Pelo amor de Pete - Barbara Delinsky

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Delinsky, Barbara
     Pelo amor de Pete / Barbara Delinsky – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. 434p.

“Casey ergueu o rosto para o sol. Fechou os olhos e absorveu seu calor. Respirou fundo, desfrutando um momento de serenidade, depois outro e mais outro. A angústia pela crise no consultório desapareceu, junto com o ressentimento contra o pai, o medo pela mãe e a solidão que às vezes fazia acordar durante a noite. Ali, no jardim, encontrava uma paz inesperada.” (Pág.55).

Casey Ellis nunca se considerou uma mulher amargurada, apesar do que a vida havia lhe reservado. Ainda adolescente descobriu que seu pai era o conceituado Dr. Connie Unger, e que ele nunca havia se interessado por sua vida. Apesar desta aparente rejeição, ela teve suas crises de rebeldia, mas procurou superar esta mágoa, trilhando os caminhos do pai. Casey acabou se formando psicoterapeuta, sempre esperando orgulho e reconhecimentos que nunca vieram por parte do pai.
Agora, aos 34 anos de idade, ela passa por uma difícil fase de sua vida. Sua mãe sofreu um acidente há três anos, e está em um coma intermitente, e para completar, seu pai, que nunca a reconheceu como filha, faleceu e, contrariando as expectativas, lhe deixou uma mansão de três milhões de dólares. Esta atitude de seu pai só faz despertar em Casey todo o ressentimento que ela tinha abrigado em seu coração. Nem uma palavra de carinho, nem uma palavra de reconhecimento, enquanto tudo o que ela queria de verdade era um abraço, um carinho, uma palavra. Mas nada disto veio, mas sim uma chave junto com uma lista dos prestadores de serviços que deverão ser mantidos, dentre eles a empregada e o jardineiro. A princípio ela até evita a casa, mas acaba sendo vencida pela curiosidade, já que esta é a forma de conhecer seu pai. Mas é por pouco tempo, pois ela planeja dispor da casa, como uma forma de represália em: de provar ao pai que ela é adulta e faz o que bem quer da sua vida e da sua casa. Ao visitar a casa, ela se encanta pelo deque do quarto andar e pelo consultório montado. Através da sala, havia uma porta que saía para um imenso e encantador jardim, e foi aí que Casey foi fisgada. Passando por um momento crítico no consultório que era associada, ela toma uma decisão: irá mudar seu consultório para aquele ali, montado e perfeito para seus objetivos. Durante a organização ela descobre em uma gaveta um calhamaço de folhas com o seguinte título: Pelo amor de Pete, Diário.
O diário conta a história de Jenny Clyde, uma moça retraída e humilde, subjugada por um pai violento, mesmo preso, acusado de ter matado sua mãe. Jenny nunca foi amada pela mãe, mas o amor do pai era além do que ela podia suportar. Ela só esperava pelo homem que a amaria. Que a faria levantar voo e partir, para nunca mais retornar. Casey fica intrigada pela história de Jenny, e fica desesperada quando percebe que faltam páginas no diário. Diante deste fato, ela empreende uma busca pelo restante do diário, cada vez mais curiosa para descobrir o fim da história de Jenny. Se a história é um livro, um diário pessoal e qual o vínculo com sua vida.

Eu já havia ouvido falar do brilhantismo de Barbara Delinski para escrever romances que envolvem dramas familiares. Creio que até tenha lido alguma coisa dela há muitos anos atrás, mas não me lembro o título. Mas ler este livro foi sensacional. Perfeito. Sublime. Presenciar a mágoa de Casey nos faz perceber que as coisas nem sempre são conforme achamos. Que por trás de cada personalidade há uma pessoa com suas limitações e que muitas vezes, falta somente uma abertura para mostrar os segredos da alma.

3 Comentários:

marla 13 de novembro de 2013 13:35  

Oi Márcia,
Se não me engano eu li esse livro há alguns anos atrás, mas não me lembrava de seu titulo, o livro possui um enredo bom e o final me surpreendeu.

*bye*


http://loucaporromances.blogspot.com.br/

Adriana 14 de novembro de 2013 14:26  

Essa historia parece excelente! Também gosto muito de dramas familiares, acho que são as melhores historias pois sempre trazem uma carga de emoção muito forte! Assim como Casey, fiquei curiosa pra saber toda a historia de Jenny e o diario, então vou ter que ler esse livro, com certeza. Sempre ouço falarem muito bem da Barbara Delinski, mas não li nada dela ainda, e acho que esse livro vai cair perfeitamente na minha estréia de leitura dessa autora! Parabéns pela resenha, bjão! :)

Gladys Sena 14 de novembro de 2013 23:12  

Acredita que nunca li nada da autora?
Gosto de tramas com dramas familiares, darei uma chance à leitura.

Bjo!

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