Menina de vinte - Sophie Kinsella

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Menina de vinte - Lara Lington sempre teve uma imaginação fértil. Agora ela começa a se perguntar se está ficando maluca de vez. Meninas normais de vinte poucos anos não veem fantasmas, né? Pelo menos era o que ela pensava até o espírito da tia-avó Sadie, que foi uma jovem dançarina de Charleston com ideias avançadas sobre moda e amor, aparecer misteriosamente com um último pedido: Lara precisa localizar um colar que foi dela por mais de 75 anos. Só assim tia Sadie poderá descansar em paz. Além de encontrar a joia, Lara tem que lidar com probleminhas do dia a dia: a sócia foi curtir um romance em Goa, sua empresa está afundando e ela acabou de ser abandonada pelo homem “perfeito”. Nesta divertida história, Lara e Sadie são duas meninas de vinte bem diferentes que vão aprender a importância dos laços familiares e da amizade
Lara Lington não está no melhor momento de sua vida. Sua amiga e sócia se mandou para Goa e mandou avisar que não volta mais, deixando-a na mão com um baita abacaxi para resolver.
Sua empresa de recrutamento não está fazendo o sucesso que ela tenta fazer seu pai acreditar, assim como a sua recuperação após o fim de seu relacionamento com Josh. Sua vida está um verdadeiro caos e ela ainda precisa ir com os pais no velório de sua tia avó de 106 anos, e de quem ela nem se lembra de ter conhecido na vida.  No velório havia poucas pessoas, talvez por isso a situação fosse ainda mais constrangedora, ter que aturar sua irmã insuportável que tinha prazer em colocar sal em suas feridas e também seu tio milionário que não se cansava de soltar seu odioso jargão das duas moedinhas, parecendo um guru de autoajuda. Durante o velório, Lara ouve uma pessoa conversando com ela e fica curiosa, principalmente quando percebe que ela é a única que enxerga e ouve a dona da voz que clama loucamente por seu colar.  Aquela voz fina e arrogante não para de perguntar por um colar que Lara não faz a mínima ideia. Ela começa a acreditar que enlouqueceu e que está vendo alucinações ao ver aquela figura muito alta e magra, cabelos curtos e roupas pouco convencionais para a atualidade. Para acalmar os ânimos, ela resolve se apresentar e quase cai pra trás quando a aparição se apresenta para ela: Sadie Lancaster, a tia de 106 anos que está sendo velada e que será sepultada dali a poucos minutos. E a espevitada Sadie, no auge de sua determinação, deseja a qualquer custo o seu colar de libélulas e insiste para que Lara interrompa o funeral imediatamente. Desesperada por aquela aparição falante que a estava enlouquecendo, Lara acaba mesmo interrompendo o funeral com uma história pra lá de absurda: que sua querida tia avó, no auge da saúde em seus 106 anos, foi assassinada por um complô maquiavélico. É claro que Lara se enrola toda com a história, mas ao menos consegue ganhar tempo e com isto tentar ajudar a sua tia a encontrar o famigerado colar. Sadie é uma pessoa que esteve bem a frente do seu tempo, e passa a perseguir Lara para alcançar seus objetivos, mesmo que para isto ela coloque a coitada em cada enrascada... Mas com o tempo Lara vai descobrir que por baixo daquela carapaça de namoradeira, existe uma linda história desconhecida por todos.
De repente reparo que os olhos de Sadie estão fechados e que ela está cantando baixinho de novo.
É óbvio que só eu seria assombrada pelo fantasma mais esquisito do mundo. Uma hora, está gritando em meu ouvido, na outra, está fazendo comentários, na outra, espionando meus vizinhos... (Pág. 112).
O que se pode dizer do segundo livro da Sophie que leio? Ela é demais! É claro que mesmo com personagens totalmente fora do padrão, ela consegue me arrancar risadas naturalmente, sem piadas insalubres. Os episódios são naturalmente cômicos, com doses certas de humor. A dupla Lara e Sadie é imbatível, mesmo com os absurdos impostos por Sadie. Achei-a boa parte do livro, bem autoritária e bem xarope, mas aos poucos foi se delineando um perfil doce e que desejei não acabar. Humor na dose certa.

Kinsella, Sophie. Menina de vinte. Rio de Janeiro: Record, 2011.

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