O voo da libélula - Michel Bussi

sexta-feira, 24 de abril de 2015


Na noite de 23 de dezembro de 1980, um avião cai na fronteira entre a França e a Suíça, deixando apenas uma sobrevivente: uma bebê de 3 meses. Porém, havia duas meninas no voo, e cria-se o embate entre duas famílias, uma rica e uma pobre, pelo reconhecimento da paternidade. Numa época em que não existiam exames de DNA, o julgamento estende-se por muito tempo, mobilizando todo o país. Seria a menina Lyse-Rose ou Émilie? Mesmo após o veredicto do tribunal, ainda pairam muitas dúvidas sobre o caso, e uma das famílias resolve contratar Crédule Grand-Duc, um detetive particular, para descobrir a verdade. Dezoito anos depois, destroçado pelo fracasso e no limite entre a loucura e a lucidez, Grand-Duc envia o diário das investigações para a sobrevivente Lylie e decide tirar a própria vida. No momento em que vai puxar o gatilho, o detetive descobre um segredo que muda tudo. Porém, antes que possa revelar a solução do caso, ele é assassinado. Após ler o diário, Lylie fica transtornada e desaparece, deixando o caderno com seu irmão, que precisará usar toda a sua inteligência para resolver um mistério cheio de camadas e reviravoltas. Em O voo da libélula, o leitor é guiado pela escrita do detetive enquanto acompanha a angustiada busca de uma garota por sua identidade.

Este é o maior caso da vida do investigador Crédule Gran-Duc. Contratado por Mathilde Carville, uma nobre dama, a investigar por dezoito anos sobre a pequena sobrevivente da tragédia do Air bus que caiu na fronteira entre Suíça e França, o dia 23/12/1980. No avião havia mais entes queridos, havia também sobreviventes da vida. Pessoas que passaram por outras situações de perdas e que venceram. E havia também Émilie Vitral e Lyse-Rose de Carvile, duas bebês de apenas três meses de vida. Uma estava no avião porque sua família humilde ganhou a viagem à Turquia em uma promoção. A outra, de família rica e nobre e que nasceu na Turquia em função do trabalho do pai, e neste natal iria conhecer os avós franceses. Mas o destino quis que o avião não chegasse ao seu destino e dentre cento e sessenta e nove passageiros e tripulantes, apenas um sobrevivente. Um serzinho minúsculo e indefeso, incapaz de dizer quem era de onde vinha e qual o seu destino. Nem mesmo o seu nome. As famílias entram em desespero e a mídia cai matando, explorando de todas as formas possíveis este drama familiar. Cada família irá lutar com as armas que possui e apenas uma sairá com o grande prêmio: uma linda menininha de belos e incríveis olhos azuis. Dezoito anos se passam e a pequena Libélula é Lilye, uma jovem incrivelmente inteligente e pródiga, que a todos surpreende com seus encantos e determinação, mas ainda impera o grande segredo: quem é Lylie? Émilie ou Lyse-Rose?
Ninguém pode negar que foi um belo achado. No final das contas, os policiais bem que sabiam ser românticos. Assim como o apelido Libélula, o nome Lylie pegou. Como uma espécie de diminutivo carinhoso.
Nem Lyse-Rose, nem Émilie.
Lylie.
Uma quimera, um ser estranho formado de dois corpos.
Um monstro. (Pág.65)
Desde que li a sinopse deste livro eu já fiquei acesa para ler. Quem não gosta de um bom e intrigante mistério? Eu não resisto. Um daqueles livros que você pega e devora, rói as unhas, quer até mesmo pular para o fim do livro. Calma, não se desesperem, pois eu não faço isto de jeito nenhum e resisto página por página, descobrindo aos poucos cada mistério revelado, cada cena que nos leva ao desespero, que nos comove. Imaginar o que se passa na cabeça de uma jovem que simplesmente foi um milagre escapando de uma tragédia que não sobrou ninguém, é um peso imenso para os ombros de uma jovem tão doce. E ainda me apaixonei também por Marc, doce Marc, irmão mais velho de Émilie e como não sentir emoções tão contraditórias por Malvina, a irmã obcecada de Lyse-Rose. Intenso e surpreendente. Um suspense do início ao fim. Simplesmente sensacional.

Bussi, Michel. O voo da libélula. São Paulo: Arqueiro, 2015.


2 Comentários:

Rízia Castro 24 de abril de 2015 10:50  

Amo livros com mistérios!
Esse livro está na minha lista, com certeza vou ler.
Fiquei empolgada com sua resenha.
É triste ser o único sobrevivente =/
Beijinhos
Rizia - Livroterapias

Silvana Sartori 24 de abril de 2015 10:58  

Olha a poucos dias chegou esse livro em minhas mãos, mas acredite se quiser, mas estou com um pouco de receio de ler esse livro sabia? Estou achando que é daquele tipo de dar medo =x Mas eu acho que não é assim pelo que andei lendo, porque a história em si me chamou bastante atençao e estou curiosa pra saber o que acontece. Espero ter a chance de ler assim que puder, pois estou com outras leituras na frente, mas mesmo assim adorei a sua resenha. Achei que você se expressou muito bem falando o quanto o livro é envolvente =]

http://lovereadmybooks.blogspot.com.br/2015/04/resenha-mundo-cao.html

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