Lições de Vida - Anne Tyler

sexta-feira, 18 de outubro de 2013


Maggie Moran e seu marido são comuns, até um pouco tediosos. E é esse realismo que torna esta história tão eficaz e comovente... Começa em um dia de verão, quando Maggie e Ira viajam de Baltimore para a Pensilvânia para um funeral. Maggie é impetuosa, desastrada, desajeitada, propensa a acidentes e tagarela. Ira é reservado, preciso, respeitável, tem uma mania irritante de assobiar músicas que traem seus pensamentos mais profundos e acha que sua esposa transforma os fatos de maneira que se encaixem na sua opinião sobre as pessoas que ama. Ambos sentem que seus filhos são estranhos, que a cultura das novas gerações está indo por água abaixo e que, de alguma forma, se enganaram com essa sociedade cujos valores não reconhecem mais. Mas esta viagem vai levá-los a refletir sobre estas angústias, e vai mostrá-los como é importante reavaliar seus sentimentos.

 Maggie é uma mulher sentimental e que sempre tenta ver o lado bom da vida, e procura ajudar a todos em sua volta, casada com Ira, um homem calado, sério, e até um pouco arrogante. Em “Lições de Vida” acompanhamos a jornada do casal ao funeral do marido da melhor amiga de Maggie, o que acaba em um desastre total (assim como quase tudo que eles fazem nesse dia). 

Após irem ao desastroso velório, Maggie consegue convencer Ira a ir à casa de Fiona – sua ex-nora, com que tem uma filha com Jesse, filho de Maggie. Maggie tem na cabeça de que Fiona e Jesse ainda se amam e que se ela “der um empurrãozinho” eles voltarão, e que dessa vez seria diferente; assim Maggie arma um plano de fazer com que os meninos se encontrem para se acertar. Mas será que  o plano de Maggie funcionará? 


A vida é como uma dança estranha, onde cada passo é um erro.

Bom, acho que não tenho muito o que falar sobre esse livro, achei a capa encantadora, e a sinopse até um pouco interessante, mas já nas primeiras paginas o livro me desanimou... Não, não estou dizendo que o livro é horrível e nem nada do tipo, só achei ele meio, er, sem muito para oferecer. Com personagens simpáticos, mas que não chegam a cativar, diálogos arrastados e meio forçados. Mas o que mais me incomodou foi que o livro falava muito do passado de Maggie, Ira, Jesse e Fiona, e as vezes chegava
a me confundir; sabe quando você fica perdido e não sabe mais se estão falando do presente ou do passado? Pois é, isso aconteceu milhões de vezes comigo.

Achei a historia vazia (tão vazia que contei ela e 2 pequenos parágrafos) demais, como se a autora estivesse apenas escrevendo fatos, sem dar muita importância aos acontecimentos. Do começo ao fim, as coisas apenas passavam, nada marcou na historia. A unica coisa que eu queria era termina-lo para ver se ao menos o fim seria emocionante; mas não, o livro simplesmente acabou, sem mais nem menos. Não posso negar que de algumas poucas risadas durante a leitura, mas nada que durasse por muito tempo... O trabalho da Novo Conceito ficou muito bom, capa linda, e não percebi erros de digitação.

O livro realmente não me cativou, não me prendeu. Não deu pra mim; talvez porque esse não é um dos meus gêneros favoritos, ou se foi a escrita da autora. Realmente não sei. Mas não foi uma "perca de tempo". Enfim, pode ser que outras pessoas tenham gostado, pode ser que você goste; mas não o colocaria como prioridade na fila de livros...


3 Comentários:

Erika Marinho 18 de outubro de 2013 08:34  

Nossa depois de ver sua resenha, não fiquei com vontade de ler esse livro não. Tem um certo abuso de livros surperficiais.

Bjus
http://infinitoparticulardoslivros.blogspot.com.br/

Gladys Sena 21 de outubro de 2013 01:05  

Ainda não conheço a escrita da autora, mas fiquei desanimada com a sua resenha...

Te espero lá no meu cantinho, =D
http://meuhobbyliterario.blogspot.com.br/

Ellen Cristine 21 de outubro de 2013 11:21  

Eu leria esse livro, pena que não gostou :(

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