Esmeralda - pelo espírito Lucius

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Esmeralda apresenta a história de uma cigana orgulhosa e absoluta. Sempre desejada, despertava grandes paixões. Mas não amava ninguém, nem se importava com a dor dos seus apaixonados. Um dia, porém, Esmeralda encontrou um amor que arrastou consigo o seu destino...
O orgulho é o mais forte sentimento dos ciganos. Para eles a vida perfeita é na estrada, dançando nas festas, confeccionando seus artesanatos para trocar por outros gêneros necessários à sobrevivência. Assim vive Esmeralda, a cigana mais bonita do acampamento. Amada e protegida por todos, ela é a dançarina que faz a população delirar, principalmente os homens que ao vê-la dançando, caem de amores aos seus pés. Mas ela não se importa com nenhum deles. Ela não se importa com ninguém. Seu único objetivo é dançar e conquistar as riquezas em cima do sofrimento dos homens que se humilham por ela. Carlos é um nobre fidalgo que só quer aproveitar a vida, dançando nas festas, bebendo e aproveitando a liberdade, sem se preocupar com mais nada. Filho único de Dom Fernando que sonha em vê-lo casado, com família formada e administrando a fortuna da família. Quando Esmeralda e Carlos se conhecem, logo se apaixonam. Uma paixão com a força de um tornado, capaz de causar grandes destruições, mesmo assim Carlos resolve viajar com os ciganos para acompanhar Esmeralda. Orgulhosa, Esmeralda não aceita rédeas de nenhum homem, mas aos se apaixonar por Carlos, sem perceber ela se transforma em tudo aquilo que renegava como mulher. Cega de paixão e ciúmes, logo percebe as mudanças no temperamento de Carlos que não está acostumado a vida difícil do acampamento, pois fidalgo, não domina a arte dos ciganos, tornando-se um peso morto sustentado pela amante. Insatisfeito com a vida que leva, mesmo cego de amor por Esmeralda, ele decide voltar para casa por um período até a primavera, quando tudo voltará a ser somente festa e alegrias entre os ciganos. Cega de ciúme, Esmeralda não aceita esta decisão, porém mesmo assim Carlos viaja sem comunicar. Muitos meses se passam, e o destino vai se moldando de forma diferente dos planos de Carlos, seu pai já homem velho e cansado necessita de sua presença, e Carlos acaba se afeiçoando aos trabalhos do castelo, deixando-o em uma encruzilhada: o amor de Esmeralda ou o compromisso com sua família.
Aquele foi o momento doce do reencontro, onde toda ansiedade foi esquecida; toda mágoa apagada; todo o receio diluído. Estavam juntos de novo. Que importava o mundo, o tempo, a vida, a morte, tudo o mais? (Pág.167).

Um relacionamento impossível, ditado pelas convenções sociais, impossibilitado pelo preconceito de uma sociedade racista. Uma mulher orgulhosa, capaz das maiores crueldades para alcançar seus objetivos, mas que se entrega a uma paixão cega por um homem fraco e volúvel. Uma lição que demonstra o quanto que a falta de fé pode abalar vidas inteiras. O surpreendente desenrolar do destino, com homens e mulheres passionais, que sem fé se entregam ao desespero das emoções, onde o “ter” é mais forte do que o amor verdadeiro. Gostei da força e determinação de Esmeralda, mas infelizmente aplicadas de forma equivocada. Serve-nos de lição para que sempre estejamos no caminho do bem, praticando a tolerância e o perdão para que possamos ter paz em nossas escolhas, assim como na escolha do outro.

Lucius, espírito. Psicografado por Zibia Gasparetto. São Paulo: Centro de estudos Vida & Consciência; 2011. 

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