A mulher do viajante no tempo - Audrey Niffenegger

sexta-feira, 17 de julho de 2015

"A Mulher do Viajante no Tempo" conta a história do casal Henry e Clare. Quando os dois se conhecem Henry tem 28 anos e Clare, 20. Ele é um moderno bibliotecário; ela, uma linda estudante de arte. Os dois se apaixonam, se casam e passam a perseguir os objetivos comuns à maioria dos casais: filhos, bons amigos, um trabalho gratificante. Mas o seu casamento nunca poderá ser normal. Henry sofre de um distúrbio genético raro e de tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás e ele então é capaz de viajar no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro. Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação. Neste livro, a autora mostra com muita sensibilidade, inteligência e bom humor que o verdadeiro amor é capaz de transpor todas as barreiras - inclusive a mais implacável de todas: o tempo.
O romance de Clare e Henry começou de uma forma totalmente inusitada. O Henry por si já é um homem de grandes surpresas, já que ele carrega um dom inusitado e surpreendente, já que ele viaja no tempo, o que pra ele é um sofrimento, já que por causa deste carma, ele presenciou diversas e diversas vezes a morte de sua mãe, que foi uma cantora lírica de sucesso. Por causa da morte precoce de sua mãe, a relação com seu pai era péssima, já que ele, por ser um violinista de renome, com uma alma sensível aos sentimentos e ainda profundamente ligado ao amor de sua esposa, sofreu muito com sua perda deixando Henry no esquecimento. Por outro lado, ele pode conhecer Clare, o grande amor de sua vida, antes mesmo de se conhecerem no presente. Ele a conheceu quando ela ainda tinha seis anos. Desde que se conheceram, ele sempre a visitava e este sentimento foi se desenvolvendo com uma forte base na amizade. Clare foi uma criança com uma personalidade forte, e que desde criança já sabia o que queria. Ela tinha uma lista com as datas das visitas de Henry, e sempre o esperava com lanches e roupas, já que uma das características marcantes das viagens do Henry era que ele não podia carregar nenhum objeto, deixando para trás as suas roupas, e chegando nú aos seus destinos. Isso não surpreendia Clare, que sempre o esperava ansiosa. Estes encontros ao longo dos anos, são marcados por situações cômicas, pois Henry acabava se envolvendo em roubos e perseguições. Ele também se encontrava sempre consigo mesmo, tanto quando mais jovem, ou quando mais velho. Nestas idas e vidas, ele ia vivendo o seu presente, mas sofria muito com estas viagens e estudava métodos de fazer parar esta complexa característica de sua vida.
Henry diz que vem do futuro. Quando eu era pequena, eu não via problema nisso; não tinha a menor ideia do que isso significava. Agora me pergunto se o futuro é um lugar onde eu possa ir; ir de alguma outra forma sem ser ficar velha. Me pergunto se Henry poderia me levar para o futuro. (Pág. 69)

Eu era louca para ler este livro de tantos comentários elogiosos que ouvi. E não foram em vão. A história de Henry e Clare realmente é emocionante. A narrativa é feito sob o ponto de vista de ambos e é possível sentir o que cada um deles sente e sofre. Eu amei a história e realmente choramos, já que é impossível não passar pelos sofrimentos que a vida impõe. Muita emoção, muitos sentimentos. Adorei a história.

Niffenegger, Audrey. A mulher do viajante no tempo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.

1 Comentário:

Marla Almeida 17 de julho de 2015 16:17  

Oi Márcia, tudo bem?
Eu adoro a adaptação desse livro e tenho muita vontade de lê-lo um dia. Dica anotada!!

*bye*
http://loucaporromances.blogspot.com.br/

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