A escolhida - Lois Lowry

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Kira, uma órfã de perna torta, vive em um mundo onde os fracos são deixados de lado. A partir do momento da morte de sua mãe, ela teme por seu futuro até que é perdoada pelo Conselho de Guardiões. A razão é que Kira tem um dom: seus dedos possuem a habilidade de bordar de forma extraordinária. Ela supera a habilidade de sua mãe, e lhe cabe a tarefa que nenhum outro membro da comunidade pode fazer. Enquanto seu talento a mantêm viva e traz certos privilégios, ela percebe que está rodeada de mistérios e segredos, mas ninguém deve saber sua intenção de descobrir a verdade sobre o mundo.
Kira vive em uma comunidade de pessoas simples e retrógrada. Lá, as mulheres são proibidas de aprenderem a ler, as crianças que nascem com problemas físicos são descartadas, assim como as pessoas que ficam inválidas. A vida das pessoas é regiamente dirigida, de forma a não serem mais do que o permitido. Ela mesma, quase foi descartada por causa do defeito em sua perna, mas sua mãe lutou por sua vida e sempre deixou claro que ela deveria fazer o mesmo. Seu pai foi morto ante dela nascer, durante uma caçada, por uma das feras que tanto atemoriza os cidadãos. Desde que ela nasceu sempre foi ela e sua mãe. Sua mãe, uma bordadeira de extrema habilidade e importante para os anciãos, vivia para o trabalho e para Kira. Só que agora sua mãe está morta, vitima de uma doença desconhecida, mas temida. Após os quatro dias de luto, Kira tenta voltar para sua casa, mesmo sabendo que após a doença da mãe, o casebre que viviam foi incendiado. Estas eram as leis. Mas as pessoas mesquinhas da comunidade queriam lhe tomar o pouco que lhe sobrou, levando-a a um julgamento com a justificativa de defender o que lhe pertencia, assim como a própria vida. Durante o julgamento ela teve direito a um defensor, que realizou um excelente trabalho, porém a perda do terreno foi inevitável, mas ganhou um aconchegante quarto nas instalações onde habitavam os anciãos, além da tarefa de ser a nova bordadeira oficial da comunidade, responsável pela restauração da roupa do Cantor, ser mítico e importante para a comunidade. Kira sente o peso da responsabilidade, ao mesmo tempo em que algumas verdades se revelam.
Será verdade que não existem feras?, perguntava-se, e sua mente respondeu com um sussurro enquanto o bordado se enroscava, quente, na palma da mão.
Não tem fera nenhuma.
É isso mesmo caros amigos... O livro se desenrolou inteirinho... sem sinal de Jonas.
A vida de Kira é muito sofrida e cruel. A comunidade em que vive, é pobre, machista e extremamente cruel. As leis são arcaicas e arbitrárias, tornando a vida humana descartável e irrelevante. Kira tem uma missão, que ao mesmo tempo lhe garante um teto e alimentação, a impede de gozar a plena liberdade. Eu terminei o livro, mas espero ter em breve o desenrolar desta trama.

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O doador de memórias - Lois Lowry

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Em O doador de memórias, a premiada autora Lois Lowry constrói um mundo aparentemente ideal onde não existem dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não há amor, desejo ou alegria genuína.
Os habitantes de uma pequena comunidade, satisfeitos com a vida ordenada, pacata e estável que levam, conhecem apenas o presente o passado e todas as lembranças do antigo mundo lhes foram apagados da mente. 
Um único indivíduo é encarregado de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. 
Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz ideia de que seu mundo nunca mais será o mesmo.
Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.

Jonas vive em uma sociedade programada.  As pessoas não são livres para expressar suas emoções. Elas vivem em uma vida cronometrada minuto a minuto, e a cada ano eles avançam uma etapa. As famílias são permitidas apenas um casal de filhos, e não são filhos próprios, mas sim gerados por Mães-biológicas. A vida de Jonas e seu núcleo familiar, assim como de tantos outros, eram programados para seguir um ritmo, sem música, sem cores, sem sentimentos. Seu pai era um Criador, pessoas designadas a criar as crianças nascidas das Mães-biológicas antes de serem destinadas a um núcleo familiar. As crianças a cada ano conquistava um novo direito: um ano vestir casacos virados para a frente, no outro, usar roupas com bolsos, no outro: andar de bicicleta... Até que aos doze anos era atribuído a cada um, uma profissão. A profissão era escolhida de acordo com a afinidade de cada um, observados durante o período de voluntariado. E aos doze anos Jonas recebe a difícil missão de ser um Guardador de memórias. Estas memórias lhe seriam passadas por um ancião responsável por esta missão, e Jonas descobriu que, muitas coisas eram roubadas dos cidadãos, dentre elas, o direito de guardar suas próprias lembranças.
Eu fiquei muito ansiosa quando saiu este livro e todos comentavam, principalmente quanto ao filme. Por isso, logo no amigo oculto da empresa, pedi os dois logo juntos, azar do Alexandre, pessoa econômica e equilibrado. O tempo passou e nada de ler o livro, até que uma chocólatra veio e me salvou: obrigada Alice! O livro realmente é empolgante, mas mais a partir do momento que ele recebe sua designação. E mais ainda após ele resolver que as coisas tinham que mudar...
- Mas porque todo mundo não pode ter as lembranças? Acho que seria um pouco mais fácil se as lembranças fossem partilhadas. O Senhor e eu não teríamos que suportar tanta coisa sozinhos se todas as outras pessoas assumissem uma parte disso. (Pág.117)

E aí você começa a roer as unhas até os cotovelos... e o livro acaba. Dando graças a Deus por ter o segundo livro, já fui emendando um no outro, e então...
Lowry, Lois. O doador de memórias. São Paulo, Arqueiro: 2014

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Novidades & blá blá blá

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Bom dia corações!!!!

Que se inicie mais uma semana abençoada a todos!
Eu confesso que não estou me sentindo em um período de muita sorte, mas tenho fé que é só uma fase e logo passa.
Falando em passar... o tempo não está passando... está voando!!! O que é isso???

Isso me lembra do poeta Mario Quintana e faço questão de compartilhar com vocês:

O Tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está à minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
Mario Quintana 
Por isso, não deixem pra depois um sonho, a vida é agora. Precisamos trabalhar? Sim. Precisamos estudar? Sim. Precisamos de tempo para a família? Também. Mas não se esqueça de você, você tem um enorme e importante compromisso com você mesmo, e não pode ficar adiando.
Por isso que faço tudo o que gosto, principalmente ler... Adoro!!! Depois que tomei gosto por ler dois livros ao mesmo tempo então, ninguém me segura. Isso aconteceu depois que o Sr. Cláudio disparou a me levar livros para me emprestar, e eu chocando os livros dele e não lia por conta da imensa fila, que cresce a cada dia mais. Como este ano reduzi as parcerias, decidi que, sempre estaria lendo um dos livros emprestados dele. Para isso fico sempre com um livro físico na bolsa e o kobo.



 Durante os trajetos leio no físico, na academia, durante os elípticos da vida e bicicletas, vou de kobo. Quase morro quando a bateria acaba. Vício é fogo, mas ainda bem que este é saudável. E bota saudável nisso! Quem dá conta aí de ler durante academia??? Nada melhor do que um estratagema para unir o amor ao necessário. Fica a dica!
Beijos e boa semana!!!

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