A dama da ilha - Patricia Cabot

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O Marquês de Stillworth, Reilly Stanton, quer reconstruir o seu orgulho ferido comprovando para todos e para si mesmo que é um verdadeiro herói e não um bêdado inútil como afirmou sua ex-noiva. Ignorando todos os conselhos sensatos que recebeu, o londrino Stanton assume um posto médico na remota Ilha de Skye convencido de que pode conviver com as condições de vida, digamos... primitivas. É aí que conhece a senhora Brenna Donnegal, e por mais que tentasse, Stanton não consegue ignorar aquela bela mulher. Ela ocupou o antigo papel do pai como médica local da Ilha, e está mais do que irritada por encontrar Dr. Stanton assumindo seu trabalho e a casa de campo de seu pai. Por bem ou por mal, ela dará o castigo merecido ao usurpador. Mas o que começa como uma faísca de um cabo de guerra entre dois corações orgulhosos logo inflama no fogo ardente da paixão.
Brenna é uma jovem muito à frente de seu tempo e detentora de um espírito livre e independente. Filha de médico, sua paixão é também a medicina, atividade não permitida para as mulheres de seu tempo. Mesmo assim, todos os moradores da ilha Skye confiam nos seus diagnósticos e a procuram. Ela não fica nada contente quando chega à ilha o Dr. Reilly Stanton, um orgulhoso marquês que deseja provar à sua ex  -noiva de que ele pode sim ser um médico eficiente, muito acima de seu título de nobreza. Reilly se surpreende quando chega à ilha. Os costumes, a população local, tudo é muito diferente de Londres, a começar por seu empregador o conde Glendenning, que já tinha três filhas com a garçonete da taberna, com o quarto filho a  caminho mas que cobiçava a bela Brenna. Como seu principal objetivo é ficar no máximo um ano na ilha e com isto recuperar a admiração e o amor de Christine, provando que ela estava errada e que ele não era só um nobre beberrão e incapaz, ele ia tentando driblar os revezes de sua nova condição. Só que então, para sua surpresa ele descobre que terá que disputar os pacientes com a bela Brenna e que ainda ele terá que se submeter a ser médico de gente e também de bichos. Mas com passar dos dias, alguma coisa vai se transformando dentro dele. Ele percebe que seus objetivos estavam completamente distorcidos e que finalmente ele se sentia completamente encaixado no mundo. A começar por seus sentimentos por Brenna, uma mulher que acima de tudo amava cuidar dos doentes, mesmo não podendo exercer a medicina, que adorava usar calças, que não se intimidava em driblar as convenções morando sozinha em um chalé, escondida de toda a família, só para defender suas ideias. Mesmo correndo o risco de ser obrigada a abrir mão de um amor. O único capaz de compreender e aceitá-la em sua verdadeira essência.
Ele podia, se tivesse atrevimento suficiente, ter segurado sua mão, fitado aqueles olhos lindos e mencionado como, mesmo coberta de placenta ovina e cheirando a éter, ele ainda a achava uma das mulheres mais atraentes que conhecera e que, desde que se encontrara com ela, tinha dificuldade para mantê-la fora dos seus pensamentos... Apesar de ela ser a pessoa mais teimosa e birrenta com quem se defrontou. (Pág.134)
Este livro foi escolhido pela Renata para a leitura do mês do clube das chocólatras. De uma autora queridinha, Patricia Cabot é o pseudônimo para romances históricos da já muito conhecida Meg Cabot. Logo no inicio já dei umas boas risadas quando eu li: “Ele morreu? Mas como se ele nunca morreu antes.” Só por aí eu já percebi que seria uma leitura bacana e não me enganei. O encontro dos dois foi desde o principio, nitroglicerina pura. Uma mulher geniosa, que usava calças em uma época que as mulheres só serviam para cuidar de afazeres domésticos. Um homem nobre, com uma baita dor de cotovelo, pouco acostumado à falta de conforto e que sofre para se adaptar. Uma relação divertida e apaixonante que adorei ler e recomendo.

Cabot, Patricia. A dama da ilha. São Paulo: Planeta, 2011.

Comentários:

Postar um comentário

Enquanto isso no skoob

Posts Recentes

  © TESOURO LITERÁRIO - Todos os Direitos Reservados