Momento música #187

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Bom dia!!!

Hoje é o último dia de agosto e vamos deixar que este mês se vá e que setembro chegue com muitas coisas boas...

É primavera - Maurício Manieri


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Segredos de uma noite de verão - Lisa Kleypas

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Segredos de Uma Noite de Verão - Apesar de sua beleza e de seus modos encantadores, Annabelle Peyton nunca foi tirada para dançar nos eventos da sociedade londrina. Como qualquer moça de sua idade, ela mantém as esperanças de encontrar alguém, mas, sem um dote para oferecer e vendo a família em situação difícil, amor é um luxo ao qual não pode se dar. Certa noite, em um dos bailes da temporada, conhece outras três moças também cansadas de ver o tempo passar sem ninguém para dividir sua vida. Juntas, as quatro dão início a um plano: usar todo o seu charme e sua astúcia feminina para encontrar um marido para cada, começando por Annabelle. No entanto, o admirador mais intrigante e persistente de Annabelle, o rico e poderoso Simon Hunt, não parece ter interesse em levá-la ao altar – apenas a prazeres irresistíveis em seu quarto. A jovem está decidida a rejeitar essa proposta, só que é cada vez mais difícil resistir à sedução do rapaz. As amigas se esforçam para encontrar um pretendente mais apropriado para ela. Mas a tarefa se complica depois que, numa noite de verão, Annabelle se entrega aos beijos tentadores de Simon... e descobre que o amor é um jogo perigoso. No primeiro livro da série As Quatro Estações do Amor, Annabelle sai em busca de um marido, mas encontra amizades verdadeiras e desejos intensos que ela jamais poderia imaginar. “Um romance excelente.” – Publishers Weekly
Annabelle estava passando por sérias dificuldades e sua esperança era arrumar um marido, pois já há algum tempo que passou da idade considerada aceitável para um casamento. Suas roupas, sua casa e sua família são o espelho da degradação e necessidades e infelizmente sua conhecida situação financeira era um entrave para que conseguisse arranjar um casamento dos seus sonhos: com um nobre e rico, porém desde que seu pai faleceu, sua família tem passado sérias dificuldades financeiras e por ser de conhecimento público que ela não possuía um dote, nenhum cavalheiro se interessava, mesmo ela sendo extremamente bela. E mais uma temporada estava chegando ao fim sem que ela conseguisse uma dança sequer e ela ficava sentada em um canto do salão, sendo completamente ignorada. Exceto pelas tentativas de Simon. Mas de todos os pretendentes, Simon é aquele em que Annabelle hostiliza com todo o fervor. Apesar de sua beleza máscula e sua riqueza, Simon era conhecido por suas maneiras embrutecidas e sem classe, já que ele não escondia de ninguém sua origem humilde e suas vitórias pelos seus esforços e inteligência. Mas para a nobreza, um homem que se ocupa do trabalho, ainda que honrado, era um escândalo. E para Annabelle, mesmo vivendo uma penúria de dar dó, ela se achava ainda no direito de escolher. Acompanhada de outras três solteironas ignoradas, as quatro garotas resolvem se unir para que se auxiliassem mutuamente para arranjar um marido nobre e rico, mesmo que para isso elas tivessem que lançar mão de armas nenhum um pouco ortodoxas, e se envolvendo em situações extremamente constrangedoras. Annabelle tenta manter seu orgulho intocado, mesmo com seu corpo e seu coração empurrando-a em direção oposta ao que sua razão determina.
-Quer que eu saia?
Na verdade ela não queria. Sentia um desejo irracional de lhe pedir que ficasse. As coisas deviam estar muito ruins mesmo para que desejasse a companhia de um homem que ela detestava! Mas nos últimos minutos uma frágil ligação se estabeleceu entre eles, e Annabelle se viu em uma delicada situação em que foi incapaz de dizer “sim” ou “não”. (Pág.123)
Para quem é fã deste estilo de leitura, este é um deleite. Annabelle começa esta história no ápice do seu orgulho, mesmo não tendo o que comer direito, se vestir de trapos remendados e se ver sob o risco de ter um futuro nem um pouco digno, ela se achava a última bolacha do pacote, pelo menos no que diz respeito a Simon. Um homem forte, determinado e empreendedor. Um homem de origem humilde, sem uma gota de nobreza em seu sangue, mas de um caráter que muitos nobres não tinham. Ela achava o que? Que iria arrumar um homem lindo e rico em qualquer esquina? Ai ai! Coitada dela, que praticamente tinha que disputar a atenção do único solteiro nobre, a tapas com outras uma dúzia de solteironas desesperadas. Mas o romance é uma doçura, porque Annabelle se envolve em cada situação, coitada. Só Simon mesmo para salvá-la. Um romance perfeito, com cenas engraçadas e muito romance mesmo.

Kleypas, Lisa. Segredos de uma noite de verão. São Paulo: Arqueiro, 2015.


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Momento música #186

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Bom dia!!!
Fiquei aqui pensando em uma música que tivesse muito a ver com os acontecimentos dos últimos meses em nosso país. É certo que não nos encontramos no melhor momento, mas certa de que dias melhores virão, escolhi esta música por sua letra motivadora.

Tá escrito - Grupo Revelação


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Neve na primavera - Sarah Jio

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Neve na Primavera - Seattle, 1933. Vera Ray dá um beijo no pequeno Daniel e, mesmo contrariada, sai para trabalhar. Ela odeia o turno da noite, mas o emprego de camareira no hotel garante o sustento de seu filho. Na manhã seguinte, o dia 2 de maio, uma nevasca desaba sobre a cidade. Vera se apressa para chegar em casa antes de Daniel acordar, mas encontra vazia a cama do menino. O ursinho de pelúcia está jogado na rua, esquecido sobre a neve. Na Seattle do nosso tempo, a repórter Claire Aldridge é despertada por uma tempestade de neve fora de época. O dia é 2 de maio. Designada para escrever sobre esse fenômeno, que acontece pela segunda vez em setenta anos, Claire se interessa pelo caso do desaparecimento de Daniel Ray, que permanece sem solução, e promete a si mesma chegar à verdade. Ela descobrirá, também, que está mais próxima de Vera do que imaginava.
Vera vivia uma vida de extrema penúria e necessidade durante a crise de 1933. Com um filhinho de três anos para criar e com uma rotina sacrificante, ela se desdobrava em um trabalho noturno e Daniel. O dinheiro sempre era insuficiente. Quando recebia o salário, ela praticamente tinha que rifar suas necessidades, ou ela compra comida ou pagava o aluguel, ou comprava o mínimo de agasalhos e calçados para seu filho. Para ela, ela usava o que tinha, sem luxos e sem vaidade. Trabalhar à noite não era fácil, mas era o único emprego que conseguiu, e ela sempre deixava Daniel com Caroline, sua melhor amiga, mas nesta noite era diferente. Ela seria obrigada a deixar Daniel sozinho, já que na semana anterior, quando ela levou Daniel para o trabalho, ela foi ameaçada pela sua chefa intransigente de demissão. Ela não tinha alternativa, já que dependia deste trabalho para sua subsistência e de Daniel, já que ela não contava mais com o pai de Daniel. E naquela três de maio de 1933, quando uma grande tempestade de neve assolou Seattle no fim da estação, marcou a vida de Vera. Quando ela chega em casa, retornando de uma sofrida noite de trabalho no Olympic Hotel, ansiosa por reencontrar Daniel que ficou sozinho durante à noite, ela é surpreendida pela sua ausência. Desesperada, Vera percebe então que Daniel, de alguma forma foi subtraído de seu lar, e descobre também que sua condição financeira a coloca em uma categoria em que as autoridades não se interessam em solucionar. Vera se descobre sozinha em uma busca desesperada.
Oitenta anos se passam. Claire é uma jornalista que está se recuperando de sua própria tragédia. Todos evitam tocar no assunto na sua presença, mas ela percebe que todos se preocupam, mas é uma preocupação que a incomoda, deixando-a com uma enorme sensação de incapacidade e fragilidade. Seu casamento não está em um bom momento. Ethan está cada dia mais distante, e profissionalmente ela não está em um momento muito inspirado. Mas quando Frank, seu editor chefe a incumbe de escrever sobre a tempestade de neve que caiu naqueles dias, comparando com a tempestade de oitenta anos atrás, ela se sente frustrada. Porém, quando ela começa sua pesquisa e descobre que, na noite da tempestade anterior, desapareceu um menininho de três anos, ela é despertada pela solidariedade com aquela mãe que sofreu a perda de um filho. Claire é despertada por esta história, que irá se revelar muito mais próximo de Claire do que ela jamais imaginou.
Vera e Claire, duas mulheres separadas por oito décadas, mas unidas pelo acaso do destino.
Então, olhei outra vez para a foto do jovem casal e imaginei o que havia acontecido na noite da maratona de dança. A foto fora tirada antes do nascimento de Daniel. Será que a Vera era feliz naquela época? E quem era esse homem, esse tal de Charles? Como essa foto foi deixada aqui? (Pág.117)

Este é o segundo livro da Sarah Jio que leio, e assim como As violetas de Março, esta história é maravilhosa. Os dois livros seguem o mesmo estilo de duas histórias: uma do passado e outra do presente, unidas por muita emoção. Claire é uma jornalista que está tentando superar uma grande dor e ainda enfrenta o distanciamento do marido que tanto ama. Ela tem passado por momentos apáticos e desmotivados que tomam outro contorno quando começa a pesquisar sobre uma tempestade de fim de estação ocorrida há oitenta anos. Claire é despertada pela história de Daniel, um garoto que foi deixado dormindo sozinho em casa por sua mãe Vera, enquanto ela trabalhava, e que desaparece misteriosamente. Claire mergulha fundo nas investigações, descobrindo cada vez mais as emoções de duas vidas e uma história de amor. uma história emocionante, que recomendo muito. 

Jio, Sarah. Neve na primavera. Ribeirão Preto,SP: Novo Conceito Editora, 2015.

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Enquanto houver amor, haverá esperança - Vinícius (Espírito), por Sarah Kilimanjaro

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Enquanto houver amor haverá esperança - Até que ponto alguém consegue superar suas dores? Por que uns têm coragem e seguem em frente apesar de todas as dificuldades e outros caem em desânimo? Esta é a linda história de Erika e Maurício, uma história de coragem, persistência e superação. Erika quando criança sofre um grave acidente que a deixa paraplégica, porém com o amor dos pais, dedicação dos médicos e coragem da menina ela consegue superar suas limitações. Maurício é um famoso e admirado corredor de automóveis, mimado, tendo tudo nas mãos, se deixa cair no desânimo quando um acidente o deixa fora de seu “mundo ideal”. Duas histórias que se cruzam, e com resultados diferentes. Conheça essa comovente história e saiba por que enquanto houver amor há esperança!
Acreditar... Acho que este é o segredo para que, qualquer coisa nas nossas vidas dê certo. Assim é também com a fé. Não importa qual a religião que professar, é importante que seja com fé verdadeira. Viviane e Alex, Erika e Maurício. Quatro espíritos afins, que há muitas vidas vêm se encontrando, para se ajudar e para se amparar. Erika não teve uma infância fácil, pois conforme sua programação de resgate, aos cinco anos de idade ela sofre m grave acidente que lhe compromete o movimento das pernas, mas como um espírito forte e determinado, muitos anos e determinação foram investidos em tratamentos para recuperação dos movimentos. Sempre otimista e alegre, ela conquistava todos que se aproximavam com seu carisma e simpatia. Erika cresceu com uma alma solidária, sempre disposta a ajudar ao próximo, sempre disponível para quem precisasse de carinho e atenção. Decidiu estudar medicina e se especializar em traumatologia e acabou por se tornar voluntária na clínica em que fez tratamento por anos a fio. Dona de uma bela voz e talento para o violão, ela contemplava a todas as crianças internadas na clínica que se submetiam aos tratamentos dolorosos. Em um destes dias, ela conhece Maurício. Ela que nunca tinham se interessado por nenhum rapaz e nunca tinha namorado, teve a certeza de que finalmente havia encontrado sua alma gêmea. Mas o destino estava mais uma vez submetendo-a a uma provação. Maurício, rapaz rico e mimado, havia sofrido um grave acidente de carro e perdido o movimento das pernas, vivia mergulhado em um mar de revolta e amargura, descontava toda sua frustração em qualquer um que se aproximava para ajudá-lo. Principalmente em Erika, que sempre o tratava com carinho e candura. É claro que os pais de Erika não gostaram nada de ver uma pessoa tão generosa quanto sua filha ser alvo de agressões e humilhações por parte de Maurício, principalmente estando conscientes do grande amor que Erika destinava a Maurício. Um encontro marcado para ser uma grande reparação, mas comprometido pela névoa de lembranças passadas.
É preciso que saboreemos a beleza e a sabedoria da natureza regida pela harmonia maior. Tudo depende de como vemos as coisas, pela nossa maturidade centrada na nossa evolução. Somos todos iguais pela criação, diferentes pelas experiências, isto é, enquanto uns custa ascender os degraus do progresso, outros os conquistam mais depressa. (Pág.67)

Sei que sou extremamente repetitiva quando o assunto são romances espíritas. Mas veja bem, a pessoa aqui morre de preguiça de livros de estudos que tratam do assunto, mas ainda cultiva a sede de se amparar no conhecimento para tentar ser uma pessoa com menos defeitos possível, qual a alternativa??? As histórias psicografadas, pois nelas é possível extrair os mais belos ensinamentos de forma que alimente a minha sede espiritual. Erika e Maurício são espíritos afins que precisam um do outro para descobrir o perdão e o amor, a superação e a esperança. Podemos ser limitados, mas não podemos nos limitar no conformismo. Devemos sempre buscar o aprendizado e pelo menos tentar colocar em prática uma parte do que aprendemos. Recomendo sempre este tipo de literatura. Lindo romance e belos ensinamentos. 




Vinicius (Espírito). Enquanto houver amor, haverá esperança; psicografado por Sarah Kilimanjaro. São Paulo: Petit, 2015.

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Momento música #185

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Bom dia!!!
Estava com saudades de estar aqui indicando música, e para começarmos uma semana bem linda...

Marisa Monte - Diariamente


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Coragem para viver - Marcelo Cezar

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Coragem para Viver - Você tem ideia de como você se vê? Já parou para refletir sobre suas crenças a respeito de amor, trabalho, relacionamento, dinheiro, família e sexo? Coragem para viver conta a história de pessoas que, dominadas pelas ilusões do mundo, tomaram medidas extremas para solucionar seus problemas e chegaram ao fundo do poço, mas cada uma, à sua maneira, deu a volta por cima e redescobriu o verdadeiro gosto pela vida.
A tendência de todo ser humano é ficar preso a tabus e paradigmas. Crescemos com a ideia errônea de que “devemos”. Devemos ter medo, devemos ser conformados, devemos ser acomodados... Mas estamos errados.
Celina é uma mulher passiva que se cala a qualquer palavra de Rodinei seu marido. Ela acredita que por ele ser o marido e provedor da casa, o que disser é lei, ainda que sejam humilhações direcionadas a ela e seus filhos Tales e Júlia. Júlia ainda é pequenina e não compreende as aflições e angústias que tomam conta de seu lar, mas Tales já está com dez anos e sabe discernir muitíssimo bem o certo do errado, e ele tem plena consciência de que tanto seu pai, quanto sua mãe estão errados na forma de conduzir a família: pelo medo e pela opressão. Ainda novo, ele já enfrenta seu pai, determinado a não se intimidar pelo autoritarismo, ao mesmo tempo em que fica revoltado com a inércia de Celina. Um dia ele briga na escola e quando ele espera uma reprimenda do pai, acaba surpreendido quando este o parabeniza pela sua bravura ao não se deixar humilhar na escola. Neste momento seu pai declara que Tales tem o seu respeito, pois ele é um garoto que se dá ao respeito e que se dá o devido valor, e que sua mãe não possuía nem uma coisa e nem outra. Ao ouvir estas cruéis palavras, Celina toma a decisão de por um fim na sua vida, para que todos sofressem e sentissem sua falta, sem saber que a vida toma rumos diferentes, de acordo com a sabedoria divina.
Valdir quando jovem se casou e teve um filho com Mara, mas antes da criança nascer ele viu que Mara tinha apenas interesse na fortuna da família e não se conformava com o fato de Valdir não usufruir do dinheiro, já que ele não era originado de trabalho respeitável. Mara descambou para o mundo das drogas e nem quis saber do filho quando este nasceu. Valdir então acaba se apaixonando por Noeli, a babá da criança e juntos eles assumem a criação de Rafael. Assim como o pai Valdir, Rafael cresceu cheio de receios, sem vontade e iniciativa de se arriscar em nada, apenas acomodados no conforto que a família podia oferecer.
Muitas vidas que se cruzam em função do livre arbítrio de cada um e que juntos terão algo para ensinar ao outro.
- Todo ser humano pode se recuperar, mudar, escolher um novo caminho. O poder de escolha é muito forte. Infelizmente, muitos não se dão conta desse poder. Acreditam que não pode mudar, que o destino está traçado. (Pág. 23)
Adoro quando pego livros que desmistificam coisas que ouvimos a vida inteira. E este livro tem muito disto. Aprender que não existe certo e errado, mas sim consequências das decisões que tomamos, é a verdade mais profunda que o ser humano pode aprender. Mara, Rafael, Sophia, Noeli, Leda, Tales, Júlia e tantos outros, nos mostram que devemos antes de tudo nos respeitarmos para que os outros venham nos respeitar também, e que nossas decisões são apenas nossas e de mais ninguém. Aprendemos muito mais quando tratamos a vida com sinceridade. Recomendo como uma lição de vida.

Cezar, Marcelo. Coragem para viver. São Paulo; Vida & Consciência, 2015.


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Eu estive aqui - Gayle Forman

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Eu Estive Aqui - Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo... Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal? A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos. Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo... e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida. Eu estive aqui é Gayle Forman em sua melhor forma, uma história tensa, comovente e redentora que mostra que é possível seguir em frente mesmo diante de uma perda indescritível.
Quando Cody recebeu o e-mail de suicídio de Meg, sua melhor amiga, ela achou que se tratava de uma brincadeira de mau gosto. Agora, após tantas cerimônias fúnebres, ela sabe que é tudo verdade. Sua melhor amiga, que cresceram juntas como irmãs, havia se matado sem dar nenhum sinal de que não estava bem. Cody começa a se questionar se ela realmente conhecia Meg tão profundamente quanto imaginava, ela já não tinha certeza de mais nada. Cody foi praticamente criada por Joe e Sue, pais de Meg. Elas eram chamadas de unha e carne, de tão unidas que eram acostumadas a fazer tudo juntas, ir a todos os lugares... Mas tudo mudou quando Meg ganhou uma bolsa e foi para uma universidade em Tacoma e Cody ficou para trás. Ao contrário de Meg, Cody foi criada pela mãe que sempre deixou evidente a total ausência de senso maternal e sem conhecer o pai. Cody sentiu inveja da amiga, por ela ter conseguido sair daquela minúscula cidade em que morava e por ela não ter condições financeiras, ela ficou para cursar uma universidade comunitária e trabalhar fazendo faxinas. Agora Meg se foi e Cody não se conforma, se culpando por seu afastamento e egoísmo. Quando Cody viaja a Tacoma, a pedido dos pais de Meg, para buscar suas coisas, ela aos poucos começa a descobrir um lado sombrio da amiga e que não conhecia. Mexendo no laptop de Meg, ela passa a descobrir o posso de angústia e amargura em que sua amiga vivia mergulhada e também um arquivo criptografado que, com a ajuda de Henry ela consegue descobrir o quanto as pessoas podem ser cruéis umas com as outras.
Não sei o que seria pior. Se eu tivesse sabido e não contado a eles. Ou a verdade, que é a seguinte: embora Meg fosse minha melhor amiga e eu tivesse contado tudo o que havia para contar ao meu respeito, supondo que ela tivesse feito o mesmo, eu não sabia. Não fazia a menor ideia. (Pág. 13)
Um livro que te prende e te arrasta para o fundo... que não tem fim. Uma sacudida forte e violenta que te tira o ar. Foi assim que me senti nas páginas deste livro. Tomar conhecimento do quanto somos arrogantes quando acreditamos que conhecemos uma pessoa profundamente, quando na verdade só conhecemos aquilo que elas permitem que conheçamos, assim como nós somente revelamos aquilo que queremos. Cody sofre por saber que não conhecia sua melhor amiga como ela imaginava e que não pode fazer nada para impedir uma decisão tão drástica. Ela passa a buscar respostas, de onde falhou e como consertar... Mas tem coisas que não tem conserto e daí é que o sofrimento derrama por todos orifícios. Um livro marcante, forte e emocionante. Recomendo muito.  

Forman, Gayle. Eu estive aqui. São Paulo: Arqueiro, 2015



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