Azar o Seu! - Carol Sabar

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Sabar, Carol
   Azar o seu! / Carol Sabar. – 1ª Edição. São Paulo: Jangada, 2013.

“Durante dez anos, tudo o que fiz foi me sentir uma idiota por simplesmente não conseguir esquecer. E agora era obrigada a reviver as mesmas lembranças de maneira avassaladora, diante do personagem principal de todas elas, sem ter tido chance de me preparar para isso.” (Pág.161).

Bia é uma jovem de 25 anos que é simplesmente o azar em pessoa. Pelo menos é assim que ela se define. Filha única, natural de Juiz de Fora, foi criada somente pelo pai, já que a mãe caiu no mundo com um amante quando ela ainda era um bebê, e nunca mais voltou. Desde a infância, sua grande amiga era Raíssa Vitorazzi. Em tudo elas estavam juntas e por tabela também seu irmão Gustavo. Bia nunca esqueceu o primeiro e único beijo dado por Guga, que logo após foi embora estudar música na Inglaterra e nunca mais ligou, mandou mensagem ou um recado sequer. E apesar de seu amor pela música, Bia tem os pés bem grudados no chão e acabou optando pela faculdade de administração. Em função de sua escolha, sua melhor amiga Raíssa não se conforma, o que acaba gerando uma animosidade entre as duas, rachando esta amizade.
A vida deu muitas voltas e após dez anos, ela se encontra em uma situação periclitante. Perdeu o emprego, mandada embora por justa causa, mas injustamente, vitima de uma armação de uma amiga da onça e as contas não param de aumentar. Foi obrigada a entregar seu apartamento em Copacabana para voltar a morar com o pai em Juiz de Fora e agora nem salário mínimo ela tem. Sua situação é tão desesperadora que até digitar I love you no google, ela já fez. A crise é grave! E após uma viagem a Angra dos Reis para o funeral da esposa de um tio de segundo grau é que Bia percebe que o fundo do poço ainda tem porão. É porque ela acaba cedendo ao desespero e permitindo um encontro pouco decoroso com seu primo no cemitério. Mortificada pelo seu nível de desespero, ela sai de Angra dos Reis quase que fugida, na velha Kombi de seu pai. Na viagem de retorno, um congestionamento inominável, sem contar o calor sufocante. O trânsito que não andava, piora quando ela se vê no meio de um tiroteio e acaba sendo salva por um homem atraente e simpático, que a arranca de dentro do veículo e arrastando-a para debaixo do mesmo. No meio do maior desespero de sua vida, ela dispara a falar, e pede ao seu salvador que mande um recado ao Guga.

O estilo da Carol tem tudo a ver com os melhores livros chick-lit que já li. É meritório ressaltar a incrível forma desembaraçada de escrever, que nos leva ao riso e às lágrimas, de forma sutil e deliciosa. A Bia é no melhor sentido da palavra, se é que existe, desbaratinada das ideias, mas com um coração gigante. Eu nunca tinha lido nada da autora, mas não vejo a hora de ler seu primogênito: Como quase namorei Robert Pattinson. Sem dúvida alguma de que eu recomendo, afinal rir faz bem!

1 Comentário:

Gladys Sena 21 de novembro de 2013 20:14  

Oi Márcia!
Ainda não conheço a escrita da Carol, :\
Parece bem legal essa trama, bjo!

http://meuhobbyliterario.blogspot.com.br/

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