Primeiro amor - James Patterson e Emily Raymond

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Axi Moore é uma garota certinha, estudiosa, bem comportada e boa filha. Mas o que ela mais quer é fugir de tudo isso e deixar para trás as lembranças tristes de um lar despedaçado. A única pessoa em quem ela pode confiar é seu melhor amigo, Robinson. Ele é também o grande amor de sua vida, só que ainda não sabe disso. Quando Axi convida Robinson para fazer uma viagem pelo país, está quebrando as regras pela primeira vez. Uma jornada que parecia prometer apenas diversão e cumplicidade aos poucos transforma a vida dos dois jovens para sempre. De aventureiros, eles se tornam fugitivos. De amigos, se tornam namorados. Cada um deles, em silêncio, sabe que sua primeira viagem pode ser também a última, e Axi precisa aceitar que de certas coisas, como do destino, não há como fugir. Comovente e baseado na própria vida do autor, este livro mostra que, por mais puro e inocente que seja, o primeiro amor pode mudar o resto de nossas vidas.
Quando Axi resolveu descobrir o mundo, só pensou em seu melhor amigo para botar o pé na estrada com ela: Robinson. Seu objetivo era fugir da sua vida medíocre, com um pai constantemente sob o efeito de álcool e da sua escola. Apesar da pouca idade, o excesso de responsabilidade que pesava sobre seus jovens ombros, ultimamente estava sendo muito mais do que podia suportar. Primeiro tinha perdido a sua irmã mais nova, logo em seguida sua mãe simplesmente foi embora de casa deixando-a com o pai, que dava mais trabalho do que uma criança pequena e por isso sua responsabilidade só aumentava.
Robinson era para ela muito mais do que um amigo. Eles se conheceram em um momento delicado de suas vidas e passaram por muita coisa juntos e por isso ela tinha tanto apego e tinha uma esperança de que um dia pudessem ser mais do que apenas amigos. É claro que Robinson topou a aventura, mas para ele não era aventura fugir pelo mundo pegando ônibus. Se era para ter emoção, que fosse com uma dose extra-forte de adrenalina. De cara eles roubaram uma moto Harley- Davidson grande e reluzentemente preta para dar início a esta mirabolante aventura. Era para ser uma aventura inocente, mas agora tudo mudava de figura: roubar era uma coisa muito séria, mas ela não queria decepcionar Robinson e ao mesmo tempo queria muito viver sua grande aventura.
Vendo a cidade passar por mim, sentindo o vento no rosto, eu não me importaria se acordássemos toda aquela cidade miserável.
Coma poeira! – eu queria gritar.
Robinson soltou um grito de alegria.
Estávamos partindo. Estávamos livres. (Pág.29)
Muita coisa se passou pela minha cabeça antes de começar a leitura. Ah, seria mais uma romance com adolescentes delinquentes e sem limites? Confesso que no início pensei isto e muito mais. Os dois viajam roubando motos, carros, invadindo casas, mas sem machucar ninguém, em uma explosão de liberdade, de se sentir sem limites, sem amarras, vivendo apenas o dia de hoje, sem preocupações com o amanhã que os aguardava de forma sombria e traiçoeira. Um romance simples e puro e que me comoveu.

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