A Pousada Rose Harbor - Debbie Macomber

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A busca por um novo começo pode levar a grandes revelações. Jo Marie Rose decide comprar uma pequena pousada, como forma de superar a morte do marido. Mal sabe ela que as surpresas que a esperam nessa nova empreitada. Seu primeiro hóspede é Joshua Weaver, que voltou para casa para cuidar de seu padrasto doente. Os dois nunca se conheceram pessoalmente e Joshua tem alguma esperança de que possam conciliar suas diferenças. No entanto, uma habilidade de Joshua há muito perdida prova que o perdão nunca está fora de alcance e que o amor pode florescer onde menos se espera.
A outra hóspede é Abby Kincaid, que retorna a Cedar Cove para comparecer ao casamento do irmão. De volta pela primeira vez em 20 anos, ela quase deseja não ter ido, devido às memórias trazidas pela pitoresca cidade. E conforme Abby se reconecta com sua família e seus velhos amigos, percebe que só pode seguir em frente se permitir-se verdadeiramente a isso.

Macomber, Debbie
      A pousada Rose Harbor / Debbie Macomber. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2013.

“A vida que eu conhecia acabou no tempo de uma batida de coração. O futuro com o qual eu sonhava foi roubado de mim.” (Pág.10).

Após perder o marido, praticamente na lua de mel, Jo Marie tomou uma drástica decisão. Largou uma promissora carreira em um grande banco, para comprar uma pequena pousada em Cedar Cove, uma cidade litorânea do outro lado do estado. Pela primeira vez após sua perda, ela se sentiu verdadeiramente em paz. Com certeza Paul aprovaria sua escolha e suas decisões, portanto ela sentia em seu coração que este novo recomeço era o caminho para sua paz interior. Pela primeira vez ela sonhou com Paul, já em sua nova casa e em sua nova empreitada, mesmo sem nunca ter tido experiência como administradora de pousada, ela confiava no dom de sua família ser boa anfitriã. E quando ela sonhou com Paul, ele lhe disse que tudo iria dar certo, pois seria feliz novamente e tudo através da pousada. Seus dois primeiros hóspedes chegaram e ela logo se desdobra para fazer o melhor. Ela então logo percebe que cada um na vida tinha um pesado fardo a carregar, e que não era diferente com Abby e Josh. Abby estava em Cedar Cove após 15 anos de tentativas de deixar tudo para trás, mas sem sucesso. Foi ali que ela passou sua infância e adolescência e tinha sido muito feliz, até aquela noite horrível. Ela se sentiu aliviada quando os pais mudaram de cidade para protegê-la, mas ainda sim não foi o suficiente para que ela esquecesse sua culpa. Agora, em função do casamento do seu único irmão ela teve que voltar, e estava ali, mal suportando cada minuto de sofrimento, dor e lembranças. Assim também é o sofrimento de Josh. Foi ali que ele viveu até o último ano do ensino médio. No principio era somente ele e a mãe Teresa, até que ela se apaixonou por Richard, com quem se casou e foram morar todos juntos, inclusive Dylan filho de Richard. Mesmo sabendo da mãe muito amada, ele e seu padrasto não tinham um bom relacionamento, mas como ele não queria prejudicar a felicidade da mãe, se calava. E assim foi até que a mãe faleceu e o padrasto se aproveitou de uma desculpa para jogá-lo na rua. O ódio entre os dois ficou então mais palpável do que nunca, e piorou ainda mais de pois que seu meio-irmão faleceu em uma acidente de moto. Mas agora Josh teve que voltar a Cedar Cove. Ele recebeu um telefone da vizinha de Richard, comunicando que ele se encontrava no fim da vida, e que precisava de Josh.

Três vidas atingidas por fatalidades que transformaram suas vidas com traumas difíceis de esquecer. Três vidas que se encontram  na pousada Rose Harbor e que acabam se reencontrando para trilhar um futuro novo. Uma prova de que as oportunidades que surgem em nossas vidas devem ser aproveitadas, e que não adianta cultivar o ressentimento e a culpa, pois tudo tem um motivo de ser, e levantar, sacudir a poeira e seguir em frente, é uma forma de se demonstrar que a lição foi devidamente aprendida. Não encontramos um livro que Oh, maravilhoso, sublime, mas vemos um livro que com sua simplicidade nos ensina uma lição de amor e perdão. Vale a pena e recomendo.


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Momento Música #108

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Bom dia!

Não tem jeito! Não adianta brigar. Última semana do penúltimo mês do ano. Que tal... Música!!!

Na sua estante - Pitty


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Iakireçá: As sombras nas árvores - Pedro Sol e Jean Marx

sexta-feira, 22 de novembro de 2013




Brasil. Séc. XVIII Ana Catarina. Uma bela mulher de olhos verdes é condenada à morte pela Inquisição. Quando a única luz em sua existência parece vir da fogueira, quando tudo parece destinado a terminar, quando sua própria vida parece escorrer por suas feridas, encharcando o chão do abandono... Um sonho pode mudar tudo. E transformar sua história numa saga sem precedentes. Duas organizações secretas, piratas, uma trupe de mambembes e lendárias e monstruosas criaturas se envolvem na busca pelo objeto que pode mudar toda a história conhecida. Para pior. Durante a vertiginosa jornada, Ana Catarina precisa se mostrar digna do dom que recebeu e do nome índio que não muda apenas sua forma de assinar. Precisa tornar-se... Iakireçá.










Sol, Pedro e Marx, Jean
     Iakireçá – As sombras nas árvores / Pedro Sol e Jean Marx. – Rio de Janeiro, 2011.

“A verdade inescapável, no entanto, é que, de quem fugia, não haveria lugar onde estaria a salvo. Fugia de si mesma. Fugia de quem havia se tornado. Fugia da invasão sobrenatural que tomara de assalto sua vida.” (Pág.54).

Ana Catarina é uma mestiça, filha de um paulista mameluco analfabeto e uma nobre portuguesa, descendente de italianos. Seus pais se apaixonaram e foram em busca de um quinhão de ouro em uma região remota.
Com o passar do tempo eles conseguiram juntar uma quantidade satisfatória para poderem usufruir de um determinado status de vida, apesar das constantes ameaças à tranquilidade vivida em função das oscilações políticas da época.
Aos treze anos, seguindo a tradição, Ana Catarina foi obrigada a desposar um homem mais velho, que ela não amava. Seu marido excursionava pelo interior do país, trabalhando como médico com o auxilio de Ana, que acabou se tornando enfermeira, auxiliando durante as viagens. Ele era visto como um ativista, que defendia as classes oprimidas, devido as suas tendências revolucionárias, Ana admirava estas atividades do marido e justamente quando ela estava se apaixonando por ele, veio a inquisição. Muitas vidas foram ceifadas por esta e Ana acaba indo parar nas masmorras e sofrendo um grande flagelo. Durante as torturas a que foi submetida, ela recebe a visita de um espírito ancião que lhe concede uma dádiva e ela então consegue fugir e se refugiar junto à uma tribo.
Paralelamente à história de Ana Catarina, acompanhamos dois outros enredos que são de alguma forma interligada. Presenciamos o encontro de um homem que aparentemente está ligado à um grupo secreto e ligado aos inquisidores, com um pirata mercenário de nome Peter Skull, que lhe encomenda a captura de uma peça rara que faz parte de outras duas. Uma das peças já está em poder do pirata, mas ele pretende entregar somente quando se apossar da outra peça e desta forma conseguir uma quantia vultosa pelas duas juntas. Vemos também Mariana, uma garota de uma trupe circense, que após uma fatídica fuga em que o líder perde a vida, resolve ganhar a vida “adivinhando” o futuro das pessoas, e que acaba encontrando uma destas peças. Assim como Ana Catarina e João Pereira, que fogem dos perigos e tentam sobreviver às lendas da floresta.
Bom! É claro que peguei o livro para ler sem nenhuma expectativa. O autor me abordou na Bienal do RJ, falou sobre o livro e me ofereceu se não gostaria de ler com o único compromisso de postar. Então, aqui está. O enredo do livro é muito interessante, apesar de que, devido à diagramação, achei o livro cansativo, pois a páginas brancas com as letras pequenas foi um sofrimento, mas tudo bem. Acho que quando se lê muitos livros, já possuímos uma mente bem fértil, ainda que não seja de escritor, já vamos delineando o desenrolar da história. Para mim, ao final do livro, algumas coisas faltaram ser explicadas, o que tirou um pouco do brilho do enredo muito bem elaborado. Procurei algum comentário de outros possíveis leitores da obra, mas não encontrei nenhum, e nem mesmo o contato dos escritores para comentar o fato. Portanto, fica aqui registrado de que honrei o compromisso de ler o livro o resenhar. Se alguém desejar ler, eu até encaminho o volume que tenho, e daí trocamos nossas impressões.

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Lançamento Vida e Consciência

quinta-feira, 21 de novembro de 2013



Novo romance de Zibia Gasparetto mostra a importância de dirigirmos nossa própria vida.

Título: O encontro inesperado
Autora: Zibia Gasparetto, pelo espírito Lucius
Número de páginas: 424
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 47,90 (capa dura) / R$ 42,90 (brochura)
ISBN: 978-85-7722-256-8 brochura
           978-85-7722-255-1 capa dura
"E viveram felizes para sempre..." Assim terminam os contos de fadas, mas na vida real o sim no altar é apenas o início de uma vida que exige maturidade, confiança e uma dose de autossuficiência. Com maestria, Zibia Gasparetto aborda o tema em seu mais recente livro, O encontro inesperado, lançado pela Editora Vida & Consciência. Ditado pelo espírito Lucius, o romance mostra a importância de dirigirmos nossa própria vida sem transferir ao outro responsabilidades que cabem apenas a nós mesmos.
Em seu 28° romance, a autora best-seller narra a história de Miriam, filha de Jorge e Flora, pais superprotetores que interferem muito em sua vida. Mimada e exigente, é casada com Ivo. Após sete anos de casamento, Ivo não aguenta mais o gênio e os caprichos de Miriam e sai de casa.
Quando Jorge sofre um grave acidente, a vida de Ivo e Miriam segue rumos inesperados. Após levar uma vida resignada e não querendo enfrentar mais os problemas da ex-esposa, Ivo decide afastar-se de tudo e morar no Rio de Janeiro.
Em meio a muito sofrimento, o destino leva Miriam ao encontro de Franco, Gisele e Carlos, três irmãos batalhadores, que depois da morte de seus pais uniram-se ainda mais e tiveram que aprender a lidar com a perda e a caminhar com as próprias pernas. E é justamente esta a lição que Miriam deverá aprender para alcançar a verdadeira felicidade.
Entre sentimentos de ciúme, mágoa e apego, Zibia Gasparetto convida o leitor a uma reflexão sobre a importância de não darmos ao outro a direção de nossa vida e mostra que os desafios só aparecem quando podemos vencê-los.
Sobre a autora - Zibia Gasparetto e suas obras contribuem para o fortalecimento da literatura espiritualista no mercado editorial e para a popularização do espiritualismo. Seus livros já foram publicados em espanhol, inglês e japonês. Nascida em 1926 em Campinas, interior de São Paulo, Zibia tornou-se escritora psicografando livros. Sua ligação com o mundo espiritual começou aos 22 anos de idade e o primeiro livro que escreveu foi o romance O amor venceu, ditado pelo espírito Lucius e lançado em 1958. Hoje, aos 87 anos, é autora de mais de 40 livros, entre romances, crônicas e livros de pensamentos.
Editora Vida & Consciência | (11) 3577-3200www.vidaeconsciencia.com.br

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Azar o Seu! - Carol Sabar

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Sabar, Carol
   Azar o seu! / Carol Sabar. – 1ª Edição. São Paulo: Jangada, 2013.

“Durante dez anos, tudo o que fiz foi me sentir uma idiota por simplesmente não conseguir esquecer. E agora era obrigada a reviver as mesmas lembranças de maneira avassaladora, diante do personagem principal de todas elas, sem ter tido chance de me preparar para isso.” (Pág.161).

Bia é uma jovem de 25 anos que é simplesmente o azar em pessoa. Pelo menos é assim que ela se define. Filha única, natural de Juiz de Fora, foi criada somente pelo pai, já que a mãe caiu no mundo com um amante quando ela ainda era um bebê, e nunca mais voltou. Desde a infância, sua grande amiga era Raíssa Vitorazzi. Em tudo elas estavam juntas e por tabela também seu irmão Gustavo. Bia nunca esqueceu o primeiro e único beijo dado por Guga, que logo após foi embora estudar música na Inglaterra e nunca mais ligou, mandou mensagem ou um recado sequer. E apesar de seu amor pela música, Bia tem os pés bem grudados no chão e acabou optando pela faculdade de administração. Em função de sua escolha, sua melhor amiga Raíssa não se conforma, o que acaba gerando uma animosidade entre as duas, rachando esta amizade.
A vida deu muitas voltas e após dez anos, ela se encontra em uma situação periclitante. Perdeu o emprego, mandada embora por justa causa, mas injustamente, vitima de uma armação de uma amiga da onça e as contas não param de aumentar. Foi obrigada a entregar seu apartamento em Copacabana para voltar a morar com o pai em Juiz de Fora e agora nem salário mínimo ela tem. Sua situação é tão desesperadora que até digitar I love you no google, ela já fez. A crise é grave! E após uma viagem a Angra dos Reis para o funeral da esposa de um tio de segundo grau é que Bia percebe que o fundo do poço ainda tem porão. É porque ela acaba cedendo ao desespero e permitindo um encontro pouco decoroso com seu primo no cemitério. Mortificada pelo seu nível de desespero, ela sai de Angra dos Reis quase que fugida, na velha Kombi de seu pai. Na viagem de retorno, um congestionamento inominável, sem contar o calor sufocante. O trânsito que não andava, piora quando ela se vê no meio de um tiroteio e acaba sendo salva por um homem atraente e simpático, que a arranca de dentro do veículo e arrastando-a para debaixo do mesmo. No meio do maior desespero de sua vida, ela dispara a falar, e pede ao seu salvador que mande um recado ao Guga.

O estilo da Carol tem tudo a ver com os melhores livros chick-lit que já li. É meritório ressaltar a incrível forma desembaraçada de escrever, que nos leva ao riso e às lágrimas, de forma sutil e deliciosa. A Bia é no melhor sentido da palavra, se é que existe, desbaratinada das ideias, mas com um coração gigante. Eu nunca tinha lido nada da autora, mas não vejo a hora de ler seu primogênito: Como quase namorei Robert Pattinson. Sem dúvida alguma de que eu recomendo, afinal rir faz bem!

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Novidades Arqueiro Novembro de 2013

terça-feira, 19 de novembro de 2013


 

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Momento Música #107

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Bom dia galera!!!
Estamos iniciando mais uma semana de muita luta e esperamos que com muitas vitórias. E para dar aquela energia... música!

Será - Legião Urbana


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Promoção: Lições de vida

domingo, 17 de novembro de 2013

Boa tarde!

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Promoção: O livro da loucura e das curas

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Resultados: Postais do coração e As Violetas de março



Boa tarde galera que está curtindo o último dia de preguiça do fim de semana! E vamos aos resultados de nossas promoções. 

Parabéns Márcia!!!



Parabéns Juliana!

Já foi enviado e-mail para as ganhadoras que tem até terça-feira para entrar em contato.

Beijos!

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Pelo amor de Pete - Barbara Delinsky

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Delinsky, Barbara
     Pelo amor de Pete / Barbara Delinsky – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. 434p.

“Casey ergueu o rosto para o sol. Fechou os olhos e absorveu seu calor. Respirou fundo, desfrutando um momento de serenidade, depois outro e mais outro. A angústia pela crise no consultório desapareceu, junto com o ressentimento contra o pai, o medo pela mãe e a solidão que às vezes fazia acordar durante a noite. Ali, no jardim, encontrava uma paz inesperada.” (Pág.55).

Casey Ellis nunca se considerou uma mulher amargurada, apesar do que a vida havia lhe reservado. Ainda adolescente descobriu que seu pai era o conceituado Dr. Connie Unger, e que ele nunca havia se interessado por sua vida. Apesar desta aparente rejeição, ela teve suas crises de rebeldia, mas procurou superar esta mágoa, trilhando os caminhos do pai. Casey acabou se formando psicoterapeuta, sempre esperando orgulho e reconhecimentos que nunca vieram por parte do pai.
Agora, aos 34 anos de idade, ela passa por uma difícil fase de sua vida. Sua mãe sofreu um acidente há três anos, e está em um coma intermitente, e para completar, seu pai, que nunca a reconheceu como filha, faleceu e, contrariando as expectativas, lhe deixou uma mansão de três milhões de dólares. Esta atitude de seu pai só faz despertar em Casey todo o ressentimento que ela tinha abrigado em seu coração. Nem uma palavra de carinho, nem uma palavra de reconhecimento, enquanto tudo o que ela queria de verdade era um abraço, um carinho, uma palavra. Mas nada disto veio, mas sim uma chave junto com uma lista dos prestadores de serviços que deverão ser mantidos, dentre eles a empregada e o jardineiro. A princípio ela até evita a casa, mas acaba sendo vencida pela curiosidade, já que esta é a forma de conhecer seu pai. Mas é por pouco tempo, pois ela planeja dispor da casa, como uma forma de represália em: de provar ao pai que ela é adulta e faz o que bem quer da sua vida e da sua casa. Ao visitar a casa, ela se encanta pelo deque do quarto andar e pelo consultório montado. Através da sala, havia uma porta que saía para um imenso e encantador jardim, e foi aí que Casey foi fisgada. Passando por um momento crítico no consultório que era associada, ela toma uma decisão: irá mudar seu consultório para aquele ali, montado e perfeito para seus objetivos. Durante a organização ela descobre em uma gaveta um calhamaço de folhas com o seguinte título: Pelo amor de Pete, Diário.
O diário conta a história de Jenny Clyde, uma moça retraída e humilde, subjugada por um pai violento, mesmo preso, acusado de ter matado sua mãe. Jenny nunca foi amada pela mãe, mas o amor do pai era além do que ela podia suportar. Ela só esperava pelo homem que a amaria. Que a faria levantar voo e partir, para nunca mais retornar. Casey fica intrigada pela história de Jenny, e fica desesperada quando percebe que faltam páginas no diário. Diante deste fato, ela empreende uma busca pelo restante do diário, cada vez mais curiosa para descobrir o fim da história de Jenny. Se a história é um livro, um diário pessoal e qual o vínculo com sua vida.

Eu já havia ouvido falar do brilhantismo de Barbara Delinski para escrever romances que envolvem dramas familiares. Creio que até tenha lido alguma coisa dela há muitos anos atrás, mas não me lembro o título. Mas ler este livro foi sensacional. Perfeito. Sublime. Presenciar a mágoa de Casey nos faz perceber que as coisas nem sempre são conforme achamos. Que por trás de cada personalidade há uma pessoa com suas limitações e que muitas vezes, falta somente uma abertura para mostrar os segredos da alma.

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Promoção: Dançando sobre cacos de vidro

domingo, 10 de novembro de 2013


Promoção nova!!!!
Quem ainda não leu, precisa ler urgente este lindo livro. E se para ler você ganhar nesta promoção???
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O livro da loucura e das curas - Regina O'Melveny

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Meu pai se fora, meu marido morrera e meu coração silenciara. Gabriella Mondini é uma médica com estranhos poderes de cura, poderes que vão além de seus conhecimentos científicos. No fim do século 16, uma mulher médica — e tão sensível quanto ela — é praticamente uma heresia. Assim, se quiser continuar praticando a medicina, deverá ter o aconselhamento de um homem.
Seu pai, também médico, seria o conselheiro ideal, mas ele a abandonou há dez anos: saiu em busca de curas inimagináveis por uma Europa cheia de crendices e magias. E, agora, por meio de suas poucas cartas, é possível perceber que sua sanidade mental está desaparecendo.
Disposta a reencontrar o pai e, quem sabe, salvá-lo a tempo de continuar praticando a medicina, ela atravessa os Alpes da Suíça e os campos da Alemanha, encontra-se com os maiores médicos da Europa e caminha por cidades e vilarejos estranhos até chegar ao Marrocos.
A jovem médica enfrentará caminhos que lhe ensinarão o que é viver no mundo dos clínicos e herboristas daquela época; um mundo onde as praças públicas exalam cheiro de corpos queimados, onde ervas exóticas destroem todos os desejos e onde doenças como a Inveja (“um verme invisível”) saem do corpo dos mortos para destruir os vivos...
Até o fim de sua aventura, ela tentará conquistar a sabedoria tão desejada, mas também terá que lidar com o conhecimento dos segredos de sua família, que são, afinal, os seus próprios segredos.


O’Melveny, Regina
            O livro da loucura e das curas / Regina O’Melveny. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2013.

                        “Comecei a refletir mais profundamente sobre meu desejo de encontrar meu pai. O quanto eu o conhecia? Talvez seja por isso que eu levava as cartas comigo e as lia com o hábito devotado que uma mulher poderia aplicar à leitura do Livro das horas.” (Pág. 224).


Gabriella Mondini é uma mulher à frente de seu tempo. No fim do século 16, quando as mulheres não tinham direito de opinião ela era uma médica dedicada e tenaz. Ela seguiu a carreira de médica encantada por assistir e auxiliar seu pai com os pacientes e contrariando a mãe que insistia para que ela fosse uma menina comum. Mas Gabriella tinha um dom que não podia ignorar e fazia de tudo para ajudar a quem precisasse. Quando seu pai viaja pelo mundo para estudar as plantas e completar o livro que escreviam juntos, Gabrielle ficou sozinha tendo que aguentar os humores da mãe e com a tarefa de cuidar dos doentes e dar continuidade ao livro. Ela era auxiliada pelo fiel casal Olmina e Lorenzo que praticamente a criaram, até que pela longa ausência do pai ela é proibida de medicar, sua grande paixão. Ao longo dos dez anos em que o pai viajou, ele sempre escrevia para Gabriella, narrando os locais e tudo o que encontrava. Até que um dia ele escreveu uma última carta, avisando que não haveria mais e que ela não o procurasse. Desesperada e inconformada ela toma a drástica decisão de seguir o caminho citado em cada carta, em busca do seu pai, corajosamente acompanhada pelo fiel casal de empregados. Ao longo desta perigosa jornada, passando por vários países da Europa, ela enfrenta situações adversas ao universo feminino, onde sua capacidade como médica é questionada e pode até levá-la à fogueira, ao mesmo tempo em que agrega seus conhecimentos medicinais, trocando experiências com todos os tipos de praticantes de medicina e herboristas, arriscando sua vida e dos amigos.   Enquanto enfrenta todos os riscos para encontrar com o pai, ela vai se deparando com aqueles que conviveram com ele durante sua viagem, surpreendendo-se com as narrativas que de nada lembram sua personalidade. Comecei a ler o livro com a curiosidade no ponto mais alto. Ele tem uma belíssima capa e a sinopse realmente me interessou. O amor de Gabriella pelo pai é engrandecedor e sua perseverança em encontra-lo é um atrativo a mais na narrativa. Porém me incomodou a lentidão. A leitura não fluiu no ritmo que estou acostumada e em alguns momentos fiquei até cansada, mas isto não diminui o brilho da narrativa. A bravura de uma mulher que sai atravessando a Europa, enfrentando perigos e desafios nos faz apaixonar. É uma bela história com uma pincelada poética do amor entre pai e filha.  

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Dançando sobre cados de vidro - Ka Hancock

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Hancock, Ka
            Dançando sobre cacos de vidro / Ka Hancock; São Paulo: Arqueiro, 2013. 336p.
                     
                      “Eu estava esperando por ele na varanda e o vi dobrar a esquina, vestindo jeans e uma camiseta branca, a mochila pendendo de um dos ombros. Olhando o corpo firme e o sorriso fácil de meu marido, ninguém adivinharia os demônios que se escondem dentro dele.” (Pág.81).

Aos cinco anos de idade Lucy deixou de temer a morte. Assustada com o que tinha ouvido, ela questionou o pai que lhe deu uma explicação muito simples: A morte não é o fim e não dói. Poucos dias depois ela viu a face da morte durante a festa de aniversário de 12 anos de sua irmã e ela confirmou que sua face não era realmente assustadora, até que percebeu que ela estava ali para levar seu amado pai.
Aos dezessete anos foi a vez de sua mãe, após uma longa e sofrida luta contra o câncer. Com tantas perdas, ela e suas irmãs Priscila e Lily ficaram mais unidas.
Aos vinte e um anos, Lucy conhece aquele que se tornará no grande amor de sua vida: Mickey. Ela o amou desde o primeiro instante e nunca se arrependeu de sua escolha. Mesmo com todos os obstáculos e eram muitos. Apesar de tudo ter se iniciado naquele momento, o relacionamento dos dois demorou um pouco mais para virar uma história de amor. Apesar de ter deixado evidente seu interesse por Mickey, ele não a procurou mais. Alguns meses depois eles tornam a se encontrar, estranhamente, na lanchonete do hospital, enquanto ela acompanhava sua irmã Priscila. Logo Lucy puxou assunto, e franca e direta, perguntou por que ele nunca ligou. Admirado pela coragem, Mickey acaba admitindo que estava ali internado se recuperando de um surto psicótico originado pelo transtorno bipolar a qual era vítima. Mesmo após esta confissão Lucy não se intimida e os dois acabam assumindo um grande amor, dispostos a fazer tudo dar certo. Aos poucos ela vai se ambientando com a doença de Mickey e respeitando seu tempo e espaço. Com o passar dos anos ela sabia só de olhar, se ele estava prestes a uma crise ou se estava bem. Para fazer dar certo eles determinam um pequeno acordo, assinado por ambos, onde consta as regras que irão fazer valer para que o casamento não desmorone. O último item desta lista de regras é: nunca terão filhos. Este último item foi acrescido após Lucy quase ter morrido de câncer e lutado bravamente pela vida. Para evitar passar esta doença para mais uma geração, eles concordam que tem que ser assim. Mas é justamente esta regra é quebrada. Um milagre acontece em suas vidas e que exigirá dos dois uma grande prova de amor e superação.

Desde que li a sinopse eu fiquei ultra curiosa. Já de início percebi que sofreria uma desidratação até chegar ao fim. Em uma ciranda de emoções, não é exagero se por acaso você se apaixonar por todos os personagens. Apesar de ser a caçula, Lucy é a mais tenaz das irmãs. Priscila é a que largou a cidade aos dezessete anos para correr atrás de seus sonhos, gosta de passar uma imagem calculista, mas que é louca pelas irmãs e faz de tudo para defendê-las, mesmo que por meios tortos. Lily é a mais meiga e doce das irmãs e é com ela que Lucy é mais próxima e amiga. E o casamento de Lucy e Mickey, apesar da montanha russa de emoções é maravilhoso. O livro é narrado pelo ponto de vista de Lucy, porém a cada início de capítulo tem paragrafo do ponto de vista de Mickey como se fosse um diário, nos dando as perspectivas de seus sentimentos.
“Eu estava me apaixonando por ela, mas não parecia uma boa ideia. A chance de ter Lucy, magoá-la, assustá-la, perdê-la – tudo isto me devastava. Tentei poupá-la de uma vida comigo – algumas vezes. Mas ela nem sequer pestanejou.” (Pág.88)

 Uma história que é uma lição de amor: do amor incondicional, do amor ao próximo e do amor à vida.

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[Divulgação] Lançamento Saída de Emergência

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Leia um trecho Aqui

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Momento música #106

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Bom dia!

Hoje teremos uma música bem romântica, pra acalentar mais uma semana de trabalho.


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Enquanto isso no skoob

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