A linguagem das flores - Vanessa Diffenbaugh

sexta-feira, 1 de maio de 2015

 A Linguagem das Flores - Victoria Jones sempre foi uma menina arredia, temperamental e carrancuda. Por causa de sua personalidade difícil, passou a vida sendo jogada de um abrigo para outro, de uma família para outra, até ser considerada inapta para adoção. Ainda criança, se apaixonou pelas flores e por suas mensagens secretas. Quem lhe ensinou tudo sobre o assunto foi Elizabeth, uma de suas mães adotivas, a única que a menina amou e com quem quis ficar... até pôr tudo a perder. Agora, aos 18 anos e emancipada, ela não tem para onde ir nem com quem contar. Sozinha, passa as noites numa praça pública, onde cultiva um pequeno jardim particular. Quando uma florista local lhe dá um emprego e descobre seu talento, a vida de Victoria parece prestes a entrar nos eixos. Mas então ela conhece um misterioso vendedor do mercado de flores e esse encontro a obriga a enfrentar os fantasmas que a assombram. Em seu livro de estreia, Vanessa Diffenbaugh cria uma heroína intensa e inesquecível. Misturando passado e presente num intricado quebra-cabeça, A linguagem das flores é essencialmente uma história de amor – entre mãe e filha, entre homem e mulher e, sobretudo, de amor-próprio.
Hoje Victória está completando 18 anos... Supostamente. Na verdade ninguém sabe exatamente a sua data de aniversário, mas foi esta a data que escolheram para comemorar e emancipa-la colocando para fora do último abrigo que viria morar. Foram dezoito anos entrando e saindo de diversos lares provisórios até que foi decretada como uma criança inapta para adoção, daí por diante foram diversos abrigos. Para Victória hoje os seus sentimentos são diferentes, em seus dezoito anos ela só sentia indiferença pelas pessoas. Ela não suportava ser tocada e somente uma pessoa, por um curto espaço de tempo, foi capaz de rachar sua casca de proteção: Elizabeth. E também foi Elizabeth que ensinou a ela a conhecer a linguagem das flores. É somente através delas que Victória consegue se expressar, ainda que timidamente. Victória sai do abrigo e vai morar temporariamente em uma espécie de fraternidade de garotas que completaram a idade de sair do abrigo, mas para ficarem ali, todas tinham que trabalhar e pagar pela moradia, e Victória não estava interessada em fazer nada que não fosse de sua vontade. Ela não pretendia mais fazer o que as pessoas determinassem para ela, mas apenas o que mandava seu coração. Ela nunca teve tanta liberdade e agora ela queria ser feliz e aproveitar... Mesmo que por caminhos tortuosos. Victória vai morar na rua, vivendo sob os arbustos de um jardim que ela começou a cultivar no parque. Um dia ela percebe Renata carregando diversas plantas e ofereceu ajuda aproveitando para pedir um trabalho, mas teve seu pedido negado, pois Renata queria uma pessoa com experiência. Determinada, Victória usou seus últimos trocados para comprar fita e alfinetes e com as flores que ela cultivava no parque, fez um lindo buquê que levou  para Renata que resolveu testá-la. Para elas era uma parceria perfeita, já que ambas eram reservadas e sem grandes diálogos. Aos poucos elas vão se descobrindo, mas a vida de Victória toma rumos inesperados mesmos quando ela conhece um misterioso vendedor de flores...
Lembrei-me das palavras que Meredith me dissera em Gathering House e outras centenas de vezes antes: Você tem que querer. Você tem que querer ser uma filha, uma irmã, uma amiga, uma estudante, repetira à exaustão. Eu nunca quisera nenhuma dessas coisas e as promessas, ameaças ou os subornos de Meredith nunca haviam mudado minha convicção. Mas, de repente, eu soube que queria ser florista. (Pág.55)

Simplesmente emocionante. Desde as primeiras páginas já percebi que este não era um livro comum. Percebi que nunca havia lido nada similar e já comecei com o coração apertado. Como não se enternecer com uma órfã? Suas raivas e emoções explosivas eram mais do que podia suportar, mas com certeza uma história de fazer transbordar o coração. Adorei e é favorito. 
Nova edição


Diffenbaugh, Vanessa. A linguagem das flores. São Paulo: Arqueiro, 2011.

1 Comentário:

Solange Antuano 4 de maio de 2015 09:39  

É muito brilhante o que a autora fez. Através do seu interesse pelos significados das flores, escreveu uma história em que a personagem central da história só consegue expressar seus verdadeiros sentimentos através das flore

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