A garota que perseguiu a lua - Sarah Addison Allen

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Como você pode achar seu caminho? Seguindo as nuvens ou a lua? Emily Benedict foi para Mullaby após a morte de sua mãe. Ao chegar à cidade e conhecer seu avô ela percebe que os mistérios do lugar nunca são resolvidos: eles são uma forma de vida. Existem quartos cujo papel de parede muda de acordo com o seu humor, luzes estranhas aparecem no quintal à noite e Julia Winterson, a vizinha, consegue cozinhar a esperança em forma de bolos. Emily percebe que sua mãe esteve envolvida no maior mistério da cidade, e conta com a ajuda de Julia para desvendá-lo. Em Mullaby nada é o que parece.

Quando Emily teve que se mudar para a misteriosa e desconhecida Mullaby ela entendeu que a sua mãe, que lhe criou com tanto rigor e zelo era uma pessoa totalmente diferente daquela que viveu naquela pequena cidade há mais de vinte anos atrás. Com a morte precoce de sua mãe e ficando sozinha no mundo, com a ajuda de uma amiga ela descobre seu avô Vance Shelby com seus mais de dois metros e meio de altura e pai de sua mãe, que ela nunca mencionou em seus dezessete anos de vida.
Agora é aprender a conviver com este estranho e assim que possível ir embora daquela casa misteriosa. Como seu avô já sofre as mazelas da idade, ele nunca sobre ao segundo andar e que foi integralmente destinado a ela. É claro que ela escolheu o antigo quarto de sua mãe, com um incrível papel de parede com pequenas flores de lavanda, com uma bela sacada com vista para uma pequena mata nos fundos da casa. Ali daquela varanda a noite era possível vislumbrar uma misteriosa luz que se movia no meio das árvores e que lhe parecia observá-la. A sua adaptação nesta cidade será muito mais complicada do que Emily imaginava, pois a hostilidade não se tratava apenas de sua pessoa, mas se tratava também da hostilidade que era dirigida a sua mãe que se voltava para ela. Aos poucos Emily vai descobrindo que a personalidade de sua mãe na adolescência foi totalmente diferente da que ela conheceu, de uma pessoa cem por cento voltada às causas sociais. Mesmo assim ela conquista a amizade e compreensão de algumas pessoas, dentre elas Julia, uma confeiteira que estudou com a mãe na adolescência e que carrega seus próprios fantasmas, assim como Win Coffey, um adolescente da mesma idade que ela, que só andava rigorosamente bem trajado com sua gravata borboleta e que seu avô pediu para que ela não se aproximasse. Muitos mistérios e  muitos segredos para todos os lados que Emily se voltava e uma amizade proibida por ambas as famílias dão a ela mais determinação em desvendar os segredos do passado.
-Faz vinte anos que não falo sobre isso – disse Vance. – E eu não falaria sobre isso com você, porque seria melhor que você não soubesse. Os Coffey obviamente acharam diferente. Eu lamento. (Pág. 109).
Este é mais um dos livros que comprei por apenas dois motivos: a capa e o título. Mas felizmente não foi uma compra desperdiçada, pois além de várias resenhas positivas, a história é simplesmente perfeita. É claro que tive que contar com a intuição da Evelyn para escolhê-lo para mim como leitura de junho para o clube das chocólatras, e foi uma ótima escolha. Emily é muito sensível, nunca conheceu o pai e teve uma mãe rigorosa e exemplar para lhe mostrar sempre o melhor caminho e quando ela perde a mãe seu mundo vira de ponta cabeça. A começar pelo fato de sua mãe nunca ter mencionado a existência de um avô e aos poucos as descobertas que ela vai fazendo, descobertas estas que demonstram sua mãe totalmente diferente da que ela conheceu. Eu adorei a história, enredo e o desenrolar. Confesso que não vi vínculo entre o título e a história, mas isto não me impediu de simplesmente me apaixonar por Emily, Win, Julia, Sawyer e do vovô Vance. Gostei da dose de fantástico existente nas histórias, do carinho e doçura entre os personagens, mesmo com a resistência de alguns deles. Com certeza é nota máxima e favorito.

Allen, Sarah Addison. A garota que perseguiu a lua. São Paulo: Planeta, 2012. 


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