosa por esta garota linda e marrenta. Li de uma sentada, divertido e romântico ao mesmo tempo, quem resiste?

Bosso, Vanessa. A aposta. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora.

Read more...

Momento música #190

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Bom dia!!

Falar de música ao mesmo tempo que é fácil, é complicado. Gosto é uma coisa muito pessoal, mas também não dá pra ignorar quando uma música mexe com você. Dia primeiro começou o The Voice Brasil, e eu adoro, principalmente esta fase das audições, onde as expectativas estão lá em cima. Com o programa, resgatamos muitas músicas legais... e eu já começo a anotar aquelas que mais se destacam, muitas veremos por aqui. Mas a música que escolhi esta semana eu ouvi no encerramento da novela das sete e logo procurei e me apaixonei. Espero que também gostem.

A noite - Tiê


Read more...

Enquanto isso no skoob

Posts Recentes

  © TESOURO LITERÁRIO - Todos os Direitos Reservados