Momento música #139

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Bom dia!
Segunda-feira barra pesada hoje. Dia 30 de junho, muitas declarações para entregar, trabalho,trabalho e trabalho. Que tal uma música?
E se for uma rock balada?


Don't Look Back In Anger - Oasis



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Resultado Promoção 03 anos do Tesouro Literário

domingo, 29 de junho de 2014

Bom dia!!!

Como vocês sabem o blog fez 03 anos no último dia 25/06. E para comemorar vocês deixaram um abraço no blog e preencheram o formulário para alguns mimos. Aposto que querem muito saber quem são os ganhadores, não é mesmo?

Pois então lá vai!

Conforme informado anteriormente, as ganhadoras obedeceriam a ordem em que os prêmios foram dispostos, portanto:

  • Adriana Oliveira leva o Kit Arqueiro com os livros Álbum de Casamento e Mar de Rosas
  • Cristiane Dornelas leva o Kit Novo Conceito com Claro que te amo e Refém da Obsessão
  • Ana Paula leva a trilogia A Seleção
  • Lais Lucena leva o pacotão de mimos. 
Já enviei e-mail para as ganhadoras que deverão passar aqui no blog para confirmar a premiação. 

Parabéns e muito obrigado pela participação de todos!!

Beijos



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Quando tudo volta - John Corey Whaley

sexta-feira, 27 de junho de 2014


Uma morte por overdose. Um fanático estudioso da Bíblia. Um pássaro lendário. Pesadelos com zumbis. Coisas tão diferentes podem habitar a vida de uma única pessoa? Cullen Witter leva uma vida sem graça. Trabalha em uma lanchonete, tenta compreender as garotas e não é lá muito sociável. Seu irmão, Gabriel, de 15 anos, costuma ser o centro das atenções por onde passa. Mas Cullen não tem ciúmes dele. Na verdade, ele é o seu maior admirador. O desaparecimento (ou fuga?) de Gabriel fica em segundo plano diante da nova mania da cidade: o pica-pau Lázaro, que todos pensavam estar extinto e que resolveu, aparentemente, ressuscitar por aquelas bandas. Em meio a uma cidade eufórica por causa de um pássaro que talvez nem exista de verdade, Cullen sofre com a falta do irmão e deseja, mais que tudo, que os seus sonhos se tornem realidade. E bem rápido.

Cullen Witter é um garoto de 17 anos que mora em uma cidadezinha chamada Lily, no Arkansas, junto com a sua família, seus pais e seu irmão mais novo, Gabriel. Cullen é um garoto normal, que trabalha no mercado da cidade, e como quase todos os adolescentes, apaixonado pela menina bonita e popular Ada Taylor, que namorava o valentão da escola Russell Quitman (conhecido como Paraman); e como a maioria dos moradores de Lily, não tem esperança de um dia sair da cidade e ter um futuro melhor do que os seus pais.O livro se inicia com o momento em que Cullen tem que reconhecer o corpo de seu primo Oslo, que teve uma morte por overdose; assim, tendo que aguentar o drama de sua tia Júlia que não faz nada alem de chorar e falar sem parar após perder seu único filho.

E durante todo esse 'perrengue' na vida da família Witter, eis que ressurge um pássaro lendário, que estava aparentemente extinta há mais ou menos sessenta anos, o pica-pau Lázaro, a maior especie de pica-paus; trazendo assim, uma nova esperança para a pequena cidade esquecida e parada que é a cidade Lily.

Todos esses acontecimentos não abalavam Cullen Witter, que apenas não se importava com o pica-pau, e ignorava o sentimento (ou não sabia lidar com ele) que a morte de alguém próximo traz. Porém, o sumiço repentino e completamente misterioso de seu irmão, Gabriel. Sem nenhuma pista do que tenha acontecido, sem saber se o garoto foi sequestrado, se fugiu da vida pacata, ou se continua com vida, a família Witter vive mais um drama. Um drama que receberia a importância merecida, se não tivesse sido abafado pelo suposto aparecimento do pássaro. Agora, Cullen e seu melhor amigo, Lucas Cader, tem que conviver com a ausência de Gabriel, e procurar respostas que praticamente todos moradores de Lily deveriam estar procurando ao invés de se concentrarem em um pássaro que nunca foi visto de verdade.

Por outro lado, temos também a historia de Benton Sage, um jovem que parte para uma missão religiosa na Etiópia. Com a intenção de levar a palavra de Deus, e principalmente, orgulhar o seu pai de alguma maneira. Após perceber que a realidade é totalmente diferente do que ele imaginava, e que o povo daquele lugar está mais preocupado com os alimentos que Benton oferece para eles, do que a palavra de Deus que lhes é pregado, o rapaz decide voltar para sua cidade e depois de ver a decepção nos olhos de seu pai. Berton resolve ir para faculdade e parar de correr atras de um reconhecimento que parece nunca chegar. Mas qual é a ligação entre um pássaro redescoberto, um religioso frustrado e um adolescente desaparecido? É isso que nós descobrimos em Quando Tudo Volta.

- Acho que não me importo. Estou cansado de ver cartazes desse pássaro no lugar de cartazes do meu irmão. Estou cansado de ler matérias sobre esse pássaro em vez de ver matérias sobre o meu irmão. E estou cansado de escutar a voz de John Barlig no rádio e ver a cara dele na televisão quando ele está falando sobre aquele pássaro em vez de falar sobre o meu irmão.

Se tem um sentimento que esse livro despertou em mim, foi o sentimento de confusão, sério, nunca vi um enredo tão no sense na minha vida. Não estou dizendo que a historia é ruim, longe disso, mas o autor pecou muito nesse ponto, tinha várias historias paralelas misturadas, o que está me causando confusão até agora. E apesar do sumiço de Gabriel ser um dos pontos principais do livro, o personagem só se torna importante na historia nas ultimas 70 paginas. Juro que enquanto eu lia esse livro me vinham inúmeras criticas na mente para colocar nessa resenha; e a cada capitulo que passava, a minha vontade de largar o livro e lê-lo só depois de muito tempo aumentava; tudo isso só por causa dessa confusão toda que o autor fez.

Mas quando tudo foi se encaixando (lá pras ultimas 70 paginas) pareceu que o mundo ficou lindo, tudo começou a fazer sentido e comecei a ler o mais rápido que pude para chegar no final e tudo ser compreendido. Quando Tudo Volta foi a estreia do autor John Corey Whaley no mundo literário, e na minha opinião, foi uma ótima estreia.

Gostei da capa, simples e bonita, descrevendo um dos focos principais do livro; encontrei apenas alguns errinhos de concordância (ou o livro me deixou tão confusa que eu já estava lendo tudo errado? realmente não sei). A leitura realmente valeu a pena, toda confusão e perturbação que me foram causadas estão sendo apreciadas por mim, agora que entendi a ideia que o autor quis passar.

Então, se você não se importa de ficar um pouco mais confuso na vida, se tem determinação em não abandonar o livro até que você o conclua: leia este livro. A conclusão dos problemas fizeram valer cada ruga que está surgindo na minha testa de tanto que eu franzi ela durante a leitura.

 WHALEY, John Corey. Quando Tudo Volta. São Paulo; Novo Conceito: 2014.


sobre o autor
Eduarda GalvãoEduarda Galvão, 18 anos, Brasília. Cheia de esquisitices e manias. Apaixonada por livros e personagens. Louca por filmes e séries. Com mania de colecionar livros, canecas e amores..

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Fragmenta-me - Tahereh Mafi

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Neste eletrizante conto da trilogia Estilhaça-me, descubra o que aconteceu com os rebeldes do Ponto Ômega após lutarem contra o Reestabelecimento. Fragmenta-me é contado do ponto de vista de Adam, respondendo as principais dúvidas dos leitores após grande final de Liberta-me. Enquanto o Ponto Ômega prepara para lançar um ataque-surpresa contra os soldados do Reestabelecimento a postos no Setor 45, o foco de Adam está bem longe do campo de batalha. Ele está se recuperando do rompimento com Juliette, apavorado pela vida do seu melhor amigo e preocupado como sempre com a segurança do seu irmão James. E justo quando Adam começa a pensar se aquela vida é mesmo para ele, o alarme soa. É hora de começar a guerra. No campo de batalha, é como se tudo estivesse a seu favor – mas derrubar Warner, que Adam descobriu recentemente ser seu meio-irmão, não é fácil. O Reestabelecimento não tolera rebeliões, e por isso fará qualquer coisa para massacrar a resistência... inclusive matar a todos que são importantes para Adam. Fragmenta-me prepara o leitor para as emoções de Incendeia-me, o explosivo final da série distópica de Tahereh Mafi.
Adam sempre deixou claro sua preocupação com seu irmão de dez anos, James. Mas também deixou evidente seus sentimentos por Juliette. As coisas tem se complicado no Ponto Ômega, local onde os rebeldes estão abrigados para lutar contra o Restabelecimento. Adam ainda descobriu seu parentesco com Adam e não se sente nada confortável com a descoberta, principalmente em se tratando de seu grande inimigo. O momento decisivo está se aproximando e a pressão da clausura também tem se tornado um inimigo invisível, apesar de que ele espera que agora consiga retomar seu relacionamento com Juliette, após a fuga de Warner ele espera poder recuperar o seu tempo com ela, apesar dela estar firmemente decidida a não lhe fazer mal, ele tem treinado exaustivamente para criar a resistência necessária para fortalecer seu organismo a ponto de suportar o seu toque.

O simples fato de ver o rosto dela ainda faz meu peito doer, mas a verdade é que eu não tenho mais ideia do que está acontecendo entre nós.

Neste conto temos um vislumbre da personalidade explosiva e volúvel de Adam, assim como foi possível conhecer o outro lado de Warner em Destrua-me. E o que encontramos é bem diferente do mocinho doce e cordial dos livros anteriores. Ele se mostra impaciente e até mesmo chato com Juliette. Tudo bem que no primeiro livro ela era uma vítima frágil, no segundo livro já se mostrou passiva demais, mas as alterações de humor do Adam realmente me decepcionaram. O jeito é esperar o tão aguardado Incendeia-me.

Mafi, Tahereh. Fragmenta-me (e-book). Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2014.

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A garota que perseguiu a lua - Sarah Addison Allen

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Como você pode achar seu caminho? Seguindo as nuvens ou a lua? Emily Benedict foi para Mullaby após a morte de sua mãe. Ao chegar à cidade e conhecer seu avô ela percebe que os mistérios do lugar nunca são resolvidos: eles são uma forma de vida. Existem quartos cujo papel de parede muda de acordo com o seu humor, luzes estranhas aparecem no quintal à noite e Julia Winterson, a vizinha, consegue cozinhar a esperança em forma de bolos. Emily percebe que sua mãe esteve envolvida no maior mistério da cidade, e conta com a ajuda de Julia para desvendá-lo. Em Mullaby nada é o que parece.

Quando Emily teve que se mudar para a misteriosa e desconhecida Mullaby ela entendeu que a sua mãe, que lhe criou com tanto rigor e zelo era uma pessoa totalmente diferente daquela que viveu naquela pequena cidade há mais de vinte anos atrás. Com a morte precoce de sua mãe e ficando sozinha no mundo, com a ajuda de uma amiga ela descobre seu avô Vance Shelby com seus mais de dois metros e meio de altura e pai de sua mãe, que ela nunca mencionou em seus dezessete anos de vida.
Agora é aprender a conviver com este estranho e assim que possível ir embora daquela casa misteriosa. Como seu avô já sofre as mazelas da idade, ele nunca sobre ao segundo andar e que foi integralmente destinado a ela. É claro que ela escolheu o antigo quarto de sua mãe, com um incrível papel de parede com pequenas flores de lavanda, com uma bela sacada com vista para uma pequena mata nos fundos da casa. Ali daquela varanda a noite era possível vislumbrar uma misteriosa luz que se movia no meio das árvores e que lhe parecia observá-la. A sua adaptação nesta cidade será muito mais complicada do que Emily imaginava, pois a hostilidade não se tratava apenas de sua pessoa, mas se tratava também da hostilidade que era dirigida a sua mãe que se voltava para ela. Aos poucos Emily vai descobrindo que a personalidade de sua mãe na adolescência foi totalmente diferente da que ela conheceu, de uma pessoa cem por cento voltada às causas sociais. Mesmo assim ela conquista a amizade e compreensão de algumas pessoas, dentre elas Julia, uma confeiteira que estudou com a mãe na adolescência e que carrega seus próprios fantasmas, assim como Win Coffey, um adolescente da mesma idade que ela, que só andava rigorosamente bem trajado com sua gravata borboleta e que seu avô pediu para que ela não se aproximasse. Muitos mistérios e  muitos segredos para todos os lados que Emily se voltava e uma amizade proibida por ambas as famílias dão a ela mais determinação em desvendar os segredos do passado.
-Faz vinte anos que não falo sobre isso – disse Vance. – E eu não falaria sobre isso com você, porque seria melhor que você não soubesse. Os Coffey obviamente acharam diferente. Eu lamento. (Pág. 109).
Este é mais um dos livros que comprei por apenas dois motivos: a capa e o título. Mas felizmente não foi uma compra desperdiçada, pois além de várias resenhas positivas, a história é simplesmente perfeita. É claro que tive que contar com a intuição da Evelyn para escolhê-lo para mim como leitura de junho para o clube das chocólatras, e foi uma ótima escolha. Emily é muito sensível, nunca conheceu o pai e teve uma mãe rigorosa e exemplar para lhe mostrar sempre o melhor caminho e quando ela perde a mãe seu mundo vira de ponta cabeça. A começar pelo fato de sua mãe nunca ter mencionado a existência de um avô e aos poucos as descobertas que ela vai fazendo, descobertas estas que demonstram sua mãe totalmente diferente da que ela conheceu. Eu adorei a história, enredo e o desenrolar. Confesso que não vi vínculo entre o título e a história, mas isto não me impediu de simplesmente me apaixonar por Emily, Win, Julia, Sawyer e do vovô Vance. Gostei da dose de fantástico existente nas histórias, do carinho e doçura entre os personagens, mesmo com a resistência de alguns deles. Com certeza é nota máxima e favorito.

Allen, Sarah Addison. A garota que perseguiu a lua. São Paulo: Planeta, 2012. 


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Top filme #35

terça-feira, 24 de junho de 2014

Gênero: Romance, Drama
Elenco: Shailene Woodley, Ansel Elgort, Nat Wolff

 Diagnosticada com câncer, a adolescente Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley) se mantém viva graças a uma droga experimental. Após passar anos lutando com a doença, ela é forçada pelos pais a participar de um grupo de apoio cristão. Lá, conhece Augustus Waters (Ansel Elgort), um rapaz que também sofre com câncer. Os dois possuem visões muito diferentes de suas doenças: Hazel preocupa-se apenas com a dor que poderá causar aos outros, já Augustus sonha em deixar a sua própria marca no mundo. Apesar das diferenças, eles se apaixonam. Juntos, atravessam os principais conflitos da adolescência e do primeiro amor, enquanto lutam para se manter otimistas e fortes um para o outro.

Falar do livro ou do filme A culpa é das estrelas é chover no molhado, mas e daí?  As pessoas tem vergonha de chorar e de se emocionar. Por que? Qual é a vergonha? De mostrar que é humano e que sofre? Vai por mim, quando se está diante de uma situação de sofrimento, não importa o local, não importa qual é o público, você irá chorar sua alma e se entregar a sua dor como nunca imaginou por que a dor que te rasga é cruel, e sangra e dói demais. Eu sabia que iria chorar em A culpa é das estrelas, mas isto não diminuiu a minha vontade de ler e ver o filme e nem diminuiu as minhas lágrimas. Por que não se entregar? Este filme, assim como o livro devem servir de lição para todos nós que reclamamos de nossa vida saudável, com problemas quotidianos. Não tenha vergonha de assistir ou ler o livro. Se entregue!




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Momento música #138

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Olá, bom dia!

Mais uma segunda-feira porém com muito mais emoção. Hoje o Brasil tem que mostrar ser merecedor de nossa torcida então o dia vai ser de pura emoção. Falando em pura emoção, sexta-feira finalmente fui conferir a adaptação de A culpa é das estrelas. É claro que sou suspeita pra falar, mas o filme ficou perfeito. Amanhã vocês poderão descobrir mais do que achei aqui no blog. Enquanto isto, que tal mais uma música da trilha sonora?

Not about angels - Birdy


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Eleanor & Park - Rainbow Rowell

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

Eleanor está voltando do exílio de um ano na casa da amiga da mãe, após ser expulsa de casa pelo padrasto Richie. Ela sentiu muita falta da família e está feliz em retornar, mas ainda prefere manter o mais distante possível de Richie. A vida nesta nova casa é muito diferente da vida anterior e também muito pior. A casa é muitíssimo menor, ela tem que dividir o quarto apertadíssimo com seus quatro irmãos menores, com o nível de privacidade abaixo de zero. Isto sem contar a restrição alimentar a qual é obrigado a suportar, devido à falta de recursos. Uma adolescência muito difícil, mas sem rotas de fugas. Na escola também não era melhor, seu estilo e personalidade não foram ingredientes adequados para fazer novas amizades. Pelo contrário, este recomeço, nesta nova escola tem sido muito difícil com aqueles garotos demoníacos a provocar por causa de seus cabelos intensamente vermelhos e suas vestes nada ortodoxas. Mas Eleanor não se abate com o bullyng de que é vítima evitando qualquer confronto. No ônibus da escola, o único que não a provoca é o estranho oriental que fica toda a viagem lendo revistas em quadrinhos e o único a lhe oferecer lugar. Park é filho de uma coreana e já se acostumou em ser diferente em uma escola com alunos que gostam de ditar regras. Apesar de não querer amizade, ele não acha correto o que seus colegas fazem com a nova aluna ruiva, mas ele não quer chamar a atenção defendendo-a. Mas quando ele percebe que ela está lendo seus quadrinhos por tabela durante a viagem do escolar, não teve outra atitude senão a ler mais devagar para que desse tempo dela acompanhar a leitura. E assim passou a ser a cada nova viagem, até que ele teve a iniciativa de deixar os quadrinhos no banco para que ela pudesse levar para casa e devolver no dia seguinte. Quando ele percebeu anotações de músicas nos livros de Eleanor, ele fez questão de gravar um cassete com suas músicas favoritas para que ela ouvisse e quando ela recusou o presente por não ter pilhas, ele comprou o máximo de pilhas possível para dar a ela. E cada vez mais estes pequenos gestos tornou-se essencial para a vida dos dois, transformando uma convivência em algo muito maior.
                                                                              Park
Segurar a mão de Eleanor era como segurar uma borboleta. Ou um coração a bater. Como segurar algo completo, e completamente vivo. (Pág. 74).

                                                                              Eleanor
Mesmo estilhaçada em milhões de pedaços, Eleanor ainda sentia o toque de Park em sua mão. Sentia o dedão dele explorando lhe a palma. Ficou sentada, completamente imóvel, porque não tinha opção. (Pág.. 75)
O livro me deixou de queixo caído e em uma ressaca literária daquelas. Como eu queria mais um capítulo. Ou melhor. Como eu quero mais um livro com Eleanor & Park. Dois adolescentes fora dos padrões, ela sendo massacrada pela maioria do corpo estudantil e enfrentando com uma abnegação de doer a alma e ele mudando seus valores para defendê-la. Ela com uma família desestruturada, enfrentando várias desavenças e transformando-o em sua tábua de salvação. O livro tem o ponto de vista dos dois personagens de forma intercalada, o que nos permite sentir os sentimentos de ambos em uma linguagem poética. Surpreendente, delicado, intenso, sutil e simplesmente apaixonante.

Rowl, Rainbow. Eleanor & Park. Barueri, SP: Novo Século Editora, 2013.


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O medalhão e a Adaga - Samuel Medina

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Bildan é um jovem que perdeu seus pais ainda na infância, tendo crescido sem saber muita coisa sobre suas origens. Porém, tudo muda quando ele encontra uma misteriosa garota e um livro mágico, com uma mensagem secreta. Assim, o rapaz deverá atravessar uma terra repleta de magia e perigos, numa jornada desafiadora, rumo a grandes revelações sobre seu passado e sobre o sentido de sua existência.
Bildan acaba de perder sua família e não sabe para onde ir. São muitos os mistérios que cercam a morte dos seus pais. Em um dia ele está feliz tendo suas aulas de como cavalgar e manejar armas com o pai e no outro ele chega a casa e encontra um massacre, seu pai em um átimo de forças o manda fugir carregando um medalhão que lhe havia sido dando quando ainda era bem menor e uma adaga muito especial. Com apenas sete anos de idade, mas com uma sabedoria imposta pela necessidade, Bildan está sozinho no mundo e a fugir desesperadamente sem rumo. Ele conta com a sabedoria da floresta e dos bichos que falam com ele. Auxiliado por um feitiço ele faz longa viagem até chegar a um vilarejo com moradores muito humildes, e ele acaba sendo hostilizado pelas outras crianças do local lideradas por um garoto chamado Dalvec. Sendo criado de uma forma especial, ele não assimila que a capacidade em rastrear, caçar e conversar com os animais são habilidades únicas conferidas somente a ele. Bildan acaba conhecendo Balcão, um velho pastor de ovelhas que o leva para morar junto e trabalhar no pastoreio. Os anos se passam e Bildan não esquece sua desdita, passando os dias a treinar e melhorar suas habilidades, sentindo uma inquietude que não passa. Ele fica por ali algum tempo, conhece pessoas, passa por novas experiências até que chega o dia de partir em uma nova jornada, por terras com muitas lendas de gigantes, dragões, curupiras e sacis, mas Bildan não temia, pois em seu coração batia uma necessidade de buscar a verdade de sua história e de sua família. Durante a viagem ele acaba chegando a um bosque que parecia chamar por ele tamanha era a atração. Neste bosque ele se depara com uma figura encapuzada que o submete a uma luta até que ele descobre ser uma garota. Seu nome é Sheril e acabará por auxiliá-lo a desvendar os mistérios de seu passado, mas não sem antes serem obrigados a fugir de uma grande ameaça, que sozinhos jamais seriam capazes de sair vivos.   
Ao se aproximar do bosque, sentiu um calafrio, como se alguém o observasse. Contudo, não temeu, mas continuou firme em sua caminhada, para ver que fim teria aquela aventura. Continuava sem saber por que tinha tanto interesse no bosque e o que o impelia a enfrentar esse possível perigo, mas não vacilou. Cruzou a primeira árvore, entrando no território assombrado. (Pág.68)
Eu fui convidada pelo próprio autor Samuel Medina para participar deste book-tour e mesmo tendo prometido não participar de mais nenhum, após ler a sinopse do livro fiquei muito curiosa. O livro possui uma narrativa muito fluida e a leitura é bem dinâmico, mesmo no primeiro um terço do livro quando nosso protagonista passa por momentos de crescimento e experiências. No início foi um pouco estranho com as menções a Sacis e curupiras, por considerar lendas bem regionais, mesclados com seres mágicos e floresta assombrada. Mas ao longo da narrativa, esta estranheza dá lugar à adrenalina causada por aventuras bem construídas, além de passagens com a dose certa de comicidade, sem forçar um humor artificial. Uma aventura juvenil que ensina o valor da lealdade e da coragem.  

Medina, Samuel. O medalhão e a adaga. Rio de Janeiro, Multifoco: 2013

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Momento música #137

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Bom dia!

Em tempos de Copa do Mundo e de Todos torcendo parágrafo SEUS countries. Concordo com aqueles Que Achou uma Abertura pobrezinha ea Música Tema Muito SEM Graça. E acabei achando ESTA Versão para comemorar a Copa. O Que Voces Acham? Qual a Preferida de voces?

La la la (Brasil 2014) - Shakira


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Mar de rosas - Nora Roberts

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Emma Grant é a decoradora da Votos, empresa de organização de casamentos que fundou com suas três melhores amigas de infância – Mac, Parker e Laurel. Ela passa os dias cercada de flores, imersa em seu aroma, criando e montando arranjos e buquês. Criada em uma família tradicional e muito unida, Emma cresceu ouvindo a história de amor dos pais. Não é de espantar que tenha se tornado uma romântica inveterada, cultivando um sonho desde menina: dançar no jardim, sob a luz do luar, com seu verdadeiro amor. Os pais de Jack se separaram quando ele era garoto, e isso lhe causou um trauma muito profundo. Ele se tornou um homem bonito e popular entre as mulheres, porém incapaz de assumir um compromisso. Quando Emma e suas três amigas fundaram a Votos, foi Jack, o melhor amigo do irmão de Parker, quem cuidou de toda a reforma para transformar a propriedade no melhor espaço para casamentos do estado.
Das quatro grandes amigas, Emmaline é a mais romântica. Seu amor pelas flores já é uma demonstração do seu romantismo e criatividade, além de também ser divertida e ponderada. Nascida de uma família unida e feliz, sempre enxergou o casamento de seus pais como um conto de fadas, e desde criança sempre sonha em se casar com o homem dos seus sonhos, ter muitos filhos e ser imensamente feliz. Nunca fez reserva quanto aos relacionamentos, mas também é sensata quando percebe que o rapaz em questão não é um bom investimento, mas para não “perder a viagem” ela sempre dá um jeitinho de apresentar o pretendente a uma amiga e assim formar mais um casal. Jack era presença constante na mansão, e sempre estavam juntos também nas reuniões e festividades, ou até mesmo dando uma força nos eventos mais desgastantes, um amigo presente e dedicado. Para Emma, ele era mais do um amigo e ela não queria jamais perder esta amizade, mas a atração entre os dois tem ficado cada vez mais forte e irresistível. Jack é um arquiteto de sucesso, venceu o trauma da separação dos pais focando na carreira toda a sua dedicação e também nas amizades verdadeiras. Seu grande defeito é a aversão aos compromissos afetivos mais sérios e ele vai passar maus bocados para convencer Del, irmão de Parker e grande amigo, de e que suas intenções com Emma são as mais nobres possíveis e de que não irá fazer com ela o mesmo que fez às outras mulheres que passaram por sua vida. Confuso mas enfeitiçado por esta mulher que o seduz e encanta, ele irá testar seus sentimentos e convicções para viver este relacionamento recheado de sedução com uma garota que sonha dançar ao luar com um príncipe encantado.
Vou ser honesta com você, Jack, como prometemos fazer. Tenho um fraco por histórias românticas, por rituais, por gestos. Também tenho um fraco por paixão, dessas fulminantes e doidas. Quero você das duas formas. Esta noite, serei sua, do jeito que você quiser. (Pág.122)
Um romance apaixonante, que ao lermos, temos instalado no rosto um sorriso e no coração uma emoção, da primeira até a última página, com direito a vários sentimentos: divertimento, ternura, paixão, lágrimas, amizade e amor. Esta segunda história só vem a solidificar o carisma desta amizade sincera e irrestrita, capaz de grandes sacrifícios em prol uma da outra e que ao mesmo tempo nos faz desejar fazer parte de uma amizade e de um amor igual. Um romance para se apaixonar.

Roberts, Nora. Mar de Rosas. São Paulo, Arqueiro: 2014.

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Momento Música #136

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Bom dia!

Semana de Copa do Mundo!!! Então será aquela correria e aquela expectativa. Mas a música de hoje tem tudo a ver com filme. Quem já assistiu A culpa é das estrelas sabe que a trilha sonora está arrasadora. Eu não vi o filme ainda, mas fiz questão de conhecer as músicas e aqui está uma.


No One Ever Loved - Lykke Li



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Enquanto a chuva caía - Christine M.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Erik não procura mais a garota dos seus sonhos. Vive em busca de adrenalina e de uma razão para continuar cumprindo tarefas obscuras. Ele sabe que é muito bom no que faz e não vê nada que possa ser melhor do que os seus dias repletos de perigo. O que Erik não esperava é que sua paixão por correr riscos seria a sua ruína. Ameaçado, ele precisa fugir para o exterior e viver disfarçado de cidadão comum, trabalhando como advogado em uma grande empresa. Marina comanda o império da família depois de seu pai ter sucumbido ao mal de Alzheimer. Precisa suportar ver os pais tombarem diante da ação implacável do tempo, enquanto ainda carrega a ferida provocada pela morte do jovem marido. Com o comando das empresas nas mãos, ela percebe que nem todas as atividades da corporação obedecem aos manuais de boa conduta. Quando ambos se encontram, presente e passado se misturam, dando início a um mistério arrebatador que os atrai a uma paixão incontrolável. No entanto, os segredos, cedo ou tarde, virão à tona e os colocarão em lados opostos da balança. Nenhum dos dois é inocente, mas será que eles aceitarão as verdades que tanto se empenham em esconder? É possível construir um futuro mesmo depois de descobrir que nesta história não há mocinha nem herói?
Cada um possui sempre a defesa pronta para suas atitudes, mas nem sempre tem um planejamento para as suas consequências. Erick possui uma profissão obscura, mas que lhe rende muito trabalho e perigo. Após a conclusão de um destes trabalhos que quase lhe custou a vida, ele foi obrigado a se retirar de cena, indo morar em Nova Iorque, cidade esta que muito lhe desagradava, principalmente por se tratar de férias mais do que forçadas, mas se o objetivo era manter o perigo longe de sua irmã e sobrinhos, ele faria este sacrifício. Mesmo que estivesse indo trabalhar como assessor jurídico em uma das maiores empresas de auditoria do mundo, vivendo em uma cidade considerada espetacular, nada disso o deslumbrava, pois seu lugar era mesmo o Brasil, país que muito ama, mas enquanto houvesse risco ele deveria se submeter.
Marina ainda sofria muito a sua prematura viuvez aos 24 anos de idade e também pela doença do pai, que a obrigou a assumir os negócios da família, tendo que enfrentar a desconfiança de todos na empresa devido a sua pouca experiência. Mas ela vive um dia de cada vez e pelo menos no quesito CEO, ela estava cumprindo bem o seu papel, mesmo com o auxílio em tempo integral de seu grande e melhor amigo Jamie, que era não só praticamente um irmão, mas seu assessor que a apoiava tanto profissionalmente e  principalmente no lado pessoal, ajudando-a a não enlouquecer remoendo suas dores e as de  seu pai  que está cada dia mais afetado pela doença. Até que ela conhece Erik em uma noite chuvosa, em um bar em que ela entrou para pedir ajuda para uma simples troca de pneu, e é surpreendida ao descobrir pelo próprio que é funcionário dela. A partir deste momento ela foi incapaz de tirá-lo da cabeça, pensando a todo o momento quando iria encontrá-lo novamente, e enfim voltando a despertar para a vida, para os sentimentos há muito enterrados junto com seu primeiro amor. Não irá demorar para que se entreguem sem reservas a esta paixão avassaladora, e mesmo que este romance esteja o tempo todo rodeado por mistérios, enigmas e ameaças que possa comprometer a confiança e afastá-los para sempre.
“Não sei o nome do que estou sentindo por essa moça de cabelos naturalmente coloridos e também não sei se deveria estar me aproximando tanto porque meu faro, aquele que não deixa nada escapar, me diz que ela é confusão das grossas. Contudo, sei que é tarde demais para querer me afastar, e sei também que é bom demais para que eu queira que acabe. Percebo que, enfim, existe algo que está acima de todas as coisas que não sei e de todas as outras de que só desconfio: Marina.” (Pág.137).
Eu estava louca para ler mais um livro  desta autora novamente. Desde Sob a luz dos seus olhos que não lia nada, apesar de ter todos os livros lançados depois. A escrita continua perfeita, mas o primeiro livro continua sendo o meu queridinho, o que não desmerece em nada o atual. Adorei ver esta mescla de mistério com drama e muito paixão, tudo em um só enredo, ai ai. Fiquei presa no desenlace dos mistérios e em alguns momentos agoniada com a direção que alguns fatos tomavam. É fácil deixar-se levar pelas aparências mas, enquanto lia, as cenas que me vinham à minha mente eram como telas de filmes, com a riqueza dos detalhes sem se tornar maçante, ao mesmo tempo doce e alguns toques de acidez coerentes com a realidade. Encantador e romântico é o que posso dizer sobre este livro que vocês precisam conferir e nos dizer o que acham e principalmente conhecer esta autora que escreve lindamente.

M., Christine. Enquanto a chuva caía. Ribeirão Preto, SP. Novo Conceito Editora, 2014.


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Querida Sue - Jessica Brockmole

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Março, 1912: A jovem poeta Elspeth Dunn nunca viu o mundo além de sua casa, localizada na remota ilha de Skye, noroeste da Escócia. Por isso, não é de espantar a sua surpresa quando recebe uma carta de um estudante universitário chamado David Graham, que mora na distante América. O contato do fã dá início a um intercâmbio de cartas onde os dois revelam seus medos, segredos, esperanças e confidências, desencadeando uma amizade que rapidamente se transforma em amor. Porém, a Primeira Guerra Mundial força David a lutar pelo seu país, e Elspeth não pode fazer nada além de torcer pela sobrevivência de seu grande amor. Junho, 1940, começo da Segunda Guerra Mundial: Margaret, filha de Elspeth, está apaixonada por um piloto da Força Aérea Britânica. Sua mãe a alerta sobre os perigos de um amor em tempos de guerra, um conselho que Margaret não quer ouvir. No entanto, uma bomba atinge a casa de Elspeth e acerta em cheio a parede secreta onde estavam as cartas de amor de David. Com sua mãe desaparecida, Margaret tem como única pista do paradeiro de Elspeth uma carta que não foi destruída pelas bombas. Agora, a busca por sua mãe fará com que Margaret conheça segredos de família escondidos há décadas.

Cartas... Muitas cartas!
Elspeth é uma jovem poetisa casada com um pescador na pequena ilha de Skye na Escócia com uma vida cômoda e tranquila. Já com alguns livros publicados, ela nunca saiu da ilha devido ao medo profundo do mar, mas não sente falta de uma vida diferente. Quando ela recebe uma carta de um jovem estudante universitário americano, ela se surpreende com o alcance que seus livros tiveram atravessando o oceano até o outro lado do mundo.  Entusiasmada ela responde à correspondência de David Graham e começa então uma troca de correspondências repletas de desabafos e aconselhamentos. Começa a primeira guerra mundial e a troca de cartas continua com o desejo de se conhecerem, mas sem a coragem de Elspeth de tomar a balsa para deixar a Ilha, seu marido e seu irmão partem para a guerra e ela cada vez mais encontra nas cartas a companhia e o refúgio de sua solidão e a inspiração necessária para suas poesias. Uma grande intimidade se inicia, com carinho e respeito tornando uma simples amizade em algo muito mais profundo, sereno e seguro, mas que os transforma até que David se oferece como voluntário e parte para a França mudando o destino e se transformando na fagulha necessária para uma grande chama.
“Acha realmente que precisa provar algo sobre si mesmo para mim? Acha que tem de fazer alguma coisa além de continuar a existir aí? É só isto que eu peço. Apenas exista. Pensando em você. Sue.” (Pág. 94).
O livro é “contado” em dois momentos. Porque eu coloquei o contado entre aspas? Porque na verdade a história se passa inteira através de cartas. No primeiro dos momentos estamos em 1912 quando começa a troca de cartas entre Elspeth e David, uma poetisa escocesa que vive em uma pequena ilha e o jovem David, estudante sonhador que ainda não encontrou seu caminho na América. No segundo momento se passa em 1.940, início da segunda guerra e as cartas é trocado entre Elspeth e sua filha Margaret, onde percebemos a preocupação dela com o relacionamento da filha por um rapaz convocado para combater na guerra.
“Eu devia ter lhe contado. Devia tê-la ensinado a proteger seu coração. Ensinado que uma carta nem sempre é apenas uma carta. As palavras na folha são capazes de inundar a alma. Ah, se você soubesse...” (Pág.18)
Nas cartas vemos nuances de nostalgia e também receio, até que uma bomba atinge parte da casa em que vivem e Margareth encontra uma mala de cartas, despertando nela a curiosidade de conhecer a misteriosa história de sua mãe. A troca de cartas é uma poesia a parte, onde nos emocionamos e com uma curiosidade natural, tentamos descobrir os sentimentos, as atitudes de cada um, assim como também suas motivações. Surpreendente e emocionante, é assim que defino esta obra delicada e sensível até o fim.

Brokmole, Jessica. Querida Sue. São Paulo: Arqueiro, 2014.

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Top Filme #34

terça-feira, 3 de junho de 2014

A Menina Que da roubava Livros
Gênero: Drama
Elenco: Geoffrey Rus, Emily Watson, Sophie Nelisse

Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger (Sophie Nélisse) sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo (Geoffrey Rush), ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu (Ben Schnetzer) que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe (Emily Watson) e brinca com a amigo Rudy (Nico Liersch).

Eu já tinha lido o livro há algum tempo e estava com muita vontade de ver o filme, mas ainda não havia pintado a oportunidade. Não é segredo para ninguém que o filme muito raramente é melhor do que o livro e neste caso seria mesmo impossível competir com a poesia existente nas páginas do livro. Mesmo assim a produção do filme conseguiu mostrar um pouco da emoção do livro para as telas de cinema. Na minha mente, imaginava a Liesel um pouco menor mas o semblante da atriz escolhida foi perfeita. Os detalhes do livro eu não me lembro, portanto não sei dizer se todos os elementos do filme estão no livro, mas gostei de como foi colocado nas telas. Para quem tem preguiça de ler, o filme cumpre seu papel de emocionar, mas não tanto quanto o livro, mas vale a pena conferir assim mesmo esta belíssima história de uma garotinha que amava os livros e as pessoas.


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Momento música #135

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Bom dia!
Para escolher a música da semana eu preciso de inspiração. E a inspiração desta semana foi o livro "Enquanto a chuva caía" da autora nacional Christine M. e que terá resenha aqui esta semana. Durante a narrativa, ela fala sobre a influência da chuva na vida da protagonista, o que me fez pensar nesta música.

Have you ever seen the rain - Creedence


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