A lista - Cecelia Ahern

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A Lista - Kitty Logan tem 32 anos e aos poucos está perdendo tudo o que conquistou: sua carreira está arruinada; seu namorado a deixou sem um motivo aparente; seu melhor amigo está decepcionado com ela; e o principal: sua confidente e mentora está gravemente doente. Antes de morrer, Constance deixa um mistério nas mãos de Kitty que pode ser a chave para sua mudança de vida: uma relação de nomes de pessoas desconhecidas. É com base neles que Kitty deverá escrever a melhor matéria de sua carreira. Quando começa a ouvir o que aquelas pessoas têm a dizer, Kitty aos poucos descobre as conexões entre suas histórias de vida e compreende por que foi escolhida para dar voz a elas.
Kitty Logan é uma jornalista que não está passando pelo melhor momento de sua vida. Após se destacar como jornalista da revista Etcetera, foi contratada por um canal em um programa jornalístico e se deu mal após uma matéria em que difamava um prodigioso professor de educação física. Sua carreira sofreu um sério abalo, assim como sua autoconfiança. E ela precisa  somente de sua mentora e melhor amiga, Constance. Mas Constance está travando uma dolorosa batalha pela vida e precisa mais de Kitty do que o contrário, mas mesmo com sua última gota de energia, ela sabe dizer as coisas certas para Kitty, dando-lhe novo ânimo. Kitty anda sem rumo, fragilizada pelos ataques que passou a sofrer após a infeliz matéria, e para completar, sua amiga Constance perde sua batalha. Mas antes de partir, Constance deixou uma incumbência para Kitty, uma lista com cem nomes para uma matéria que seria a sua última e que agora Kitty deverá escrever. O único detalhe é que Constance deixou a lista e mais nada. Nem uma dica, uma anotação, uma memória. Nada, vezes nada. E Kitty assumiu a responsabilidade de escrever a matéria em memória e honra de sua melhor amiga. Apesar de suas atribulações pessoais, Kitty se lança em uma garimpagem ferrenha para descobrir a essência da matéria especial tão desejada por Constance. Logo Kitty se vê às voltas com pessoas muito distintas umas das outras, com personalidades que a princípio não combinam entre si e que não tem ligação, tornando para Kitty mais difícil a tarefa que tem pela frente. O que a impulsiona é a memória e o carinho que ela tem por Constance, já que para ela não resta muita coisa, a não ser honrar a memória da amiga, resgatar sua carreira e limpar as sujeiras que seus agressores todos os dias deixam para ela na porta de sua quitinete.
- Não há idade para o amor. – Kitty tentou não parecer sarcástica, mas não conseguiu.
- Você não acredita no amor?
- Nesta semana, não acredito em muita coisa mais, não.
- Mesmo assim, está dizendo que acredita em mim?
- Você se abriu bastante comigo. Além disso, meu futuro depende de você.
Ele sorriu.
- E o que pensa sobre Deus?
- Não acredito em Deus – Respondeu Kitty, com sinceridade.
Archie aceitou a resposta. (Pág.216)
E quando as coisas chegam a um limite em que perdemos a fé em nós mesmos? Assim aconteceu com Kitty quando, por uma infelicidade, ela publicou uma matéria que não era verdadeira e a sua boa intenção virou uma catástrofe. Daí por diante, cada vez mais, ela foi sentindo o peso do fracasso. Ela perde sua melhor amiga e assume uma missão que na medida dos acontecimentos, vai se revelando uma bela e honrosa missão.
Cada livro da Cecelia tem uma característica particular em suas heroínas ao mesmo tempo em que podemos ver uma característica comum. Com Kitty é a mesma coisa, ela está passando uma pauleira e ainda assim deixa seu sarcasmo e desdém se sobressair em sua personalidade. Porém, na medida em que suas pesquisas vão evoluindo, ela vai tomando aqueles choques de realidade necessários a todos. Coisa que nem mesmo Steve, seu melhor amigo, conseguiu ao esfregar umas verdades na cara dela. Mesmo sendo dura na queda, Kitty vai perceber que a vida pode sim, dar um empurrãozinho. Uma história tocante, que nos comove com várias outras. Vale a pena conferir.

Ahern, Cecelia. A lista; Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2015.



2 Comentários:

thaila oliveira 16 de setembro de 2015 17:13  

eu ja li, mas sabe aquela história que te marca que você não consegue expressar bem em palavras?
se pararmos pra analisar é um enredo mais simples, mas talvez o mais significativo da autora, ao trabalhar essa lista interminável de histórias ela nos mostra como cada um é especial! me peguei chorando em alguns momentos, rindo em outros, mas com certeza é um livro que recomendo!
http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

Fernanda Assis 17 de setembro de 2015 07:13  

EI Márcia

Adorei, esse livro é muito lindo. Realmente, todo livro da Cecelia tem um amadurecimento muito grande das protagonistas e sempre passa uma lição de vida.
Eu só achei o final corrido demais, queria mais rs.
bjs

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