Divergente - Veronica Roth

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.
Em um mundo dividido por facções vive uma sociedade dividida pelo sentimento de dever, honra e respeito. Erudição, Franqueza, Amizade, Abnegação e Audácia são as facções onde as pessoas crescem e vivem até a idade de testar suas aptidões. O momento crucial de testar esta aptidão é quando os adolescentes alcançam a idade de dezesseis anos e eles então descobrem se suas vidas estão realmente ligadas à facção em que foram criados ou seu estão destinados a mudar de facção. Significa então que já alcançaram a vida adulta e devem seguir sozinhos sem o apoio da família. Nas novas facções eles serão testados duramente e caso não se destaque serão expulsos e se tornaram os “sem facção”, pessoas marginalizadas pela sociedade, com pouquíssimos recursos de sobrevivência, pois estão destinados aos piores trabalhos e muito mal remunerados. É nestas condições que vive Beatrice, que no exame de aptidão descobre sua peculiar condição de divergente: Abnegação, Audácia e erudição, estas são sua aptidão. Esta condição não teria nada de mais, se não fosse o alerta da própria pessoa que o aplicou: a divergência é algo extremamente perigoso e que jamais deveria revelar a ninguém. Ela nunca se sentiu cem por cento confortável dentro da Abnegação, pois não concordava de que sempre teria que ceder aos outros. Mesmo assim, às vésperas de tomar uma decisão ela ainda se acha dividida de qual decisão tomar: de continuar com sua família ou buscar o próprio caminho. Até o momento da escolha ela tinha convicção de sua decisão, porém no último minuto ela toma uma decisão inesperada. O resultado desta decisão irá desafiá-la ao limite de todas as suas forças e ela descobrirá que sua fragilidade e tamanho serão seus principais inimigos, rivalizando com outros adolescentes capazes de tudo para eliminar a concorrência, assim como vencer seus próprios temores omitindo sua especial condição Divergente.
Abro os olhos. Não, eu estava errada; não pulei do prédio porque queria ser como os membros da Audácia. Pulei porque já era como eles, e queria me mostrar para eles. Eu queria reconhecer uma parte de mim que a Abnegação me obrigava a esconder. (Pág. 277)
Este é o primeiro livro da trilogia Divergente e sabe qual foi a impressão? P.O.R.R.A.D.A! A dose de adrenalina é extremamente alta. Viver em um mundo de uma falsa organização, e a partir daí viver momentos de desafio com seus próprios medos, lutando para ser o melhor mas sem chamar a atenção pois não saber quem são os inimigos também é outro desafio. Vou precisar me desdobrar, mas tenho que ler Insurgente pra ontem.
  •    Divergente
  •   Insurgente
  •  Convergente

Roth, Veronica. Divergente; Rio de Janeiro: Rocco Jovens leitores, 2012.

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