A garota Italiana - Lucinda Riley

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Uma inesquecível história de amor, traição, paixão, obsessão e música. Aos onze anos de idade, Rosanna Menici conhece o cantor Roberto Rossini, uma estrela em ascensão no mundo da ópera italiana - e o homem que mudaria sua vida para sempre. Incentivada - e apaixonada - por ele, Rosanna passa a se dedicar ao estudo do canto lírico, torna-se cantora profissional, e logo os dois se encontram nas salas de concerto mais famosas do mundo, dividindo não só o palco como também o mesmo destino. Com seu talento incomum para descrever ambientes e evocar sensações e sentimentos universais, Lucinda Riley nos leva a acompanhar a trajetória de Rosanna, desde os bairros pobres de Nápoles até os teatros mais glamourosos do planeta, trazendo à tona, com sua prosa inconfundível, as alegrias, tristezas, frustrações, decepções e redenções do amor.
Rosanna Menici era a caçula de uma família italiana típica. Os pais possuíam uma cantina em Nápoles, e viviam sem luxos, mas com dignidade. Além de Rosanna, ainda tinha a filha mais velha Carlotta e Lucca, o filho mais generoso. Carlotta estava naquela fase difícil de namorados e afetações e Rosanna transitava entre o fim da infância e início da adolescência. Seu trauma era não possuir a beleza de Carlotta, uma vez que ainda estava em fase de crescimento. Em uma noite em que os pais iriam comemorar o aniversário de casamento de um casal de amigos, Rosanna descobriu os dois amores de sua vida. Primeiro por Roberto, um jovem cantor, filho do casal que aniversariava, e pela ópera. Forçada a se apresentar, sem nenhuma pretensão, ela se sentiu envaidecida quando Roberto a elogiou, assim como os demais convidados e incentivou a procurar por um professor de canto. Porém os pais de Rosanna não compartilhava da mesma opinião e logo cortaram o entusiasmo da garota. Para a alegria de Rosanna, seu irmão Lucca não pensava da mesma forma, e como era dono de um coração extremamente generoso, usou suas economias para pagar as aulas de Rosanna. Juntos, procuraram o professor indicado por Roberto, que se impressionou pelo talento de Rosanna e concordou em dar as aulas necessárias, por um preço irrisório. Os anos se passaram e a roda da vida não parou de girar. Após anos de aulas, Rosanna foi embora para Milão, em companhia de Lucca, que foi designado pelo pai de ambos a cuidar de Rosanna enquanto ela estudava canto em uma grande companhia de Milão. Rosanna estudava incansavelmente, sempre em busca da supremacia de sua voz. A todos que a ouvia, despertava o mais puro encantamento por sua bela voz. Ela ainda acalentava dentro de si o sonho de apresentar uma peça ao lado de Roberto, mas ela tinha total conhecimento da fama de mulherengo que ele carregava, e tinha sido advertida várias vezes para não se envolver. Porém o amor foi mais forte do que o bom senso, e após se envolverem, se casaram em uma cerimônia secreta, típica dos apaixonados.  A decisão de ambos decepcionou várias pessoas, que nada puderam fazer para impedir, porém era evidente o amor que os unia. Juntos, se transformaram na dupla mais requisitada das óperas mundiais e o sucesso foi inevitável para ambos. Devido aos arroubos de sua paixão, Rosanna tomou decisões que pesaria em seu currículo profissional e em sua relação com sua família. Os anos se passam, e a realidade inevitável bate à sua porta de forma cruel, colocando à prova o seu amor.
Fez-se silêncio quando ele soltou a voz.
Rosanna ficou imóvel, escutando o som mágico daquela voz.
Quando o tom foi se elevado e se aproximando de seu clímax, Roberto estendeu as mãos e pareceu tentar alcançá-la.
E foi nesse instante que ela entendeu que o amava. (Pág.20)
 Quem já leu as resenhas anteriores de Lucinda Riley, sabe que sou muito fã da autora. Lucinda tem uma forma muito única de escrever, e eu me apaixonei por todos os livros que li. A garota italiana, por ser uma de suas primeiras obras, possui um estilo diferente dos livros mais atuais. Este ao contrário dos demais, não é escrito em dois tempos. Tudo começa em 1966 e vai crescendo ao longo do tempo que se passa. Rosanna é tímida nos seus onze anos de idade, enquanto que Roberto já possui uma bagagem de vida dos seus 28 anos, mas que não impede o encantamento de Rosanna no auge de sua inocência infantil. Envolvida pelos dramas familiares, mas alheia a eles, ela cresce ao mesmo tempo que desenvolve o seu talento nato e conquistando os seus fãs. Eu amei A garota italiana. Ele consegue despertar no leitor os sentimentos mais contraditórios, o que na minha opinião, é garantia de se emocionar. Eu continuo recomendando Lucinda Riley, eu também esta obra linda e emocionante, A garota Italiana. 

Riley, Lucinda. A garota italiana. São Paulo: Arqueiro, 2016.

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Novidades & blá blá blá

segunda-feira, 22 de agosto de 2016


Bom dia!!!!

Hoje entramos na última semana de agosto, e como este mês foi intenso!!! Meodeus!!! Há quem diga que "Agosto mês do desgosto", mas não podemos colocar a culpa somente no mês de agosto não. A coisa anda tão feia, que devemos dar graças a Deus por cada dia concluído e aguardar o nascer de um novo dia orando para ser melhor, pois somos brasileiros e não desistimos nunca.
Falando em ser brasileiro... Que olimpíada mais linda que fizemos!!!! Quando eu marquei minhas férias, nem me lembrava que se daria no mesmo período e adorei. O detalhe que o projeto de ler o máximo possível nas férias não foi possível cumprir, já que a agenda esportiva ficou extremamente intensa. Eu sempre marquei minhas férias para os meses de outubro ou novembro para viajar. Amo viajar gente. E praia é o meu destino certo. Para mim, não há viagem mais relaxante e terapêutica do que o mar. Como eu amo o mar!!! Mas este ano eu tinha outros projetos. Algumas pessoas sabem, outras não, de que há dois anos que venho tentando reeducação alimentar e consegui perder aproximadamente 20kg, Um resultado muito positivo, mas ainda um pouco distante do meu objetivo final. Incentivada por minha irmã, resolvi procurar uma cirurgiã plástica para dar uma contribuição para melhoria da minha auto estima, e não me arrependi. Passei pelo procedimento no dia 09 e por isso estou há duas semanas de molho em casa, saindo só para os curativos, sem sair de casa para mais nada. Fazendo caminhadinhas na varanda, dentro de casa, e trajando os paramentos pós cirúrgicos, mas extremamente feliz. Como nos primeiros dias toda posição era desconfortável, não foi possível sentar aqui e escrever nadinha de nada. Mas... como estava em casa, assisti ao máximo de olimpíadas. Que coisa mais linda, não só pelas medalhas que conquistamos, que não foram tantas, mas pelas emoções mesmo. Nós brasileiros temos o hábito de falar mal do brasileiro, mas que coisa linda que é o povo brasileiro quando se une em torno de um objetivo e deu tudo certo. Por incrível que pareça, as cenas constrangedoras foram todas protagonizadas pelos estrangeiros e que mico... Fico pensando sobre isso e só consigo concluir que precisamos ser mais empáticos, não nos desvalorizar, sempre valorizar os pontos fortes e os pontos fracos cuidar para que diminuam. Falar bem de um país  estrangeiro desmerecendo o nosso não resolve seus problemas. É o mesmo que ficar de olho na casa do vizinho e não cuidar da sua, não adianta nada. O Brasil, com seus problemas, e sabemos que são muitos, é um excelente país, que merece nosso carinho e dedicação. Quem faz de nossa casa um bom lugar para viver, somos nós mesmos, mais ninguém. Ou alguém acha que o nosso canoísta Isaquias, ou nossas judocas, ou todos os outros, teriam ganho medalhas se estivessem em casa chorando as pitangas??? Vamos gente... sacudir a poeira e dar a volta... por cima, por baixa, seja como for. 
Uma linda semana, abençoada de vitórias a todos.


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O mensageiro - Lois Lowry

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Há seis anos, Matty chegou ao pacato Vilarejo. Sob os cuidados de Vidente, um cego que tem uma visão especial, ele amadureceu e se adaptou à nova vida. Agora, espera receber seu nome verdadeiro, que determinará seu valor ali, como ocorre com todos os habitantes. Contudo, algo nefasto está se infiltrando no Vilarejo, e os moradores, antes orgulhosos de receber forasteiros, passam a exigir que as fronteiras sejam fechadas para se protegerem. Por ser um hábil mensageiro, Matty é encarregado de avisar os outros povoados sobre o bloqueio. Sua missão também tem outro grande objetivo: buscar Kira, a filha de Vidente, antes que seja tarde demais. Ele é o único capaz de viajar pela Floresta, que já provocou algumas mortes. O problema é que ela também está se tornando um lugar perigoso para o garoto. Mas muitos dependem de Matty. Então, armado apenas de um poder recém-descoberto, ainda incompreensível e incontrolável, ele se arriscará a fazer o que talvez seja sua última viagem.

Era isso que Matty tinha sentido na clareira –
 uma energia pulsante, como se ele  tivesse um relâmpago dentro de si – ,
 em um dia ensolarado, sem nenhuma tempestade se formando por perto. (Pág.39)

Matty é um garoto que, mesmo com as mazelas de sua vida, soube ainda na infância a se defender. Seu orgulho era a sua amizade com jovem Kira, a filha do vidente, mas isso na outra vila em que morava antigamente. Antes de saber que poderia ter novamente uma família e ser importante para alguém. Agora ele vide nesta nova comunidade, onde todos eram tratados humanamente, sem diferenças sociais ou preconceitos de qualquer tipo. Seis anos já se passaram desde que ele chegou ao vilarejo, com um garoto atrevido e pobre, para se transformar em um rapaz bom e honestos. Ele aos poucos está descobrindo que todas as pessoas são peculiares, possuem dons secretos que podem ajudar aos outros, mas ele não sabe é que o seu dom pode ajudar mais do todos os outros. Um estranho fenômeno vem acontecendo no vilarejo. Um fenômeno capaz de alterar o humor das pessoas, alterar a sua essência pura e transformar em algo ruim, mesquinho e vil. As pessoas que antes eram boa e generosas estão cada dia mais hostis e mesquinhas, e por isso decidiram de forma egoísta fechar as fronteiras e impedir a chegada de novos moradores. Matty então parte rumo ao seu antigo vilarejo para buscar Kira, já que esta era a promessa, ela deveria se unir ao pai quando sua própria missão estivesse concluída. Matty  precisará partir em uma grande e perigosa jornada, onde será testado muitas vezes e onde ele precisará vencer todas elas.
Eu havia ficado muito curiosa com o livro O doador de memórias e gostei da leitura, sabendo que tinha continuação, emendei já com o segundo e fiquei frustrada porque a história não tinha ligações com a primeira. Determinada a buscar esta amarração, cheguei ao O mensageiro, e a frustração permaneceu. Consegui as nuances de uns três personagens dos livros anteriores, porém ainda não é possível enxergar nenhuma amarração entre as três histórias, e então fui informada de que há um quarto livro. Agora é aquela sinuca: continuo e arrisco para ver o que dá, ou deixo como está? Matty é generoso e puro, assim com os demais moradores, mas qual é a verdadeira história do Vilarejo?

Lowry, Lois. O mensageiro. São Paulo, Arqueiro, 2016.

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