A culpa é das estrelas - John Green

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014


A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar. Mais informações em: www.aculpaedasestrelas.com
Hazel Grace e Augustus são dois adolescentes fora do padrão em que vive a maior parte de adolescentes no planeta. Eles se conheceram durante uma reunião de um grupo de apoio para vitimas do câncer. Grupo este que Hazel odiava frequentar, mas que por insistência da mãe ela acabava indo. Hazel tem um humor bem ácido porque esta condicionada a uma situação que a limita de várias formas.
O grupo era formado por um elenco rotativo de pessoas com várias questões psicológicas desencadeadas pelos tumores. A razão de o elenco ser rotativo? Efeito colateral de se estar morrendo. (Pág.11)
 Aos treze anos ela descobriu que tinha câncer de tireoide com ramificação no pulmão. Mesmo após o tratamento ela chegou a uma condição de somente prolongar a vida. E agora chegando quase aos dezessete anos ela conhece Gus. Ele é um garoto que está acompanhando outro amigo doente ao grupo de apoio, mas também é uma vítima em remissão da doença. Por causa de um osteossarcoma ele hoje usa uma prótese no lugar de uma das pernas, mas encara com naturalidade sua realidade assim como de outros adolescentes doentes. Gus se encanta por Hazel, e eles passam a serem companhias constantes um do outro, com eventual participação de Isaac. Durante esta fase de conhecimento, eles descobrem o gosto comum pela leitura, apesar das diferenças do tipo de leitura. Então Hazel apresenta para Gus o livro que ela ama de paixão com o nome de Uma aflição imperial. O livro narra a situação de uma garota doente, e o detalhe é que este livro termina de forma inesperada, ou melhor, ele acaba sem explicar o destino dos personagens. E a Hazel adora o livro e acaba envolvendo o Gus na sua obsessão, então os dois discutem as possibilidades para cada personagem. Eles escrevem para o autor perguntando pela continuação e ficam decepcionados quando recebem a confirmação de que não haverá continuação. Eles ainda insistem com o autor para que ele conte assim mesmo qual seria o destino dos personagens e o autor responde que não poderia responder por e-mail e nem por telefone, sob o risco de que eles divulgassem. Que seria somente pessoalmente, mas para isto eles teriam que ir até onde o autor mora: na Holanda. Frustrados com aquele obstáculo, mas desejoso de realizar um desejo de Hazel, Gus acaba utilizando um passaporte para realizar um sonho de um famoso programa americano, para realizar o sonho de Hazel.
“Eu não tinha me dado conta de que ele pensava tanto assim no livro, que Gus se importava com o Uma aflição imperial independentemente de se importar comigo. (Pág 157)
Acredito que todo mundo já ouviu falar neste livro... pois é. Eu o comprei embalada pelo oba oba dos fãs. Na bienal do Rio este ano teve um evento organizado pela editora e um fã clube, que estava lotado. Eu, assim como outras pessoas que estavam comigo, que tínhamos o livro e não lido ainda, ficamos surpresas e p. da vida quando soltaram um spoiler... Saímos na hora da sala e tentamos apagar. Então no fim do ano eu quis por fim a este tormento e li livro. No principio fiquei surpreendida com a acidez que os personagens tratam a doença de que são vitimas. Eles se despem de todos os pudores e auto-piedade, para falar abertamente do que a doença faz a cada um, até mesmo o discurso fúnebre. A história é simplesmente perfeita. Uma história de amor sem papas na língua. Um sentimento de que aos dezessete anos se tem uma vida que inteira pela frente, mas a verdade é que não se sabe até quando ela vai. Uma história para nos calar a boca das lamentações e agradecer a cada minuto de nossas vidas.


Green, John. A culpa é das estrelas. Rio de Janeiro, Intríse, 2012.



6 Comentários:

Alessandra Tapias 15 de janeiro de 2014 11:19  

É, eu li quando lançou!! E leria novamente, e de novo, outra vez...
O livro é lindo, adoro!!

Sua resenha ficou incrível!!! Amei! Vi que você gostou tanto quanto eu!!

Bjkas mil!

Lelê Tapias
http://topensandoemler.blogspot.com.br/

thaila oliveira 16 de janeiro de 2014 14:49  

eu ainda não li, mas morro de vontade, os comentários são sempre tão positivos que me encantam!
Green com certeza se tornou um autor queridinho de muitos por conta desse livro!
http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

Blog da Liana 16 de janeiro de 2014 19:12  

Não sou fã de livros que abrangem doenças mas eu me apaixonei por essa estória! Me emocionei, chorei e olha que sou dificil de chorar por algum livro. É aquele tipo de leitura que vale a pena!

Leituras com SNSD 19 de janeiro de 2014 10:53  

Ei Márcia!
Eu li o livro e gostei bastante. O modo em que os personagens tratam as proprias doenças. O livro é realmente um modo de vermos a vida diferente. Hazel e Gus são personagens bem diferente né? Eles cativam qualquer leitor que lê o livro. A leitura vale a pena. Gostei da resenha, me deu vontade até de reler! hahaha
Abraços Raphael.
http://leiturascomosnsd.blogspot.com.br/

Lais Cavalcante 22 de janeiro de 2014 21:26  

Não vou falar que não gostei, porque eu gostei bastante, mas não acho que seja tudo isso que o pessoal fala. A estória é tocante, o casal é fofo, a leitura é super fluida, mas não é o melhor livro do mundo ne?

Fabrica dos Convites 27 de janeiro de 2014 15:41  

OI Márcia, eu li ACEDE por conta de um BT e não me arrependi. Acho que é um livro que todos deveriam ler em algum momento da vida. E como você disse, assim quem sabe param de choramingar sem sentido.
Bjs, Rose

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