Fênix: A ilha - John Dixon

quarta-feira, 10 de setembro de 2014


Sem telefone. Sem sms. Sem e-mail. Sem TV. Sem internet. Sem saída. Bem-vindo a Fênix: A Ilha. Na teoria, ela é um campo de treinamento para adolescentes problemáticos. Porém, os segredos da ilha e sua floresta são tão vastos quanto mortais. Carl Freeman sempre defendeu os excluídos e sempre enfrentou, com boa vontade, os valentões. Mas o que acontece quando você é o excluído e o poder está com aqueles que são perversos?
Carl Freeman, um garoto de 16 anos com uma ficha criminal extensa, já foi transferido de lares adotivos para reformatórios e vise-e-versa, após bater em mais um valentão que ameaçava um menino indefeso, o juiz não tem mais nenhuma opção a não ser manda-lo para Ilha Fênix, um campo de treinamento militar, localizado em um ligar desconhecido, um lugar sem as leis do Estado, um lugar para adolescentes que assim como Carl, adolescentes que agem como indivíduos, que não seguem as regras. Ou melhor, essa é a ideia que eles querem passar.

Freeman precisa aguentar as pontas, obedecer as ordens, andar na linha até completar os seus 18 anos, porque após disso ele poderá voltar para sua cidade com a ficha limpa, e uma nova vida para viver. Ao chegar na ilha os órfãos se deparam com um lugar totalmente assustador, com tenentes totalmente rigorosos (e um pouco insanos) que fazem de tudo para que aqueles indivíduos se tornem pessoas "melhores" para que quando o Ancião chegue eles estejam preparados. Quanto mais sanguinário você for, mais sucesso você terá.

Lá Carl conhece Ross, um cara pequeno e piadista, um alvo fácil para os mais fortes, e mesmo tentando não se aproximar para não ter que defendê-lo no futuro, o destino faz com que se tornem colegas; e conhece Octavia, uma menina misteriosa, com um lindo cabelo preto e apenas uma mecha branca no topo, que faz com que ele sinta um grande interesse por ela. Mas desde o inicio ele percebe que se controlar não será tão fácil como pensava: com o Tenente Parker no seu pé, e vários valentões oprimindo os desfavorecidos, Carl precisa manter o total controle sobre si mesmo, senão o seu novo futuro estará arruinado.

Um dia Carl encontra um diário de um órfão de algum dos ciclos anteriores, nele está contido descrições de fatos extremamente insanos, segredos sobre a tal ilha. Mas estes segredos não são os únicos, Freeman está prestes a descobrir coisas maiores, coisas piores. Quais seriam os segredos mantidos neste lugar? Quais serão as chances de sobreviver sob tanta insanidade?

Olhou discretamente ao redor. Aqui estavam eles, na Ilha Fênix, em algum lugar fora dos Estados Unidos e de suas leis.
Estamos mortos para o mundo tanto quanto nossos pais, pensou Carl. Essa gente pode fazer o que quiser conosco.  pag. 28

Um livro que de cara me chamou atenção pela capa, depois pela sinopse, e me absorveu de uma forma sobrenatural com o enredo. Se eu fosse fazer uma lista de melhores livros lidos em 2014, sem duvida este estaria. Nunca tinha lido histórias com o tema prisão/campo militar, mas John Dixon fez com que eu ficasse presa na história mesmo depois de parar de lê-lo (e com raiva da faculdade por não deixar com que eu ficasse lendo toda hora).

Com personagens intrigantes, cada órfão com o seu passado assombroso que o levou para ilha. Cada tenente/soldado mais assustador que o outro. Carl, que no inicio parece só um adolescente rebelde e chato, ganhou o meu coração, me fez sentir um desespero enorme quando corria riscos, Octavia e Ross, apesar de não aparecerem muito ganharam um espaço no meu coração, como se eles fossem os meus amigos, e compartilhei suas dores. Parker e seus órfãos de estimação me fizeram senti um ódio tão grande, uma raiva que nunca senti de algum personagem literário. Agora o Ancião, ah.. nesse eu queria dar tanto soco na cara dele, até que a mandíbula dele (acho que o livro me deixou um pouco agressiva).

Para vocês terem uma ideia, o livro é tão bom, mas tão bom que até fizeram uma série de TV baseada nele; nunca tinha visto nada sobre a série, mas pretendo assistir em breve, e se ela for tão boa quanto o livro, já sei que irei viciar. Darei 5 estrelas para o livro, coisa que raramente acontecerá de novo nesta vida. Com uma narrativa envolvente, um enredo de tirar o folego e um final totalmente inesperado, John Dixon realmente soube deixar um gostinho de quero mais para o próximo livro. E eu não vejo a hora de lê-lo. Se você gosta de livros deste gênero, não deveria estar perdendo tempo, vá ler ele!

Dixon, John . Fênix: A ilha. Ribeirão Preto, SP. Editora Novo Conceito, 2014


sobre o autor
Eduarda GalvãoEduarda Galvão, 18 anos, Brasília. Cheia de esquisitices e manias. Apaixonada por livros e personagens. Louca por filmes e séries. Com mania de colecionar livros, canecas e amores..

1 Comentário:

Greice Blogando Livros 18 de setembro de 2014 15:36  

Eu adorei este livro. Ele é muito de ação e faz com que a gente sinta raiva pelo modo como eles são tratados. Pelo que sei vai ter continuação mas ainda está sendo escrito. Eu não aguentaria passar por tudo aquilo.

Beijos

Greice Negrini

Blogando Livros
www.amigasemulheres.com

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