Branca como o leite, vermelha como o sangue - Alessandro D'Avenia

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

D’Avenia, Alessandro
            Branca como leite, vermelha como o sangue / Alessandro D’Avenia. – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011. 368p.

“Mas o amor é outra coisa. O amor não dá paz. O amor é insone. O amor é elevar a uma potência. O amor é veloz. O amor é amanhã. O amor é tsunami.
            O amor é vermelho-sangue.” (Pág.125)

Leo é um típico adolescente italiano. Gosta da emoção da rebeldia. Se unir aos colegas para espezinhar os professores. Adora futebol e faz parte de uma equipe chamada  Piratas. Sua melhor amiga é Silvia. Silvia é quem sempre o ajuda com os deveres de casa, os trabalhos escolares e que o mantém informado sobre Beatriz.
Beatriz é a menina dos sonhos de Leo. Linda! Uma verdadeira musa inspiradora. Leo sonha com Beatriz dia e noite, manda mensagens, mas ela nunca responde.
Para Leo, os sentimentos têm cores. Ele odeia o branco. O Branco é a cor do vazio, do solitário. Mas Beatriz não é vazia. Beatriz é bela. Beatriz é vermelha! O amor também é vermelho. Silvia, sua melhor é muito importante para Leo. Ele a quer bem, mas ele ama Beatriz. Agora Beatriz está doente, seu sangue está ficando branco: leucemia. Leo quer doar sangue para Beatriz, ela quer que seu sangue a salve. Mas ele é só um adolescente, e talvez seus pais não compreendam esta sua decisão.
Ele se perde neste amor. Somente por Beatriz ele é capaz de fazer algo que não seja por ele mesmo. Por ela, ele se doa inteiro. Se doa tanto que acabe relegando seus amigos ao esquecimento e não notando os verdadeiros sentimentos de Silvia.
                                               ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Desde que este livro foi lançado e eu acompanhei as resenhas e quotes fiquei encantada. Não li nenhum comentário negativo, só elogios e fiquei feliz quando ele foi escolhido para leitura do mês do clube das chocólatras. No início do livro foi bem parado. Típico de todos os livros de autores italianos que li até agora. A juventude italiana sempre retratada como rebelde e transgressora. A única pessoa que transformava o Leo era a Beatriz, e quando ele descobre a sua doença, ele muda radicalmente. É por ela que ele sofre, sonha e chora, dando à história toda a delicadeza. O livro é sensível e nos toca com toda a sua delicadeza. Recomendo para quem gosta de histórias fofas.


1 Comentário:

Fernanda Assis 28 de agosto de 2013 16:04  

Ei Márcia,

Eu amei este livro, nem se explicar, eu gosto da forma poética e reflexiva por trás das frases simples dos autores italianos, o livro me encantou. Ele foi 5 e favorito para mim hehe.
bjs

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