A menina mais fria de Coldtown -Holly Black

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxu

Tana é uma garota de dezessete anos que vive em uma sociedade de medo. E depois do que aconteceu na fazenda, ela mais do que nunca tem certeza disso. Não que ela tivesse alguma dúvida, pois depois da cicatriz que ela carrega desde os doze anos de idade, cicatriz esta imposta pela própria mãe quando foi contaminada. Tana estava triste porque sua melhor amiga estava para um acampamento e ela estava sozinha quando resolveu ir à festa da galera da escola, mesmo se encontrando com Aidan, seu ex-namorado, que tinha um prazer especial de ficar se exibindo e provocando. Na festa ela curtiu e bebeu todas e acordou na banheira, sozinha em um silêncio incomum. Ao se levantar e caminhar pela casa ela só encontra cadáveres. Todos os seus amigos mortos por vampiros e ela descobre que o único sobrevivente é seu ex, mas ele foi infectado e agora também representa uma ameaça. Junto com Aidan, ela encontra também Gavriel, um garoto misterioso, com um estranho magnetismo. Determinada, Tana resolve realizar uma perigosa operação de resgate, fugindo de perigosos vampiros, por caminhos mais perigosos do que possam imaginar. Na sua mente, a única coisa que a tortura são as lembranças de sua mãe, que mesmo as amando, foi dominada pelo Resfriado, a ponto de machucá-la. E também saber que precisará se afastar de sua irmã de doze anos e de seu pai. Seu maior medo agora é estar contaminada e precisar se afastar de todos para a descontaminação, que demora oitenta e oito dias para completar, e que enquanto isto ela precisa se manter a salvo dos vampiros e dos infectados, em uma batalha fervorosa pela vida.
Às vezes, parecia que toda a vida de Tana já havia sido exaurida naquele sombrio porão, como se a boca da mãe em seu braço fosse a última coisa em sua vida antes disse que havia sentido como real. Todo o resto era apenas um prólogo e um epílogo. Um período de carência fingindo que sua vida seria como a das outras pessoas, que a mordida não havia marcado como já tocada pelas trevas, fadada à escuridão, uma garota com o pé na cova.” (Pág.107)
Como todos os livros de vampiros que já li este também não deixa a desejar no quesito intrigante, instigante, sombrio e sedutor. Tana é forte e determinada. Ela é quem cuida da sua irmã mais nova e do pai, que se tornou meu aéreo desde a morte da mãe. A mãe foi contaminada quando ela era criança, e o pai assumindo o risco que muitas famílias cometiam, isolou a mãe dela no porão da casa para a descontaminação. Por muitos dias ela ouviu a mãe gritando pedindo socorro, até o dia que Tana sucumbiu aos seus apelos e abriu a porta. Agora ela precisa correr contra o tempo para se salvar. A história é totalmente convincente, com muitas cenas fortes, dramáticas e algumas até doces. Adorei o livro e espero muito que tenha continuação, pois acho que  merecemos descobrir... o que você vai saber quando ler.

Black, Holly. A menina mais fria de Coldtown. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2014.


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